[SPOILERS] Eu sei que este foi apenas o terceiro episódio da série, mas as semelhanças no desenrolar da narrativa em relação ao segundo foram tantas, que me parece que “Fringe” está a deixar-se cair numa fórmula e não o devia fazer. Pelo menos para mim, que, tal como já referi vezes sem conta, me aborreço com séries que seguem este estilo, o que “Fringe” precisa neste momento é, sem dúvida, evitar deixar-se cair na repetibilidade. Não basta já o sentimento de dejá vú em relação a “The X-Files”?
Então vejamos: Acontece algo estranho/ o Walter é trazido à cena e reconhece a ciência utilizada para perpetuar o crime, porque, para variar, é algo em que ele experimentou no passado/ a Olívia (Anna Torv) e o Peter (Joshua Jackson) têm de procurar um aparelho qualquer que o Walter desenhou no passado envolvendo as suas experiências no assunto/ a Olívia encontra-se com a misteriosa Nina Sharp (Blair Brown), da ainda mais inquietante Massive Dynamics, e esta acaba por lhe dar informações que ajudam a solucionar o caso/ e, por fim, o Walter utiliza o tal aparelho recuperado para realizar mais uma (difícil de acreditar) experiência que é a chave para solucionar o caso. Basicamente, esta foi a fórmula dos dois episódios em questão.
Quanto aos eventos propriamente ditos deste “The Ghost Network”, a maior diferença que aponto foi o facto de a meio do episódio, durante o processo de investigação, não ter perdido a minha atenção e me ter mantido interessado até ao final. Apesar da temática que envolve o caso não ter sido tão forte como a do episódio anterior, foi interessante ver as pessoas imobilizadas numa espécie de âmbar dentro do autocarro, ver a tentativa de desmistificação da ideia de profeta, que recebe visões enviadas por Deus, e, sim, a cena do olho do episódio anterior foi menos credível do que o que se passou aqui.
O mais interessante do episódio foi mesmo termos ficado a saber que existe um grupo por detrás dos eventos conhecidos como “The Pattern”. Claro que isto não é surpresa nenhuma ou esta não seria uma série com o cunho de J.J. Abrams. Mas, e apesar de ter acabado de dizer que tinha sido o melhor do episódio, pergunto: seria mesmo necessário mais uma série que explora o tema (mais que batido) de uma grande conspiração por detrás de eventos nada usuais?
Como última nota, apenas uma palavra para os personagens. O John Noble e o seu Walter são, sem qualquer dúvida, as estrelas maiores da série. O Peter mostrou, finalmente, mais alguma utilidade e foi-nos dada, pela primeira vez, algum (pequena) desenvolvimento em relação à história pessoal do personagem. A Olívia deixou de lado aquele ar sisudo do segundo episódio e John Scott (Mark Valley) lá deu mais um ar de sua graça. Será que o vão ressuscitar?

[starrater]




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Concordo com a tua review ZB. Good Work.
Também espero que Fringe não caia na tal fórmula de que falaste, e acho, tal como tu, que este foi o melhor episódio da série até agora. :verycool:
Em vez de ver os episódios acho que me vou limitar a ler as criticas!
“The Truth is out there”!
À boa maneira dos X-Files!
É mesmo muito parecido com X-Files.
Com estas notas… não sei, não sei se me convencem a ver a série. Não sei mesmo!
Syrin, apesar das notas eu pessoalmente estou a gostar bastante da série. Também o sobrenatural diziam que éra muito parecido aos ficheiros secretos e ja vai na quarta temporada…
Penso que nao perdes nada em ver;)
71 – Muito Bom
Isto não é uma má nota!
Má era se fosse de 5 para baixo.
Partilho totalmente da tua opinião, deste episódio ter seguido os mesmos padrões do anterior, só que este não me fez pensar, será que devo parar o episódio e ver tv portuguesa?
Eu como nunca vi x-files, sinto-me fascinado pela serie, visto que não caio em deja vús. Ainda assim, o primeiro episódio foi o que mais gostei e espero que mudem um pouco a forma de desenrolar dos episódios, de forma a que não se repita sucessivamente.
Eu estou a gostar bastante da série. Não é uma maravilha, nem nada que me tire do sério, mas penso que se trata dum produto bastante coeso e bem feito. Concordo com o que disseste, que este foi sem dúvida o melhor dos três. As comparações com X-Files são de facto inevitáveis, a única diferença (que eu gosto muito) é o facto de combaterem o sobrenatural com o próprio sobrenatural, com a chamada ciencia Fringe. Só espero é que as comparações com Alias não sejam demasiado palpáveis e que aquilo não dê voltas e voltas sem parar. É que depois uma pessoa enjoa.Abraço
Só agora voltei a pegar na série (viva o Meo!) e já gostei mais deste episódio do que dos dois anteriores. Pelo menos não foi tão “visual”, se bem que por momentos achei que a cabeça do homem ia explodir…