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Spin City (1996 – 2002)

Fri, Aug 15, 2008

Artigos, Regresso ao Passado

[SPOILERS] Spin City” tinha tudo para ficar na História como uma das melhores sitcoms de sempre, mas, em vez disso, será para sempre recordada pelos percalços que sofreu, os obstáculos que lhe foram sendo impostos ao longo das suas seis temporadas e a resistência a uma morte anunciada que tendeu a prolongar-se em demasia.

Mike Flaherty (Michael J. Fox) é o adjunto do mayor de Nova Iorque, Randall Winston (Barry Bostwick), que vive para o seu trabalho, assegurando que todos os caprichos do seu patrão sejam atendidos, ainda tendo tempo para algumas desventuras amorosas com algumas das mais bonitas mulheres da cidade. O seu staff é composto por Carter (Michael Boatman), um negro homossexual sempre pronto para lutar contra a discriminação e para a coscuvilhice, Stuart (Alan Ruck), um maníaco sexual completamente amoral, James (Alexander Chaplin), o campónio escritor de discursos do mayor, Nikki (Connie Britton), uma atraente mulher que passa a vida em relações amorosas duvidosas, Janelle (Victoria Dillard), a secretária, e Paul (Richard Kind), o forreta e lunático assessor de imprensa.

Com duas primeiras temporadas verdadeiramente hilariantes, “Spin City” podia orgulhar-se da sua escrita irreverente, dos seus personagens jocosos e de um elenco diversificado que, mais importante que tudo o resto, era composto de pessoas que tinham verdadeiramente piada, excepção feita às personagens de Connie Britton (Nikki) ou Victoria Dillard (Janelle), que não tendo tanta piada como as restantes, serviam perfeitamente como contra-balanço. Basicamente, elas serviam como a razão em toda a loucura, se bem que também tinham os seus momentos de desvario.

Apesar da terceira temporada não ser tão boa como as duas primeiras, sobretudo pela falta de química entre Michael J. Fox e Connie Britton, cujos personagens passaram a época envoltos numa relação amorosa que primeiro se encontrava num fastidioso impasse e, quando finalmente aconteceu, acabou por ser bastante desapontante, ainda assim deu-nos dois dos meus personagens secundários favoritos, e um que se tornaria dos mais emblemáticos da série: Rags, o cão de 19 anos de Carter, e Deidre (Beth Littleford), a única mulher capaz de subjugar Stuart.

A quarta temporada de “Spin City” fica marcada pela mudança. Antes do início da temporada, Michael J. Fox anuncia que tem a “Doença de Parkinson” e é decidido contratar Heather Locklear para ajudar a aliviar a forte presença que Mike tinha na série até ao momento. A actriz mostra-se uma boa adição, mas a série parece ressentir-se. No final da temporada, Michael J. Fox decide sair e com ele saem Bill Lawrence (“Scrubs”), um dos produtores executivos e criadores da mesma, Connie Britton, Alexander Chaplin, Victoria Dillard, e alguns produtores e argumentistas.

“Spin City” teria tido um final perfeito com o episódio de despedida de Michael J. Fox, mas alguns dos produtores que restaram decidiram continuar a mesma. Mantendo alguns membros do elenco e trazendo Charlie Sheen para substituir Michael J. Fox, a verdade é que a série nunca mais conseguiu ser o que tinha sido anteriormente. A química entre Heather Locklear e Charlie Sheen é excelente, mas a escrita nunca mais foi a mesma.

Para agravar a desilusão contribuiu bastante algo inexplicável, e que nesta série é recorrente, mesmo durante o tempo de Michael J. Fox e companhia: o facto de personagens desaparecerem e nunca mais ninguém sequer as mencionar. Acontece com a Stacy (Jennifer Esposito), que desaparece misteriosamente da terceira para a quarta temporada e nunca ninguém sequer volta a falar na personagem ou a sequer explicar o que lhe aconteceu. E acontece de novo da quarta para a quinta temporada, onde nem sequer nos dão uma pequena explicação das razões da Nikki, do James e da Janelle terem desaparecido sem deixar rasto. Ou da quinta para a sexta, com o desaparecimento de uma completamente subaproveitada Angie (Lana Parrila). É uma pena que uma série com tanta qualidade optasse por este tipo de resolução completamente descabida.

Surpreendentemente, durante a sexta temporada, “Spin City” começa a querer reerguer-se e consegue alguns episódios hilariantes, mas o decréscimo de audiências leva ao seu cancelamento e a série acaba por ter um final apressado e pouco significativo.

Mesmo assim, apesar de todos os percalços que enfrenta, é uma série que entra com facilidade na lista de favoritos de qualquer um e merece, sem dúvida, um visionamento. No mínimo.

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Legenda Notas:

0.0/0.9 - Terrível 1.0/1.9 - Péssimo 2.0/2.9 - Muito Mau 3.0/3.9 - Mau 4.0/4.9 - Mediano 5.0/5.9 - Razoável 6.0/6.9 - Satisfatório 7.0/7.9 - Bom 8.0/8.9 - Muito Bom 9.0/9.9 - Impressionante 10.0 - Perfeito

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5 Comentários

  1. syrin Diz:

    Tenho estado a ver a primeira temporada, e estou a gostar – nem que seja por matar saudades do MJF. :)

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  2. Pedro Diz:

    Via a série qd passava na RTP2 e nem sabia q tinha tido tantas temporadas, muito menos q continuou sem MJF. Gostava muito da série e como só devo ter visto as primeiras três temporadas fico com a opnião q é mesmo uma das melhores sitcoms de sempre. Muito bom.

    MJF é um actor brilhante. Foi com agrado q vi a sua aparição em Boston Legal mas foi notório q não está, por razões óbvias, a 100%. É uma pena. Puta de doença…

    Grande post ZB. Fizeste-me recordar uma grande série.

    PS: Não queres fazer um post onde a malta possa falar das séries q vai acompanhar “on-line” agora qd começar a nova grelha nos states? Podiamos tirar ideias uns dos outros :)

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  3. paulo pereira Diz:

    Porra, agora é que a arranjaste bonita. Tou soterrado em séries para ver e, com este teu revivalismo, deu-me uma vontade doida de rever as primeiras temporadas do Spin City. Deliciosa sátira política tinha, como dizes, uma escrita irreverente e personagens emblemáicas.

    MJ Fox esteve bilhante, numa série guardada com enorme devoção num cantinho deste coração. Sei que soa piegas, mas esta é daquelas que perdura para sempre. Bem, vou ter que desencantar os episódios em algum lado..

    ps: Apesar de tudo, já nem me lembrava da Connie Britton, que revi recentemente no Friday Night Lights, mas recordo-me da participação da deliciosa Jennifer Esposito…

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  4. gonca26 Diz:

    Por muito que queira ver esta série não posso. Tenho muitas para ver.

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  5. Peter Gunn Diz:

    Simplesmente divinal o episódio que reúne o Michael J Fox com o Christopher Loyd a recordar os bons velhos tempos do Regresso ao futuro!!!

    As duas primeiras temporadas realmente eram de chorar a rir! :D

    Um abraço com saudades dos bons velhos tempos

    Responder

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