[SPOILERS] Quando os personagens de uma série teen crescem, a série tem também de crescer. Os dramas teen dão espaço a dramas adultos. A acção passa de divertida a crua e dura. Se a temporada passada era a adaptação à vida adulta, nesta nova temporada quem não está pronto terá sérios problemas!
Mais uma vez o episódio segue um pouco duas linhas de argumento. Por um lado o recente casal Lucas (Chad Michael Murray) – Peyton (Hilarie Burton) a anunciar as boas novas a todos os amigos, que me pareceu um bocado para encher chouriços. E por outro os dramas pessoais, e são tantos, que afectam todos os outros.
O Mark Schwahn deve ter uma fixação qualquer com camas, tantos são os episódios que começam com os personagens na cama. Mas foi giro ver o repetir da história de Lucas em Jamie (Jackson Brundage). “Se partires essa cama vais passar a dormir no chão o resto da vida!”
A tortura de Dan (Paul Johansson) por parte da Nanny Carrie (Torrey DeVitto) continua. Indefeso e amarrado à cama é obrigado a comer insectos ao jantar e a ouvir Carrie contar que o seu plano é fazê-lo desaparecer para todos pensarem que foi ele quem raptou Jamie. Mal sabe ela que está prestes a descobrir que Dan só tem seis meses de vida. Entretanto parece haver esperanças, já que Haley começa a estranhar qualquer coisa.
Nathan (James Lafferty) e Haley (Bethany Joy Galeotti) são dois personagens que tiveram uma evolução incrível desde que a série começou. E o seu drama familiar foi sem dúvida um dos pontos positivos da passada temporada. Nesta temporada podemos continuar a acompanhar a sua relação com o filho Jamie, e agora que a lesão nas costas ressurgiu Nathan vê-se obrigado a escolher entre a carreira de basquetebol ou uma vida feliz com a sua família, já que corre sérios riscos de ficar paralisado, caso insista em perseguir o seu sonho.
O choque do episódio vem de Brooke (Sophia Bush). Já se esperava ver Brooke marcada depois daquele final de episódio, mas tanto… A violência das marcas é tanta que o episódio quase que merecia um Rated R. Para além das marcas físicas, nota-se em Brooke profundas marcas emocionais. Movida por sede de vingança, ou justiça como insinua a Peyton, agora que parece claro que foi a própria mãe quem orquestrou o roubo. Pede a Deb (Barbara Alyn Woods) que lhe ensine a usar uma arma. E não sei não, acho que ao contrário de Lucas quando ameaçou o Dan, desconfio que Brooke não terá problemas em atirar a matar.
Por fim, e como se não estivéssemos já chocados o suficiente, a morte de Quentin aparece como que um murro vindo do escuro, e deixa sérias questões no ar. Se por um lado com a sua morte se abre um cenário em que podemos assistir ao lidar de uma criança com a morte do seu grande amigo. Pelo outro lado, perde-se uma grande personagem, que actuava como a âncora da família Scott. Esta morte será, sem dúvida, sentida mais por Nathan, Haley e o pequeno Jamie.

[starrater]




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Concordo com tudo nesta review, muito bom episódio.
Um grande episódio, óptima review! Foi um choque enorme, desde o estado de Brooke à morte de Quentin. Os momentos com Jamie sempre aliviam um bocado o drama mas parece que agora até ai se vai fazer sentir…
Nunca vi. O episódio foi assim tão bom?
Achei o primeiro episódio melhor, mas talvez fosse da expectativa. O certo é que a série já deixou de ser um guilty pleasure e espero agora religiosamente a segunda-feira.
Excelente episódio. Muito boa review também. Só não concordo com uma coisa, o enredo entre Lucas e Peyton não serviu apenas para encher chouriços. Foi bastante bom para quebrar a seriedade que o resto do episódio teve de modo a não se tornar muito “duro”.
Estou mortinho por saber o que aconteceu naquela confusão do final do episódio.