[SPOILERS] “Dexter” está uma série mais leve do que nunca. O tom negro das duas temporadas passadas tem vindo a clarear à medida que os episódios vão passando e, esta semana, isso notou-se ainda mais.
Neste episódio, Dexter (Michael C. Hall) tem duas tarefas em mãos: descredibilizar Ramon Prado (Jason Manuel Olazabal), para que Miguel (Jimmy Smits) desista da ideia de contar ao irmão que Dexter matou Freebo, e fazer com que Rita (Julie Benz) aceite o seu pedido de casamento, pois parece aperceber-se que tornar-se um homem de família pode ser uma mais valia para esconder quem realmente é.
Impedido moralmente de resolver os problemas à sua maneira habitual, Dexter engendra um elaborado plano para que Miguel, que quer tranquilizar o irmão contando-lhe que Freebo está morto, perca a confiança em Ramon. E é bem sucedido, aproveitando tanto a impaciência, a instabilidade emocional e a sede de vingança de Ramon para que o seu plano seja concretizado com facilidade. E fez sentido. Ramon era um obstáculo necessário de circundar. Não parece minimamente confiável para manter o segredo da morte de Freebo. Dexter não podia lidar com ele da mesma forma que faz habitualmente, por diversas razões: porque ele faz parte de uma força policial, porque o seu desaparecimento levantaria demasiadas questões e porque é inocente de qualquer crime que conheçamos. E Dexter não mata inocentes.
“But if you play a role long enough, really commit, does it ever become real? Could I become real?” É esta a chave para deslindar a decisão de Dexter em ter pedido Rita em casamento – de forma convincente, pois ela não quer tomar decisões sem ser pelas razões certas –, no final do episódio, colocando em pratica o que assimilou ao observar o comportamento de Fiona (Julie Ann Emery), a rapariga que assassinou o homem que amava obcessivamente, e adoptando os sentimentos dela como seus. E, no final, depois de Rita, lavada em lágrimas, aceitar a proposta, a analogia em torno dos papéis que se interpretam, construída com grande mestria ao longo do episódio, encerra a chave de ouro: “Most actors toil in obscurity, never stepping into the spotlight. But if you hone your craft, work diligently, you might just find yourself cast in the role of a lifetime.”
Agora, resta perguntarmo-nos que consequências terá a decisão de Dexter em pedir Rita em casamento para a sua vida e, principalmente, para o seu passatempo favorito?
O outro plot com maior destaque foi exactamente aquele que envolve Fiona, o caso da semana, onde Dexter foi buscar a sua inspiração e onde Deb (Jennifer Carpenter) foi buscar os motivos para finalmente ceder (pelo menos, é o que se perspectiva) ao assédio dos Assuntos Internos, que querem que ela espie Quinn (Desmond Harrington). Na minha opinião, é aqui que o episódio perde pontos, sobretudo, pela insistência da agente, que passou o episódio a enviar SMS, coincidir com a altura em que Quinn daria razões a Deb para esta se querer, de alguma forma, vingar. Aconteceu tudo de forma demasiada “certinha”.
Houve ainda tempo para se desenvolver um subplot, que vem ganhando evidência de episódio para episódio, e criar um outro novo, do qual se prevê desenvolvimentos no futuro. O primeiro, em sequência da insistência de La Guerta (Lauren Vélez) no caso que envolve Chickie Hynes, tomando a decisão de entregar provas à advogada de defesa (Anne Ramsay) que lhe permitirão reabrir o processo e que, sem dúvida, irão criar fricção junto de Miguel Prado. O outro, envolvendo Batista (David Zayas) e uma polícia à paisana como prostituta que, certamente, será desenvolvido nos próximos episódios.
Ah, e claro que, para terminar, mais uma fala deliciosa de vocês sabem quem:
“He’s like the fucking witness whisperer,” Deb sobre Quinn quando este acalma Fiona na cena do crime.

