Californication: 2×05 – Vaginatown (Showtime)

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[SPOILERS] “Vaginatown” é um episódio com duas partes distintas. Como que a querer mostrar que uma personagem poderá ser algo mais que um simples estereótipo.

Antes de mais, quero destacar o papel de David Duchovny. Ele não dá só corpo à personagem solitária e sempre a querer borgas. Há mais para além desta imagem e esta metamorfose é muito bem feita por ele.

E esta comparação torna-se evidente no episódio desta semana. Se numa primeira parte temos o Hank de sempre a aprender novas utilizações para o top de chocolate (tudo conjugado com uma boa troca de diálogos), numa segunda parte temos um Hank mais responsável (mais humano?) a vir ao de cima. A querer ajudar as pessoas e a querer mostrá-las o rumo certo. A reclamar para si o papel de alguém que gosta de festa, mas que no fundo nunca perde o seu sentido de vida: Karen (Natascha McElhone) e Becca (Madeleine Martin).

Noutras latitudes, Charlie (Evan Handler) quer entrar com o pé direito no seu novo ramo e mostra-se pronto a investir as suas poupanças no cinema porno. Quanto ao resto das personagens, a sua presença no episódio ou foi diminuta ou inexistente.

Hank foi o contraponto do episódio. E é também por aqui que residirá o rumo da série. Poderá parecer uma verdade de “La Palisse”, mas o que quero transmitir é o seguinte: do correcto equilíbrio destas duas facetas de Hank depende o desenrolar desta temporada. É um jogo de equilíbrios.

[starrater]

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Liebe ist, was sich ergibt, wenn man Sex hat.

7 Respostas para “Californication: 2×05 – Vaginatown (Showtime)” Subscribe

  1. carolinafs 31/10/2008 às 23:32 #

    Os diálogos, como sempre, geniais! Óptimo episódio!

  2. Lili-BR :) 01/11/2008 às 00:54 #

    Uma pergunta: li o “óptimo” do comentário e fiquei intrigada:
    gostaria que alguém respondesse como ficará este (e os outros) blogs de Portugal com a reforma ortográfica dos países em língua portuguesa.

    Aqui no Brasil há muita resistência: muita gente diz que continuará a escrever como antes. E vocês, o que acham da mudança? Haverá uma adesão à mudança? O que vocês portugueses têm a dizer?

    • ZB 01/11/2008 às 13:42 #

      Por aqui, também existe bastante resistência, e eu serei sempre um dos resistentes. É um fa(c)to inalterável.

  3. Maciel 01/11/2008 às 10:25 #

    @carolinafs-aquela-que-comenta-sempre: Os diáologos são sempre muito bons realmente.

    @Lili-BR: Pois aí está um tema interessante e polémico. Eu continuarei a escrever como até aqui, até porque as variantes (das palavras) irão conviver juntas muita tempo. Não ligues a isso, acompanha as séries e volta ao blog. Irás perceber sempre tudo :)

  4. Lili-BR :) 01/11/2008 às 17:56 #

    Pois é. Então a resistência está em todo o mundo lusófono. Recentemente li uma entrevista do escritor moçambicano Mia Couto criticando a reforma.

    Realmente, as variantes co-existirão por muito tempo.
    Querem saber a minha opinião? Lá vai.
    Eu vejo como uma inutilidade: faz-se uma discussão enorme para fazer uma ou outra mudança ( um c e p duplo aí, o fim da trema por aqui) que não facilitarão o entendimento, uma vez que a maior diferença está no significado das palavras e nas expressões – algo que já é um problema no Brasil que é em termos de dimensões e diversidade, é um continente.

    Ao menos aqui, um país onde se lê pouco, muito pouco, talvez não traga resultado positivo algum (a não ser para os donos de editoras), pois os leitores de fato não precisam da mudança para poder ler Eça, Camões, Fernando Pessoa, Saramago…

    Para ter uma idéia, ás vezes me passa desapercebido o fato deste ser um blog português. A não ser pelo nome – TV DEPENDENTE – que ao menos para o estado de São Paulo é uma construção um pouco incomum.

  5. DNL 01/11/2008 às 18:14 #

    Sem ter como intenção fazer qq tipo de publicidade, para os amantes desta série, aqui fica:
    http://www.caoazul.com/loja/product_info.php?products_id=1370

  6. syrin 01/12/2008 às 17:12 #

    Tens toda a razão, Maciel, Californication é uma série interessante, o Hank é uma personagem interessante não porque consegue ter todas as mulheres que quer a qualquer hora do dia, mas por causa dos momentos mais calmos como estes finais.

    E OMG, aquela Chloe era uma coisa do outro mundo, rotfl.

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