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Desperate Housewives: 5×02 - We’re So Happy You’re So Happy (ABC)

Desperate Housewives: 5×02 - We’re So Happy You’re So Happy (ABC)

[SPOILERS] Algo refeitos do bombardeamento de novidades derivado do salto temporal de cinco anos, temos agora oportunidade de ir descobrindo as novas histórias das nossas donas de casa desesperadas favoritas, por entre gargalhadas e alguns sorrisos desconfortáveis.

Este episódio foi pródigo em mostrar-nos uma coisa: podem juntar-lhe as novas personagens que quiserem, mas aquelas quatro mulheres, cuja vida acompanhamos desde o primeiro episódio, são e serão sempre a principal razão desta série. O que, em parte, acaba por ser um pouco insatisfatório quando, por exemplo, uma personagem interessante como a Katherine, tão bem encarnada por Dana Delany, acaba por ser praticamente posta de lado e remetida a duas ínfimas cenas. Ao saber que ela passaria a integrar o elenco regular da série fiquei bastante satisfeito com as possibilidades dessa decisão, mas agora parece-me demasiado subaproveitada e talvez até excedentária. Veremos que caminhos estão previstos para o futuro da personagem.

Ao que parece, as histórias de Susan (Teri Hatcher), Lynette (Felicity Huffman), Bree (Marcia Cross) e Gabrielle (Eva Longoria Parker) são suficientes para manter o espectador agarrado à televisão. E são. Mas não fazia mal nenhum terem um pouco de Katherine à mistura.

Apesar desse pormenor, digamos assim, o episódio foi bastante inspirado. As cinco histórias principais – uma por cada protagonista e o desenvolvimento do mistério em torno do novo marido de Edie (Nicollette Sheridan), Dave (Neal McDonough) – acabaram por se mostrar basicamente com o mesmo peso em termos de importância e interesse.

As histórias de Lynette e da sua família sempre se mostraram como a alma desta série. Foram sempre as suas storylines que mais puxam pela emoção, como o cancro, o adultério que não chegou a ser devidamente consumado, o aparecimento da filha de Tom (Doug Savant), entre outras. E, nesta quinta temporada, os Scavo continuam a sua cruzilhada pelas ruas amargas da vida, para já, tendo as suas atenções redobradas devido às constantes tropelias dos gémeos, aqui numa abordagem aos dias de hoje, com uma mãe que se intromete em demasia na vida do filho e acaba por se “queimar”. Foi um pouco forçado a Lynette ter assinado a sua carta de separação com a sua verdadeira identidade, mas acabou por ter os resultados que todos esperávamos dali advir.

Só que os Scavo, este ano, parecem ter a competição dos Solis.

Sim, a nova temporada trouxe-nos uma Gabrielle e um Carlos (Ricardo Chavira) mais humanos, menos virados para as loucuras do consumismo e mais direccionados para as adversidades da vida. Isto apesar das dificuldades que ambos atravessam sejam sempre pensadas em perseguição daquilo que tinham, em prol de um regresso à sua vida antiga. Mas o discurso de Carlos, quase no final do episódio, sobre a felicidade e da presença desta, finalmente, na sua vida remete-nos para um caminho que queremos ver a ser seguido.

Por sua vez, Susan, tem de lidar com a convivência, ou o evitar da mesma, entre o novo namorado e o seu ex-marido, Mike (James Denton). Se Lynette é a alma, Susan sempre foi o coração. É aquela personagem que vive o momento à flor da pele. Das suas desventuras surgem sempre as maiores gargalhadas. Apesar de, neste episódio, o seu percurso não ter sido especialmente divertido, ainda conseguiu uma ou outra cena bem engraçada.

Quanto a Bree, e talvez seja esta o elo mais fraco de todas as linhas de argumento do episódio, continua a sua ascensão no mundo da fama, agora que o seu livro de culinária necessita de promoção. Nota-se claramente que entra ela e Orson (Kyle MacLachlan) – sobre o qual descobrimos que cumpriu tempo de prisão de modo a voltar para os braços dela – nada do que viveram anteriormente ainda continua presente. A sua relação está completamente gélida. Exemplo disso, é a desconfortável cena que vimos no final com Orson a exigir que ela lhe prepare um assado para o jantar quando ela acabou de chegar estafada depois ter cozinhado durante todo o dia. Mas porque é que ela se submete a tamanha tacanhez do marido? Provavelmente, porque não quer ficar sozinha.

Por fim, a história que revolveu à volta do marido de Edie, Dave, e a Mrs. McCluskey (Kathryn Joosten). O tipo de intriga aqui construído não é nada de novo, mas se for bem explorado, terá interessantes resultados. E foi o que se passou aqui. A Mrs. McCluskey fez uma piada que Edie não gostou, esta contou ao marido e ele tentou resolver as coisas a bem. Quando viu que a vizinha não mudaria de opinião, supostamente (nós não vimos, mas está implícito) retirou-lhe algo que ela preza bastante, até ela mudar de ideias.

Um episódio bastante interessante, que abre perspectivas favoráveis para o que se avizinha e para uma temporada de “Donas de Casa Desesperadas” à antiga. Veremos se sim, ou se não. Eu aposto no sim.

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3 Comentários Para Este Post

  1. Paulo Pereira Diz:

    Esta vai ser religiosamente guardada para Dezembro. Uma semaninha de férias para a ver toda. Ou pelo menos os episódios já disponíveis. Confidencio é que fui coagido a isso, pela minha esposa. É que ela ambém é seguidora atenta da série. Se calhar, por motivos diferentes dos meus :muahaha:

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  2. gonca26 Diz:

    82???? LOL

    [Responder]

  3. carolinafs Diz:

    Embora as personagens estejam por vezes muito distantes do que eram (os Solis, por exemplo) a série continua a ser fantástica e este foi um óptimo exemplo disso.

    [Responder]

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