[SPOILERS] Depois do episódio perfeito da semana passada é difícil ficar indiferente a “One Tree Hill“. A série cresceu e estabeleceu uma fasquia altíssima, que se espera que seja mantida a cada novo episódio. Já não é só mais uma série, mas algo pelo que se espera religiosamente cada inicio de semana. Mas poderá manter este padrão?
Se a principal linha de argumento girava em torno de Quentin (Robbie Jones) e em como os seus amigos vivem a sua morte, outras havia que pareciam estar ali só para movimentar todas as personagens da série. acabando por prejudicar todo o episódio.
A morte de Quentin continua a pesar aos habitantes de Tree Hill. Cada um à sua maneira vai tendo visões de Quentin. Nathan (James Lafferty) no campo junto ao rio, Lucas (Chad Michael Murray) na sua secretária, e Haley (Bethany Joy Galeotti) junto à mesma bomba de gasolina onde ele perdeu a vida. “O pior de dizer adeus, é ter de o dizer todos os dias!“
O principal é Quentin e a homenagem que os Ravens lhe preparam. A sua camisola permanentemente no ginásio e a decisão de jogarem apenas com quatro jogadores o resto da época. Se do ponto de vista de uma série é bastante bonito, na prática a equipa nunca poderia jogar com um jogador a menos. Mas o que conta é a intenção.
Peyton (Hilarie Burton) recebe a visita de Mick Wolf (John Doe), um cantor que conheceu a sua mãe. Por momentos ainda esperei que no final este Mick revelasse ser o pai biológico de Peyton. Mas as esperanças foram furadas.
Carrie (Torrey DeVitto) continua a dar sinais de vida, mas desta vez sem Dan (Paul Johansson). Encontra Deb (Barbara Alyn Woods) no parque, falando com ela como se nada fosse. Durante o jogo, invade a casa dos Scott e ameaça o pequeno Chester. Ficamos a saber que o plano de Carrie envolve uma viagem de barco.
Deb acaba expulsa de casa, depois de Nathan descobrir a sua relação com Skills (Antwon Tanner). Expulsão esta que se reverte no final do episódio, aceitando Nathan a relação do amigo com a mãe. As única cenas que se aproveitaram desta linha de argumento foram a de Jamie a falar com o pai com a maior inocência do mundo, dizendo-lhe que ele também o deixava, ao pai, beijar a mãe dele. E uma no final em que Skills substitui o papel de Quentin ao ajudar Nathan com o seu jogo.
Entretanto, assistimos a Brooke (Sophia Bush) a falar pela primeira vez da agressão, e dos seus problemas com a mãe, a uma psicóloga. Por sinal, a mesma que ajudou Nathan e Haley com o seu casamento. Mulher versátil esta! O desfecho é que acaba por desiludir. Brooke vai a Nova Iorque falar com a mãe, armada, e acaba por lhe deixar o controlo de toda a empresa. Partindo para uma nova vida. Esperava um pouco mais de emoção nestas cenas. Arma apontada, gritaria, mas nada feito.
O episódio acaba por desiludir bastante. Quando se tenta jogar com muitas linhas de argumento, raramente as coisas correm bem.

[starrater]




Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Também senti um bocado isso, parece que a história dispersou para tanto lado que acabou por não conseguir ter a força do anterior. Mesmo assim, um bom episódio!
Já estou farto da história do Quentin. E aquela cena do “jogamos menos porque ele é um de nós” foi muito parva.