[SPOILERS] A caminhada avizinha-se longa e os primeiros passos não foram famosos. Arrastaram-se molengões, com pouca ou nenhuma novidade, dando ao espectador poucas razões para sorrir. Pedíamos agora um erguer enérgico que nos apontasse a direcção do entretenimento. E foi isso que este segundo episódio nos tentou oferecer.
Para compensar o caso insonso da semana passada, dão-nos agora não um, nem dois, mas sim seis doentes. Quatro falecem de imediato num início com um ritmo fantástico, ficando uma professora de matemática sob observação de possível “contágio” e um idoso já em estado avançado da misteriosa doença. Doença esta que, como diz o House (Hugh Laurie), cheira a cancro, parece cancro, sabe a cancro, mas não é cancro. “Not cancer”, ouvimos dezenas de vezes, de todos os intervenientes num caso complexo e intrincado que encheu por completo o episódio. Desde a especificidade de cada um dos receptores de órgãos até ao passado do próprio dador, tudo marcou o compasso, fornecendo a emoção constante do típico (mas viciante) jogo de pistas.
A ligação entre doente/médico e respectivo espelhar de realidades, que costuma ter um peso significativo em cada episódio, foi aqui atirada para segundo plano. Apenas em duas breves conversas temos acesso à vida desta ex-cega, que acha o novo mundo um lugar feio, colando a cegueira à perna doente de House. Foi o que chegou, e sinceramente, com tanto sítio para olhar, a comum reflexão não fazia aqui falta nenhuma.
Continuando nas personagens é introduzida uma cara nova: Lucas (Michael Weston), detective particular, contratado pelo House para investigar alguns aspectos do caso clínico, ao início, acabando por ficar a vigiar Wilson (Robert Sean Leonard) e todas as suas acções, mais para o final. Se a ideia é trazer alguma frescura ou mesmo gargalhadas a esta temporada, acho que o tiro saiu completamente ao lado. A interpretação de Weston é muito fraca, sem tom nem cor e sem nunca chegamos a perceber o registo que ele quer vender, se de detective trapalhão, se de homem sério e inteligente, se de alguma coisa que eu realmente não apanhei. Enquanto o caso deu força e agarrou a retina, esta linha de argumento suscitou um ou outro bocejo. Não deposito muita fé neste jovem detective.
No final, House resolve o caso com o seu “fez-se luz” habitual e uma artimanha mais elaborada para colocar a doente na mesa de operações. Sem resolução parece mesmo a sua relação com Wilson, que lhe fechou na cara a porta da certeza. Talvez esta amizade tenha mesmo conhecido o fim e o finalmente, coisa que só faz bem à história.
E foi isto que este episódio nos deu, um fogo de artifício engenhosamente bem armado que nos fez esquecer o cansaço e as falhas do seu pano de fundo.






September 27th, 2008 at 2:41
Um episódio que de facto superou o anterior, mas que ainda assim lhe faltou algum sal. Aquele detective também me passou um bocado ao lado…
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September 27th, 2008 at 8:19
Achei chato, sinceramente… muito chato. E ão era este tal de detective que viria a gerar o spinoff do House? Se for… como dizes, é um tiro ao lado, porque o achei muito “sem sal”!
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September 27th, 2008 at 10:46
Eu não consigo dizer mal de House tal o apreço q tenho pela personagem e pela interpretação de Hugh Laurie. House é das poucas séries q eu vejo e revejo os episódios.
A história do detective falhou, concordo. E se é dali q pretendem fazer um spinoff têm q melhorar muito. Achei q querem fazer do gajo um House dos Detectives. Nããã. House há só um.
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September 27th, 2008 at 14:28
Boring ao quadrado
E, realmente, se o spinoff vem do detective, bem que têm que trabalhar muito. Até agora, não convence ninguém a acompanhar a provável série…
Mas lá está, por muito mau, chato ou desinteressante que seja um episódio de House, por Hugh Laurie e a sua transformação no médico mais famoso da TV vale a pena ver. Sempre.
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September 28th, 2008 at 11:05
Mais um……BORING!!
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September 28th, 2008 at 23:24
Achei o episódio no geral com um certo ritmo e pedalada, em grande parte porque gostei bastante do caso, cheio de ramificações e sempre com a frase Nor Cancer na boca dos protagonistas, dando um certa sensação de ansiedade e perspectiva na resolução do problema.
Em relação ao spinoff penso que a reacção do público vai ser unânime e essa série não vai de facto acontecer. Foi um erro gigantesco de casting e ou tiram um grande coelho da cartola ou bem podem esquecer este detective.
Beijos e abraços
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