[SPOILERS] Ao começar uma nova temporada de “Grey’s Anatomy”, o que poderemos esperar? Mais do mesmo? Mas, não será que o problema está na expectativa? Será razoável continuarmos a ser “velhos do Restelo”? Ou será mais fácil abraçar o conceito e estilo que a série adoptou?
Consegue-se perceber o porquê da série ser apelativa ao público feminino em geral, com toda aquela mistela de sentimentos à flor da pele, com o romance à espreita a cada esquina, com uma lágrima forçada a cada palavra. A série foi criada por uma mulher. É protagonizada por uma mulher e os seus personagens secundários mais desenvolvidos são mulheres. Os diálogos mais elaborados são os escritos para as mulheres. Por isso, não é de admirar que as mulheres gostem de “Grey’s Anatomy”. E, para nós, homens, o que temos a ganhar em ver esta série? Os casos médicos? Sim, às vezes são interessantes, mas a maioria deles acabam por se relacionar demasiado com as história pessoal dos personagens e rapidamente se torna numa forma de lhes dar uma lição ou de lhes abrir os olhos para algo que se passa nas suas vidas.
A verdade é que, e eu sei que é bater na mesma tecla vezes sem conta, mas todos os elementos presentes na narrativa de “Grey’s Anatomy” são semelhantes aos de uma telenovela. E isso é um problema? Bem, depende se se gosta ou não de telenovelas.
E este episódio (ou melhor episódios) espreme ao máximo essa faceta novelesca da série. Senão vejamos: a Meridith (Ellen Pompeo) anda indecisa se deve ir viver com o Derek (não tínhamos já visto algo semelhante durante quatro temporadas?). Por sua vez, o Derek (Patrick Dempsey) tem de lidar com as consequências de ter acabado o namoro com a Rose (Lauren Stamile). A Callie (Sara Ramirez) e a Hanh (Brooke Smith) andam às voltas por causa do beijo que deram no final da temporada passada. A Lexie (Chyler Leigh) está apaixonada pelo George (T. R. Knight) e não sabe se lhe deve dizer porque ele pode não corresponder aos seus sentimentos. A Izzie (Katherine Heigl) anda embeiçada pelo Alex (Justin Chambers), mas já se sabia que daqui não sairia nada de bom. Até a Cristina (Sandra Oh), que continua a ser uma das mais-valias da série, tem agora uma paixoneta pelo recém-chegado Owen (Kevin McKidd). E, ainda por cima, o caso médico que envolve três amigas de longa data e os seus maridos, está envolto em intriga e traição.
Por muito que se queira, por muito que se faça, “Grey’s Anatomy” jamais conseguirá sair deste registo, continuando a distanciar-se de um drama hospitalar sério e continuando a percorrer o caminho dos “contos de fadas”. E, a nós, como espectadores, só nos cabe duas opções: ou gostamos ou não.

[starrater]




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A season anterior levou-me ao desespero, mas este episódio até nem foi mau. Já não se aguenta é os constantes paralelismos dos pacientes com a vida dos médicos…
Eu quase que adormeci duas vezes a ver o episódio. A narrativa arrastou-se imenso. Ainda esperava uma reviravolta qualquer no final, com aquele discurso do chefe. Mas nada! E já agora, que raio foi aquele sonho da Izzie?
aparição do denny completamente fora de contexto. bah!
Foste muito benevolente. Mas boa análise.
Eu então devo ser mulher atípica, porque Grey’s aborrece-me de morte. Confesso que no início gostava, mas o constante rodopio de relações entre as personagens já cheira mal.
O grande dilema da Meredith tem sido muito idiota: há uns tempos andava dividida entre o McDreamy, o McVet e o McSteamy. Ya, grande dilema… – ó amiga, dá-me qualquer um deles, que eu não me importo!!
A Izzie já nem comento, e a Lexie há-de ser mais uma a ir para o rol de conquistas do George (ironia do destino, o actor gay é o que interpreta a pesonagem que mais mulheres já comeu nesta série!)
Felizmente a Bailey e a Christina ainda continuam a dominar a série nos poucos momentos que têm. É por causa deles que vejo, porque de resto a série é completamente intragável!
Até me admira Grey´s não dar ás 21:30 na TVI. Parece uma novela.
Ó ZB, pela tua rica saudinha, não fales muito mal do Anatonia. Ainda ficas com a cabeça a prémio. :suicide:
Olha que a série, como bem dizes, é adorada pela minha esposa. Religiosamente. Eu, confesso, deito o olho com curiosidade. Farto, é claro, de tanta indecisão de Meredith :machinegun: e os seus dilemas amorosos. Mas Anatomia é assim. Nada a fazer. Ame-se ou odeie-se. Eu fico pelo meio termo. Tolero.
Eu voto começar a chamar-se só Anatomy, verem-se livres das Grey era o meu sonho.
FINALMENTE! Há 3 anos que ando a dizer isso, mas ninguém me leva a sério.
Carolina, devolveste a fé nos que não gostam de “Grey’s” Anatomy.
Quando ela estava morta, durante uns minutos senti a felicidade…
LOL. Ela este morta uma hora e meia, se não me engano. Uma hora e meia com o coração parado, e no episódio seguinte já se mexia. Ja, muito realista esta série.
Pois a mim o que sempre me atraiu na série foi a competição entre os 5 internos (agora residentes) pelas cirurgias:)) e, sinceramente acho que era isso que estava a faltar à série!!Por isso, fiquei contente em ver que a competição agressiva vai estar de volta ao SGH!!
Gostei também da introdução da nova personagem…acho que vai contribuir favoravelmente para esta 5ª temporada!
O que não gostei destes primeiros episódios foram os sonhos (pareceram-me completamente desnecessários e, apenas mais um motivo para trazer novamente o Denny Duquete…já chega) e, o “apagamento” completo da Izzie…mais parece uma psicóloga do que uma cirurgiã…
Mas, foi muito bom voltar a ter a Yang e, a Bailey na boa forma:)
A tua análise mostra mesmo como “adoras” a série :rotf:
realmente a série já não é o que era…
dúvida: deste 9.4… se nao estou engano. 9+9.4 ao final da 4a temporada. porquê tao boa nota nesses e má neste? (eu vi o final e este inicio, e esperava bem mais desta premiere, tanto que o que me incentiva é apenas o discurso do cheif no final do ep…, mas queria saber as razoes que te levaram a dar tao boa nota ao final da 4a)
Primeiro, o sistema de classificação foi reajustado nesta temporada.
Segundo, se dei a nota que dei foi porque gostei do(s) episódio(s).