[SPOILERS] Apesar de manter a sua estrutura, seguindo a vida das quatro protagonistas, não há dúvida que este episódio se desenvolveu, principalmente, em torno da nova vida de Bree Hodge (Marcia Cross).
Este é um episódio daqueles em que os ingredientes da receita são os mesmos de sempre, mas o resultado final, o sabor, não é tão bom como costuma usualmente ser. Com isto, não quero atribuir culpas à personagem de Marcia Cross, da qual até gosto particularmente, mas faltou algo, uma pitada mais de sal, que dotasse o episódio daquela sensação que a série consegue despertar junto de quem é fã.
Apesar de tudo, o episódio conseguiu vários momentos de interesse e boa disposição. Destacaria a mais óbvia: o estranho esforço de Dave (Neal McDonough) em que Mike (James Denton) entre na sua banda de garagem, e que acaba por implicar o regresso do ex-marido de Susan (Teri Hatcher) a Wisteria Lane. Trazer Mike de volta ao bairro não era, inicialmente, o objectivo de Dave, mas sim apenas que ele fizesse parte da banda. Porquê? Não fazemos ideia. Mas o interesse de Dave por Mike reacende a especulação em torno da sua possível relação com a mulher e criança vitimadas no acidente do primeiro episódio desta temporada. E o facto de Dave desenvolver tão grande esforço, ao ponto de comprar uma casa, para que Mike possa estar mais disponível, é de levantar todas as suspeitas. Resta saber quais as suas verdadeiras razões para tal atitude e futuras intenções.
Em relação às outras storylines do episódio, houve uma evidente distinção em termos de tom: as histórias que envolveram Susan e Gaby (Eva Longoria Parker) foram mais ligeiras, e as que incidiram em Bree e Lynette (Felicity Huffman) tiveram um tom mais pesado. Susan viu-se embrulhada numa situação típica da personagem e Gaby tenta voltar a ter uma vida sexual manipulando, ao bom estilo de “Desperates Housewives,” a sua própria filha. Por seu lado, Bree vê-se a braços com Orson (Kyle MacLachlan), Katherine (Dana Delany) e Lynette que aproveitam o seu recente sucesso para lhe darem algumas boas dores de cabeça. Se o problema com Katherine quase nem existiu e o com Lynette se resolveu com facilidade, com Orson, apesar de ter ficado resolvido no final, voltou a mostrar-nos que a relação entre este casal não anda nada saudável. Algumas das situações tornaram-se mesmo algo incomodativas. As consequências do que aconteceu entre estes dois na temporada passada têm vindo a dar mostras de estarem a gerar sentimentos prestes a entrar em ebulição. Para já, a explosão tem sido evitada, mas não me parece que, caso a história volte a aumentar de tensão, que as coisas acabem bem.
Para o final, deixo uma palavra para o Marc Cherry: porque raio quiseste que a Dana Delany continuasse na série se a estás a desaproveitar completamente!?






October 21st, 2008 at 20:22
Concordo. Foi um episodio morninho…
Se a Susan e a Bree ja tem historia que suporto o resto da temporada, Lyn, Gaby (ja passou o efeito novidade da perda de glamour) e principalmente Katherine precisam de quelquer chose…
Era engraçado ver a filha de Tom voltar :P
http://takea-break.blogspot.com
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October 21st, 2008 at 20:23
é verdade… a tabela em que punhas as notas dos episodios?
N tem aparecido, pois nao?
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October 28th, 2008 at 20:07
Adorei a metáfora do sal num episódio mais dedicado à “nossa” cozinheira de serviço. O Dave cada vez intriga mais…
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