O primeiro grande obstáculo imposto a “Fringe” será conseguir livrar-se de comparações. O que se adivinha difícil, visto a série demonstrar ter bastantes pontos em comuns com “Alias” e “X-Files”, demasiado óbvios para evitar qualquer tipo de paralelismos. (PEQUENOS SPOILERS)
Quando um voo internacional aterra no aeroporto de Boston e se descobre que os passageiros e a tripulação morreram misteriosamente a bordo do avião, a Agente Especial do FBI, Olívia Dunham (a estreante Anna Torv) é chamada para investigar o caso. Depois do seu parceiro, e amante, John Scott (Mark Valley, “Boston Legal”), quase morrer durante a investigação, uma desesperada Olívia procura por alguém que a ajude a salvar John, o que a conduz a Walter Bishop (John Noble, “Lord of the Rings”), o Einstein da nossa geração. Só há um problema: ele tem estado internado há cerca 20 anos e a única forma de chegar até ele será através do seu filho, Peter (Joshua Jackson, “Dawson’s Creek”), que quer, acima de tudo, manter-se bem longe do pai.
“Fringe”, a nova série de J.J. Abrams, explora uma área da ciência que é feita nos limites do ortodoxo, que é baseada em pouco usuais teorias e modelos científicos, e que aborda temas como a telepatia, a invisibilidade, a projecção astral, entre outras.
O episódio-piloto, de cerca de 80 minutos, apesar de mais fraco que os dois anteriores de Abrams, “Alias” e “Lost”, (note-se que este foi apenas escrito por Abrams, ao contrário dos exemplos mencionados que também foram realizados pelo próprio, apesar de Alex Graves ter um trabalho exemplar neste piloto) está repleto de emoção, suspense, elementos fantásticos, alguns sustos, e até um pouco de comédia e romance.
O elenco é bastante competente. Os três protagonistas conseguem criar uma boa dinâmica entre si. Anna Torv, que se estreia na televisão norte-americana, mostra ter sido uma boa escolha para o papel e John Noble consegue um excelente trabalho com o seu Walter Bishop na fronteira entre a loucura e a sanidade. O mesmo se pode dizer dos elementos secundários, sobretudo, em relação ao sempre enigmático Lance Reddick.
Mas, o grande problema é o facto da série cair facilmente em comparações.
Inevitavelmente, caímos na tentação de compará-la, por exemplo, a “Alias” e “X-Files”, conhecidas em Portugal como “A Vingadora” e “Ficheiros Secretos” respectivamente. Temos agentes do FBI a investigar casos paranormais, uma versão loura de Sydney Bristow, uma empresa de tecnologia de ponta envolta em mistério e, muito provavelmente, a base de futuras conspirações, e o episódio inicia-se com um incidente a bordo de um avião.
Apesar disso, “Fringe” é, sem dúvida, uma série a acompanhar na próxima temporada e, eventualmente, mais um vício. Resta saber quanto tempo de vida a FOX permitirá que a mesma tenha, mas o facto de o canal a ter colocado, inicialmente, junto a “House” e, mais tarde na temporada, junto a “American Idol”, permite-lhe boas perspectivas de sucesso.

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Vou ver como é óbvio. Mas só em Setembro…
Esta série promete muito. Com Abrams como produtor, só pode ser coisa da boa.
Abraço
Já vi, foi fskinha mas não gostei mt do género demasiado sci-fi, mas pronto, são estilos, vamos ver como desenvolvem os próximos episódios. ;N
Tenho aqui o episódio 1 para ver há já algum tempo, mas a 4ª série da BSG tem ocupado os meus serões nestas últimas noites (e ainda tenho a 2ª série do Jericho para ver…)
vi os 5 minutos iniciais e gostei.
Já espreitei o episódio
Promete muito, mas a comparação com os X Files é inevitável
Parece muito boa! Mais uma para assistir.
Bem eu sinceramente acho que as comparações são meramente superficiais. De X Files isto só tem o FBI e o intro, de Alias só mm o estilo de realização. Isto é mais um CSI do sobrenatural. A maior parte do piloto é passada numa mistura de pseudo-ciencia (Fringe Science) para resolver um assunto paralelo ao misterio inicial, e para isso temos muito techno-babble. Nada disto era X Files.
No entanto eu gostei, mas o verdadeiro caminho da série só se vai reconehcer no 2o ep.
Quase um ano depois, cá venho eu comentar!
Finalmente ganhei coragem e peguei outra vez nesta série. A primeira vez desisti a meio, estava-me a dar sono, mas desta feita, presa no comboio, não havia como escapar, e lá terminei.
Por agora, não me surpreende. O Walter é ,sem dúvida, a melhor personagem, mas os restantes… tadinha da Anna Torv, é mesmo fraquinha, e as declarações dela ao homem que supostamente ama são… sigh. Mas pronto, ela é estreante, vamos dar-lhe um desconto.
