[SPOILERS] Nove episódios teve a primeira temporada desta série. Devido a isso, este episódio acaba por ser a continuação da linha dramática do anterior. Não há aqui um verdadeiro começo de temporada . Algumas dúvidas do final da temporada passada são dissipadas, outras são mantidas e novas teorias são formuladas.
Destaque para o início do episódio e toda a sua montagem. Bem conseguida, suportada pela música criada por Bear McCreary (e interpretada por Shirley Manson, vocalista dos Garbage, que aparece mais tarde no episódio) e que nos dá uma visão diferente do desenrolar da história após a explosão ocorrida com Cameron (Summer Glau).
Por falar nela. Sempre gostei muito do papel desempenhado por ela nesta série. Todo o elenco se move com naturalidade e fá-lo com qualidade. No entanto, ela consegue muitas vezes estar um pouco à frente do outros (sem querer menosprezar a cativante Lena Headey ou o irrequieto Thomas Dekker) e neste episódio ela foi uma vez mais “A Protagonista”. Quer pela história, quer pelos seus diálogos. A maneira como dá a demonstrar os seus “sentimentos” (tão próprios de nós humanos e, daí, a sua falsidade) é também um dos bons pormenores deste episódio. Até que ponto serão estes sentimentos falsos?
Como série de entretenimento, claro que temos acção neste episódio. Fugas e mais fugas de Sarah e de John, o confronto (repetidas vezes) entre Cameron (com a sua programação afectada pela explosão), John e Sarah, Derek (Brian Austin Green) e Charley (Dean Winters) que os procuram e …. Cromartie (Garret Dillahunt), pois claro. E não é por aqui que o episódio perde fulgor. Nada disso. O problema é quando a acção pára e temos situações normais de diálogo e interacção de personagens. Tal já se notava na temporada passada e volta a notar-se neste episódio. Quase como se não houvesse história nenhuma para contar (e há, disso sabemos nós), parece que estes bocados são como um intervalo das cenas de acção. Por vezes, em vez de as complementarem e darem lógica a tudo o que se passou, são pausas na fluidez do episódio. Há mesmo por vezes diálogos que não encaixam bem nos sítios onde estão. A ver se melhoram este aspecto.
Último destaque para a introdução de uma nova personagem na série: Catherine (a já mencionada Shirley Manson). Trata-se de um T-1000 (poderá ser uma evolução), com a conhecida propriedade de transformação (capacidade de assumir outras formas). Mais um bom efeito-especial da série, para além do facto desta personagem trazer-nos um alargar da história. Agora que estamos na segunda temporada, sem previsão de greves e enfrentando a concorrência, é a altura de Terminator: The Sarah Connor Chronicles “crescer” e estabelecer que tipo de série quer ser daqui para a frente.

[starrater]




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Ora bem, revisto o episódio, concordo com o que dizes, de uma certa falta de história nos momentos mais calmos. Já nos momentos altos, das fugas, a série continua no seu melhor.
Terei sido apenas eu a não gostar da personagem da Shirley Manson? E aquela revelação na casa de banho foi… nhac. Não podia ter surgido de outro lado?
Terei sido apenas eu a não gostar da personagem da Shirley Manson? E aquela revelação na casa de banho foi… nhac. Não podia ter surgido de outro lado?
Eu até acho que ela tem uma presença competente. O urinol é que era desnecessário
Gostei bastante deste episódio e a Summer Glau é mesmo espectacular.
As minhas cenas favoritas foi a Cameron tentar convencer o John a não desligá-la e o diálogo final entre a Sarah e o John.