“Angel”, o spin-off da “Buffy, The Vampire Slayer” criado por Joss Whedon e David Greenwalt, é mais do que salta inicialmente à vista. Goste-se ou não, utilizar a mesma como comparação pela negativa, apenas revela que quem o faz ou pouco viu da série ou aquilo que viu, fê-lo com muito pouca atenção.
Joss Whedon (“Buffy”, “Firefly”), David Greenwalt (“The X-Files”, “Moonlight”), Tim Minear (“Firefly”, “Wonderfalls”), Jeffrey Bell (“Alias”, “Day Break”), Steven S. DeKnight (“Smallville”), David Fury (“24”, “Lost”), Mere Smith (“Rome”, “Burn Notice”), Elizabeth Craft (“The Shield”), Sarah Fain (“The Shield”), Shawn Ryan (criador de “The Shield”, “The Unit”), Ben Edlund (“Supernatural”), Drew Goddard (“Lost”, “Alias”, “Cloverfield”), Jeannine Renshaw (“Charmed”, “Ghost Whisperer”), Howard Gordon (“24”), Jim Kouf (“Ghost Whisperer”), Jane Espenson (“Gilmore Girls”, “Battlestar Galactica”), Douglas Petrie (“Pushing Daisies”, “CSI”), Tracey Stern (“Sports Night”), David Herschel Goodman (“Fringe”, “Without a Trace”) e Scott Murphy (“Star Wars: The Clone Wars”).
Todas as pessoas atrás listadas, bem como muitas outras, estiveram envolvidas, algumas mais que outras, em “Angel”. Será preciso dizer mais alguma coisa?
“Angel” não é uma simples série sobre um vampiro que possui uma alma e decide lutar contra o mal. É uma história sobre um homem amaldiçoado pelo seu passado que procura redenção. É uma série que, inicialmente, evoca o estilo noir e explora-o com mestria. Que, apesar do formato villain-of-the-week, é na sua mitologia que encontra a sua força, principalmente, a partir da terceira temporada, aquela que será a melhor época de todas.
É verdade que a série sofre, ao longo das suas cinco temporadas, de alguma inconsistência em determinadas alturas e até de algumas decisões, em termos de rumo da história, que se podem questionar. Mas, o que importa é que há momentos em que consegue deixar-nos deslumbrados com soberbos diálogos, cenas de acção estonteantes, humor irreverente e drama distribuído em quantidades qb, tudo isto interpretado com categoria por um elenco repleto de qualidade. E, o que importa ainda mais, é que esses momentos são em número bem superior aos outros, àqueles que poderíamos apontar como sendo defeitos.
Talvez o seu maior trunfo seja não ser uma série estática. É uma série que evolui. Que progride de temporada em temporada e nos dá um verdadeiro sentimento da vida dos personagens a acontecer. Veja-se o crescimento que Cordelia (Charisma Carpenter), Wesley (Alexis Denisof), Gunn (J. August Richards) e Fred (Amy Acker) sofrem à medida que a série vai desenvolvendo. No final, nenhum destes personagens é a mesma entidade que foi quando apareceu pela primeira vez. No final, cresceram. E nós tivemos o privilégio de assistir a isso.
“Angel” acabou ao fim de cinco temporadas. Foi inesperadamente cancelada pela WB, o que deixou Joss Whedon desolado. Porém, o seu final, apesar de ambíguo, consegue ser perfeito aos olhos de quem assim o quiser. E eu quis.





October 20th, 2008 at 18:20
Sendo fã de Buffy tenho vergonha de nunca ter conseguido ver Angel de forma continua. Mas assim que arranjar tempo suficiente, está no topo da minha lista!
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October 20th, 2008 at 18:21
Esta série é fenomenal.
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October 20th, 2008 at 19:17
E tem Spike no final.
Como a carolina, também só vi alguns episódios soltos, mas assim que tiver tempo hei de lhe pegar.
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October 20th, 2008 at 20:06
Vi alguns episódios. Vou comprar assim que puder. Mas tenho e já vi várias vezes todas as temporadas de Buffy. E são todas fenomenais.
Quanto ao cancelamento, acho que tudo tem que ter um fim. Buffy não foi cancelada. Simplesmente acabou e acabou em grande. Quanto ao Angel não sei, mas acho que cinco temporadas chega.
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October 20th, 2008 at 22:31
Tentei ver Angel e achei terrivel… so aguentei os tres primeiros episodios, e tambem nao gostei nada do que fui apanhando na Fox…
Tenho pena, porque ate gostava de Buffy…
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October 21st, 2008 at 0:04
De terrível não tem nada e se gostavas de Buffy então ainda é mais estranho. Angel é uma série mais dark que Buffy, distancia-se daquele sentimento de série mais juvenil que tem Buffy, e consegue reter muitas das suas qualidades.
Mas também digo uma coisa: Não é pela primeira temporada que se fica fã incondicional da série e muito menos por dois ou três episódios. E as três últimas temporadas são muito serializadas, com os episódios case of the week bastante reduzidos, o que também pode influenciar negativamente quem apanha episódios soltos.
Eu vi grande parte da primeira temporada na Fox. Depois deixei de ter o canal e perdi a meada. Mais tarde, voltei a ter Fox e apanhei alguns soltos. Também não gostei muito do que vi. Mas agora, depois de os contextualizar, é outra coisa bem diferente.
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October 21st, 2008 at 0:25
Eu gostava muito de Buffy mas nunca gostei muito de Angel. nao sei pk
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October 21st, 2008 at 11:45
Buffy e Angel. Ora aqui estão duas séries com que nunca pensei gastar a minha vista. Mas depois de deparar-me com a enorme qualidade de Firefly, estou disposto a mudar a minha posição intransigente. Só um bocadinho.
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October 21st, 2008 at 14:29
Ao que parece a FOX está a transmitir novamente a série durante a tarde. Para quem não viu ou para quem queira rever, aqui fica a dica
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