Heroes: 3×03 – One of Us, One of Them (NBC)

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[SPOILERS] Uma das coisas que mais me aborrece em “Heroes”, neste momento, é o excesso de personagens que acaba por dispersar em demasia a narrativa. Já para não falar que isso obriga a que quem escreva sobre o episódio tenha o dobro do trabalho em comparação a quem esteja a escrever sobre outra série. E será mesmo que “Heroes” merece tanto trabalho?

Sim, merece. Nem que seja para lhe bater sem dó nem piedade. Mas, hoje, não será o caso. Não por não existirem algumas razões que poderiam dar azo a mais umas farpas mas, desta vez, decidi poupar-vos de mais uma sessão de sarcasmo e ironia de terceira derivados da minha insistente mania de perseguição à série.

Este episódio teve momentos estranhos. Começa tal como terminou o anterior, com a revelação que Sylar (Zachary Quinto) é filho de Angela Petrelli (Cristine Rose) e com ela… Pasmem-se, a oferecer-lhe os poderes de uma rapariga. Sim… Sacrificando-a sem dó nem piedade para satisfazer os impulsos de Sylar. Não é que a matriarca Petrelli alguma vez tenha demonstrado ser benévola, mas agora assume-se definitivamente como uma alma impiedosa e sem qualquer problema de colocar os seus interesses, que neste momento são também os da Companhia, acima de tudo. Mas, se a oferenda a Sylar espantou, o que se seguiu ainda mais surpreendente foi.

HRG (Jack Coleman), decide regressar temporariamente (será?) à Companhia de modo a capturar os “vilões” que escaparam do Nível 5 e como o Haitiano (Jimmy Jean-Louis) se encontra numa missão especial, a mamã Petrelli decide colocar Sylar como o seu parceiro (lembram-se daquela regra da Companhia que dita que as suas equipas de agentes no terreno devem ser compostas por um humano sem poderes e um “herói”?).

Os dois partem em direcção a um banco, que está sob sequestro dos “vilões” que fugiram do Nível 5. Apesar das cenas que decorreram no seguimento do sequestro ao banco até terem sido interessantes, não deixou de ser desapontante o facto dos “vilões” terem sido capturados tão rapidamente. Mesmo o resultado da interacção entre HGR e Sylar, que estiveram em lados opostos durante tanto tempo e aceitaram com tão pouca resistência esta inusitada parceira, soube a muito pouco. Isto para não falar que aquele: “I told to stay put!”; “You told me that because I wouldn’t, didn’t you?”, seguido de um sorrizinho do HGR foi completamente desnecessário e até a roçar o foleiro. Salvou-se a incapacidade de Sylar em resistir aos seus impulsos homicidas, que acabou por quebrar aquela aliança feliz e demasiado confortável.

O que também não foi menos foleiro, foi a história passada em África. Ó por favor, mais uma pessoa que pinta o futuro!? Não conseguem arranjar poderes diferentes?

Já as histórias da Claire (Hayden Panettiere) e da Tracy (Ali Larter) – confirma-se, definitivamente, que não é a Nikki – não foram as mais interessantes, mas também não foram tão más como se, por vezes, espera. Compreende-se perfeitamente que a Claire queira ajudar os outros a lutar contra o mal em vez de voltar para a escola (o que realmente não tinha grande piada, caso acontecesse), e também já se sabia que todo o latim gasto pela mãe (a biológica) não serviria de nada. Resta esperar para ver que caminho ela encetou no final do episódio. Podemos esperar mais uma incomodativa reunião familiar com a vovó Petrelli?

