[SPOILERS] “Minimal Loss” é só mais uma prova de que “Criminal Minds” é uma excelente série, com actores brilhantes, conseguindo prender o espectador do princípio ao fim, especialmente por ecoar numa realidade que por vezes esquecemos mas que não deixa por isso de existir: os cultos religiosos.
No que aparentava ser “apenas” uma investigação à paisana de abuso de menores numa comunidade polígama, converteu-se em 40 minutos de antecipação de um final que já se conhecia: uma terrível explosão. Sabíamos o que, onde e quando, faltava o porquê, como e quem e a verdade era mais terrível do que queríamos acreditar: Reid (Matthew Gray Gubler) e Prentiss (Paget Brewster) estavam no local. Mas… A agitação não ficou só por aí.
Tudo começa com uma incursão federal ao complexo religioso que acaba mal. Os dois SSA são feitos reféns depois de uma troca de tiros tão real que por momentos nos leva a acreditar que estamos a ver o noticiário e não uma série de televisão. A identidade de Prentiss, antes secreta, é agora revelada ao líder deste grupo, resultando num confronto violento que é ouvido no exterior pelos outros membros da equipa, numa cena em que todos merecem um aplauso pelo sofrimento que também nós sentimos.
Com as habituais negociações, desta vez liderados por Rossi (Joe Mantegna) que tem finalmente um papel activo como intermediário, e determinados códigos passados entre os agentes da BAU, consegue-se estabelecer um clima aparentemente controlado, no qual Reid desempenha uma grande função, fazendo-nos por pouco acreditar que se ia juntar ao rancho, pela interacção que mostrou com Benjamin Cyrus (uma grande performance de Luke Perry). Estando as pessoas em segurança, a unidade especial entra em cena, não conseguindo no entanto evitar a devoção de uma das mulheres do líder que explode o edifício.
Para finalizar esta já longa crítica, duas notas não relacionadas com esta história propriamente dita mas que não deixam de ser interessantes: a gravidez de J.J. (A.J. Cook) começa já a notar-se e Hotch (Thomas Gibson) parece recuperado da lesão auditiva.

[starrater]




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Para mim, este episódio foi mais uma prova que eles deviam fazer alguns episódios com duas partes e que simplesmente, que eu me lembre, nunca fizeram! O episódio pareceu-me sempre demasiado apressado, com cenas feitas demasiado a correr. As sequências foram todas feitas muito em cima umas das outras e faltou ali o necessário para dar ao espectador mais envolvência na história. É pena, pois o episódio podia ter sido excelente.
Quanto à AJ e, consequentemente, ao personagem Hotch. Eles até aqui tinham-na sempre filmado focando a parte de cima da actriz e agora decidiram revelar-lhe a barriga. Como a personagem também está grávida, isto, provavelmente, implica que eles deram um pequeno salto temporal. Talvez daí também o Hotch, eventualmente, já estar recuperado.
Acho que o único episódio que fizeram com duas partes foi o ultimo da season 1 com o primeiro da season 2, mas fora esse não me lembro de mais nada.
De facto, se tivessem mais tempo para explorar cada situação, teria sido mais interessante mas por outro lado lá estaríamos uma semana à espera para saber o que aconteceu…
Concordo com o ZB. O episódio tinha ganho uma força dramática ainda maior se o tempo fosse alongado, na tal ideia dos episódios consecutivos. A intriga deste episódo, em específico, poderia ter explorado a situação similar, vivida na década de 90, no cerco a Wako, onde uma seita liderada por David Koresh se manteve barricada, redundando num cerco de 50 dias e num sangrento desfecho.
““apenas” uma investigação à paisana de abuso de menores “! lol