E, para o fim, ficou o melhor. Não a melhor série da temporada, mas a melhor estreia da época passada, disputando o pódio com a fantasia de “Pushing Daisies“, e que, por acaso, também pertence ao mesmo canal de uma série que por aí anda e deixou toda a gente enamorada e prestes a cair-lhe aos pés, em mais um fenómeno digno de um episódio de “Ficheiros Secretos” do que qualquer outra coisa, a qual, para mim, serve perfeitamente para aqueles dias de insónia – apesar da segunda temporada até estar a ser bem mais interessante do que a primeira, tendo até uma cena bastante ousada do Don Draper a por o dedo na **** duma mulher que ele anda, como se diz na gíria, a comer.
Mas, este texto não tem como intuito discutir “Mad Men” e sim “Breaking Bad“, por isso, como dizia o meu antigo patrão, e como se diz em muitas redacções por esse país fora: fogo à peça!
Se, por alguma razão, eu tivesse a necessidade de definir “Breaking Bad” em apenas uma palavra, responderia, não de imediato mas quase, “química”. E porquê? Porque “Breaking Bad” é uma série que vive da mesma. Da química propriamente dita, cujos conhecimentos da ciência permitem ao personagem principal iniciar esta aventura. Da química entre personagens, com variações de estabilidade registadas nos diferentes momentos, de situação para situação, de um mundo familiar em ruptura a um mundo novo repleto de imprevisibilidades. Da química criada entre o espectador e a série.
Ao descobrir que tem cancro pulmonar e apenas cerca de dois anos de vida, Walter White – interpretado por um fantástico Bryan Cranston (“Malcolm in the Middle“) –, um professor de química do liceu, casado, com um filho adolescente que sofre de paralisia cerebral e um bebé a caminho, decide, para conseguir deixar a família desafogada financeiramente após a sua morte, juntar-se a um antigo aluno seu, agora traficante de droga, e começar a cozinhar metanfetaminas. A partir daqui, Walter, outrora um homem comum com uma vida normal, envolve-se em diversas e perigosas peripécias, resultado da sua entrada no mundo das drogas.
Além da referida química entre personagens e uma excelente prestação de Bryan Craston, “Breaking Bad”, mesmo inicialmente parecendo uma espécie de dramédia negra, acaba por demonstrar ser um drama sólido, que conta histórias de pessoas com que facilmente nos podemos identificar, que se envolvem em situações que facilmente conseguimos imaginar algum dia podermos estar envolvidos. Claro que a série exibe um pequeno toque de humor negro, mas nunca cai em demasia na necessidade de ter piada.
“Breaking Bad” é já uma das favoritas desta casa e uma das mais esperadas para o início de 2009. Que chegue depressa.






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Tem das cenas mais fantásticas que vi em TV, prof. de Química de cabeça rapada e casaco comprido entra em território não muito agradável apenas com “pózinhos” e arrebenta com aquilo tudo.
Excelente série. Secalhar noutro canal tinha mais sucesso, mas também podia não ter o suficiente e ser cancelada mais rapidamente. Só espero que a qualidade se mantenha.
Não vi Breaking Bad infelizmente. O tempo não dá para tudo. Mas quanto a Mad Men esta segunda temporada está a ser fabulosa mas já a primeira, depois de ganhar ritmo, era magnífica. Tens de dar mais oportunidades à coisa.
Vi os dois primeiros episódios, gostei imenso, mas não sei porquê, pu-la de lado e passei outras à frente. Tenho de a ir procurar ao fundo do baú, porque pareceu-me mesmo muito boa.
xiii, syrin, paraste logo antes de um dos meus episódios favoritos, talvez mesmo aquele que me prendeu definitivamente. Apesar daquele que o MarsV ser o meu favorito, o terceiro agradou-me mesmo muito.
Lídia, aos poucos vai indo… Apesar de ainda só ter visto 3 episódios, esta segunda temporada está a agradar-me mais. Mas acho que as personagens femininas estão a ficar cada vez mais estranhas… Sobretudo, a Betty e a Peggy. O avanço no futuro não lhes fez lá muito bem.
Se não me engano, parei no 3º porque percebi que gostava da série, que valia a pena arranjar os restantes episódios e ver tudo de seguida, como vejo as minhas favoritas. Mas depois olha… deixei passar o tempo e esqueci-me dela.
Mas está guardada sã e salva, e se só regressa em 2009 melhor ainda – tenho algum tempo para a ver.
Tou ainda pior que a maioria: totalmente ás escuras….
Logicamente que já rabisquei o nome no caderninho das séries, com uma série de asteriscos à frente, para não a perder de vista…
Vou ter que encaixá-la em algum lugar….
Ainda não vi.
Vi 3 episódios e até agora a opinião é:
Foi boa, mas não me convenceu totalmente. Já encomendei o 4º episódio e tenciono ver toda a 1ª temporada.
ZB, sim concordo que as personagens femininas estão um nada estranhas. Mas para mim isso são só boas notícias. Por acaso ainda há pouco tempo escrevi algo no meu blog sobre a personagem da January Jones (a Betty). Basicamente na primeira temporada achava que a personagem dela não ia desenvolver: ia ser sempre a mãe, esposa e dona de casa perfeita. Mas estes devaneios fantasiosos deram-lhe outra importância (e piada, porque não…). Acho que é uma daquelas personagens que ainda não esá completamente espremida e ainda vai surpreender muito.
Já a tinha aqui guardada para ver e depois deste post, não vou esperar muito mais :shiny:
Vi a temporada inteira na semana passada e adorei. Sem dúvida das melhores séries do ano, e o que o Bryan Cranston fez com este papel é bom demais para ser verdade… Venha 2009 com a segunda série!
E Mad Men não é assim tão “mau”… Demorou um bocado, mas ali por volta do 5º episódio chega a tornar-se “viciante”. Estou com grandes expectativas para a segunda temporada (ainda não comecei a ver). :clapping:
Votei “Foi boa, mas não me convenceu totalmente. (13%, 3 Votes)”, pois ainda não tinha visto toda a 1ª temporada e acho que o meu voto foi o mais acertado de qualquer das formas.
Apesar de haver uma enorme mudança nos últimos 2 EXCELENTES episódios, em que a acção é em muito maior quantidade, o enredo se torna muito mais sólido e a realização salta mais à vista, os 5 primeiros episódio são pouco mais que razoáveis. O 1º é um bom episódio introdutório, o 2º e também bom pois começa a mostrar a fabricação das metanfetaminas e com isso vem alguma acção, mas depois os episódios começam a tornar-se “enfadonhos” até meio do 5º em que as coisas começam novamente a aquecer.
No geral posso dizer que foi uma BOA 1ª temporada que valeu principalmente pelo QUASE PERFEITO season finale, que na minha opinião foi o melhor desta temporada.