Quanto a Tracy, a personagem é um verdadeiro mistério. Este episódio permite-nos amealhar mais algumas pistas sobre o seu passado, e até uma conexão com Nikki, mas a explicação da sua existência ainda continua em segredo. Espero que não seja um simples caso de gémeas separadas à nascença, que foi o que inicialmente me sugeriu a informação recolhida pelo Micah (Noah Gray-Cabey, o pobre rapaz agora despromovido a actor convidado). Felizmente, parece-me que essa (completamente aborrecida e mais que vista) possibilidade poderá não existir e que a existência de ambas as personagens poderá ser bem interessante. Será mesmo? Afinal, esta tem o título de “Heroes”, logo “aborrecido”, “visto” e “cliché” são sinónimos… Logo veremos…

De forma impressionante, aquela linha de argumento que mais me entusiasmou (imagine-se) foi a continuação do arco do Hiro (Masi Oka) com a Daphne (Brea Grant). Não toda a questão da fórmula dividida em duas partes. Ainda estou algo dividido em relação a essa linha de argumento. Mas sim, porque adorei o nome que a nova heroína (vilã? Humm… não me parece) arranjou para o japonês: “Pikachu”! Valeu pelo episódio inteiro. Valeu os 70 pontos dos 75 que vou dar ao episódio.

Agora, para o próximo capítulo, a questão que me assombra o pensamento (nem por isso, pois não é uma série em que eu pense muito nas horas livres…) é saber que futuro catastrófico, que nunca irá alguma vez acontecer, vai o Peter (Milo Ventimiglia) do futuro mostrar ao Peter do presente?

[starrater]

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8 Respostas para “Heroes: 3×03 – One of Us, One of Them (NBC)” Subscribe

  1. Marco 30/09/2008 às 22:47 #

    “O que também não foi menos foleiro, foi a história passada em África. Ó por favor, mais uma pessoa que pinta o futuro!? Não conseguem arranjar poderes diferentes?”

    Concordo plenamente!!!!!

  2. carolinafs 30/09/2008 às 23:41 #

    Ainda vão dizer que é o Isaac Mendez encarnada num senhor no meio de África… =P E não sei porque parece-me que vão ser mesmo gémeas. Isso ou vem aí mega revelação!

  3. Sérgio 01/10/2008 às 00:21 #

    “O que também não foi menos foleiro, foi a história passada em África”, já aquela viagem do hiro ao passado, na outra temporada, foi bastante foleira. A serie continua a apostar em quantidade e não em qualidade, no que ás linhas de argumento diz respeito. :suicide1:

  4. Ricardo 01/10/2008 às 09:42 #

    Heroes agora é apenas entretenimento. Mas digo já que essas cenas do futuro já chateiam!!

  5. John Anacall 01/10/2008 às 13:39 #

    “pobre rapaz agora despromovido a actor convidado”
    pobre rapaz? era a personagem que mais me irritava a par da maya essa é que infelizmente nao saiu

  6. gonca26 01/10/2008 às 14:39 #

    Até está a regressar bem. Comparem com a 2ª temporada….

  7. Pedro 02/10/2008 às 15:47 #

    Mexer com viagens no tempo requer muito trabalho e isso foi coisa q os argumentistas de Heroes não quiseram ter…por isso está tudo uma grande salganhada…

    Está uma série assim assim…para se ir vendo.

    A Claire está crescidinha não acham?

    Adorei o Picachu!!!!!!

  8. syrin 15/05/2009 às 12:46 #

    Este episódio merece um 90, e sabem porquê? Porque finalmente puseram-me a mim (ou melhor, à Siryn, à verdadeira http://en.wikipedia.org/wiki/Siryn) na história. Só por isso leva os pontos todos. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde iria fazer uma aparição especial nesta história. Mwhahahahaha

    A história do Sylar e do HRG – WTF? Eu sei que estou sempre a dizer isto, mas a cada episódio que passa só vejo é momentos WTF. Sigh…

    Sinceramente, esta questão da Tracy/Nikki/whatever não me interessa nada. Ela nunca foi uma personagem interessante, e só está na série porque é eye candy.

    Eu até estou a achar piada à “Quicksilver”. Só estou para ver é como é que a vão ligar aos “maus” da história.

    Logo à noite há mais. Nem tem estado má esta temporada…se bem que depois de Prison Break 4, qualquer coisa que venha à calha parece um autêntico milagre.

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