[starrater]




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A Deb tem sempre umas saídas geniais! E estou com curiosidade para saber como vai ser Dexter no seu papel de pai de família a tempo inteiro.
Promete o episódio.
Gostaria apenas, se não me levarem a mal, de fazer uma sugestão. Percebo e concordo perfeitamente que façam as críticas ao longo que os episódios saiam nos EUA. Agora pô-las online poucas horas depois de estar online acho um bocadinho demais. Por uma única razão: a grande maioria, arrisco dizer, ainda não deve ter visto o episodio… Acho que faria mais sentido postar a critica alguns dias depois de forma a todos podermo-nos por a parte do que se passa
Fica feita a sugestão.
Abraço
http://takea-break.blogspot.com
Mas a ideia é estar disponível para cada pessoa ler quando quiser. Eu por exemplo tenho tempo de manhã por isso quando as criticas do dia estão postas já vi os episódios e vou logo ler.
PR, todas as sugestões são sempre bem-vindas e, apesar de entender o teu ponto de vista, vou explicar-te o meu:
- Saem, basicamente todas as semanas, mais de 20 críticas. Se adiar uma, adiam-se todas. Se houver 20 críticas adiadas todas as semanas, isto torna-se uma balbúrdia.
- Os posts não desaparecem. Pelo menos, não usualmente, a não ser que haja mais uma catástrofe (bate na madeira). Daí haver a possibilidade de quem deseja ler e discutir sobre determinado episódio fazer ou uma pesquisa ou, indo ao topo da página do site, onde encontra isto “Críticas aos Episódios”, ou clicando nessa nova banner do REWIND. Aí são direccionados para uma página onde estão agregadas todas as críticas feitas a episódios. Podem ser lidas e podem ser criticadas ou comentadas na mesma, tenha passado o tempo que for. E, caso seja reaberta uma discussão antiga, haverá sempre alguém disposto a continuá-la (eu, pelo menos).
Ok, percebo o teu ponto de vista. E you’re the boss
Mas ja que tamos numa de sugestões:
E criar la em cima, nos menus o item “series”? Assim a pessoa ia logo directamente à serie que queria ver… excusavas de procurar nas criticas
Ora, essa já é uma sugestão mais interessante e que vou seguir.
Tudo a bater na madeira, por favor!
As pessoas vêm as reviews quando querem.
Os diálogos interiores do Dexter são sempre maravilhosos, uma das razões porque esta série continua no meu top.
Já agora, uma curiosidade… no final da segunda temporada fiquei com a sensação de que a LaGuerta não tinha ficado muito convencida da culpa do Doakes, que essa história ainda poderia voltar a aparecer. Até agora apenas tocaram brevemente no assunto… gostava que voltassem a pegar na história
Exacto, as pessoas vêem as reviews quando querem. Eu, por exemplo, estou a vê-las agora e a série já deu toda nos EUA.
Hum…
Não posso deixar de concordar que o Dexter anda MUITO calminho nesta temporada… xD
Mas, para quem lê JEFF LINDSAY, o génio por trás de Dexter, deverá saber que esta mudança de personalidade repentina é bastante normal. No entanto, a série como sabem não está fielmente adaptada ao livro. A única temporada (so far) que foi um relato fiel do livro foi, sem sombra de dúvidas, a primeira. Supostamente, LAGUERTA deveria estar morta e DOAKES vivo mas em muito mau estado. De uma maneira ou de outra, não irei por este caminho, dado q o livro serviu apenas de base à série.
Oh, e claro, a melhor personagem é, sem sombra de dúvidas, o próprio DEXTER (Michael C. Hall).
Quanto ao resto, vou esperar para ver.
:wink1:
Estou para ver como o casamento vai afectar a vida de Dexter, principalmente o seu trabalho nocturno. E achei o pedido de casamento lindo, ele pode ter “emprestado” o que a Fiona dizia mas depois acho que disse mesmo o que sentia.