O piloto foi grande demais, e tive mesmo de fazer uma pausa a meio para ver um 30 Rock. Tem muita coisa que não é novidade, como foi referido na crítica, mas pode ser que consigam evoluir. A ver vamos…
finalmente coragem..
sim, a Anna neste inicio é razoável actriz, mas depois melhora..
faz lembrar a Scully
Scully? LOOL
Isto de X-Files, não tem nada.
Como não?
É uma agente do FBI que investiga casos paranormais. É X-Files do século XXI sem extraterrestres.
Oh, eu acho-as completamente diferentes, os casos paranormais de um e de outro, pronto, a narrativa é diferente.
Fox Mulder e Dana Scully são Fox Mulder e Dana Scully e nunca ninguém chegará aos calcanhares deles. Eu gostei desta primeira temporada de Fringe e apesar de ser FBI investigar paranormal, parecer parecido ( xD) são completamente distintos. :beer:
eu quando falei na Scully não estava a comparar as se´rie (mas ate podia).estava sim a comparar a prestação das 2 actrizes na 1ª temporada de cada série.
e tanto a Olivia como a Scully não começaram lá muito bem, mas com o tempo foram evoluindo
Deu-te sono? Onde é que eu já ouvi isto?
Provavelmente da última vez que eu disse que o piloto de Fringe me deu sono e que por isso tinha desistido a meio. Já referi isso aqui várias vezes…
Por acaso estava a falar de BSG.
No entanto, eu gostei muito do piloto de Fringe. É dos melhores episódios da temporada.
Se não gostaste do pilot assim por além, então acho que não vais gostar da série. A série tem muito episódio-seca (caso da semana, bla bla bla). É como o Ricardo disse. O pilot é dos melhores da temporada. A série não me convenceu mas deste episódio gostei muito.
Vamos ver… já me disseram que, para o final, a série fica boa. mas não, realmente este piloto não me convenceu. Talvez por ter sido episódio duplo, quem sabe…
Sim. Realmente no final (e lá pelo meio, a espaços) ela tem 2 ou 3 excelentes episódios. Isso porque decidem avançar mais com a parte do mistério e deixam de engonhar na seca do caso semanal. Aliás, sempre que fazem isso a série tem muito bons episódios.
O fim também é muito bom!
Já ouvi dizer que sim. De qualquer maneira, tenho cá a temporada toda para ver.
Eu o que me chateia mais (chateia-me na mesma, mas não é o pior) não é o ter dum caso por semana em si, porque, se formos a ver, X-Files tinha-os, Alias tinha-os, mas a estrutura formulada adoptada para os episódios. Na maioria deles é tudo sempre desenvolvido da mesma forma… Mas também é provável que sem a estrutura de “caso da semana” a série não conseguisse sobreviver ao seu ano de estreia.
Felizmente, a coisa espevita lá mais para o final, mas até lá, ainda vais ter que penar… Mas não te assustes: agora tens dois episódios de caca e o quarto já vale bem a pena, pois representa o primeiro mergulho na mitologia da série.
Hey, eu aguentei Prison Break 4 e Heroes 3, por isso não é qualquer coisa que me faz largar uma série.
Ah, e já agora… ZB, ainda precisas de alguém que escreva as críticas a Heroes 4? Se sim, podes contar comigo. Ofereço-me oficialmente.
Acabou de ser vendida.
Oh, e eu a pensar que seria a única a oferecer-me.
Bom, fica para a próxima.
E para que é que querias aquilo, Syrin?
Para comentar, ora. Se eu aguentei X-Men de Grant Morrison e fetos que estrangulam fetos com o cordão umbilical no útero da mãe, aguento bem a season 4 de Heroes.
Fetos? Iac…
Mas a S4 de Heroes é confusa…
SPOILER!
Porque o Sylar não é o Sylar. Agora o Sylar é o Nathan. E onde está o Nathan? Está dentro do Sylar. Porquê? Porque o Matt convenceu o Sylar que devia ser o Nathan. Mas será que é o Nathan que é o Sylar ou o Sylar que é o Nathan? Ah pois é!
Tu falas de PB4, mas eu achei PB3 bem pior que PB4.
PB 3 era action/adventure. PB 4 passou a ser sci-fi.
Só isso faz com que seja má.
Mas enfim, opiniões todos temos.
Talvez, mas PB3 era como ver uma versão mais fraca de PB1. E a cabeça da Sara não era sci-fi…
Sim. Eu quando falei do caso da semana foi uma generalização mal feita. Não é o facto de ter os casos que aborrece. É a maneira como eles são apresentados e resolvidos. E também o seu n.º, porque há ali umas sequências de episódios que é “virar o disco e toca o mesmo”. Os inícios dos episódios são quase sempre muito bons.
Realmente se tu aguentaste essas duas aguentas tudo.
Comecei ontem a ver e gostei muito.
Claro que há ali influências (óbvias) de X Files, mas quero acreditar que a série tem pernas para andar sozinha e não precisa da moleta de outras séries.
Adorei a referência a Lisboa neste episódio e, claro, o John Noble destaca-se de todos os outros.
Vou continuar a ver.