[SPOILERS] “When Harry saw what I truly was, he was repulsed. It destroyed my brother, consumed Lila, but not Miguel Prado. Somehow he looks at me and he’s… Proud.” A frase, pronunciada por Dexter (Michael C. Hall) no final do episódio, diz tudo sobre o que se estabeleceu neste episódio e qual a sua importância para o resto da temporada.
Os dias de Dexter numa espécie de paraíso existencial estão-se a acabar. As suas duas vidas estão a mostrar-se menos conciliáveis que nunca. Como o próprio pai lhe diz numa das “visões,” está na altura dele escolher entre a mulher (a sua vida com Rita e o bebé que está a chegar) e a amante (a vida de assassino/vingador que lhe é algo intrínseco) qual aquela que maior importância tem para si.
E essa escolha é o que move grande parte deste episódio. Quando ele decide matar um homem, que conseguiu escapar à justiça após ter assassinado duas esposas por razões financeiras, e Rita (Julie Benz) tem de ir de emergência para o hospital os dois mundos de Dexter colidem e vimo-lo como nunca antes o tínhamos visto, disposto a deixar de lado a sua essência para dedicar-se à sua futura esposa e filho. Um momento de “fraqueza,” certamente.
Mas toda a situação em torno da mais recente vítima de Dexter não termina com Rita e o bebé. Os crimes do homem que ele assassina são-lhe dados a conhecer através de Miguel Prado (Jimmy Smits). E o facto desse mesmo homem desaparecer misteriosamente enquanto Dexter esteve ausente, incontactável, fora do sítio onde disse que iria estar, levam a que Miguel descubra quem Dexter realmente é. O problema é que não era muito difícil de colocar os pontos no “is”. Dexter, ao decidir matar o homem logo após Miguel lhe falar nele, e o seu consequente desaparecimento, iria indubitavelmente levantar suspeitas. Tudo bem que os problemas de Rita propulsionaram outros factores, ataram algumas pontas soltas no raciocínio de Miguel, que levaram à descoberta, mas o Dexter que conhecemos não costuma ser assim tão desleixado. Pareceu-me demasiado óbvio que o desaparecimento daquele homem levantaria questões. E assim aconteceu.
Inicialmente negando os palpites de Miguel, Dexter depressa se curvou perante o estranho orgulho que o mesmo deposita nele. Foi quase como se o super-herói, cuja verdadeiramente identidade acabou de ser descoberta, tenha encontrado alguém com quem partilhar o pesado fardo de lutar contra o mal. Certamente que, daqui, irá nascer uma espécie de simbiose entre Dexter e Miguel Prado, o herói e o seu sidekick, ambos ávidos em lutarem contra tudo o que de maligno aflige o mundo… ou, pelo menos, em Miami.
Os restantes plots secundários também tiveram algum, pouco, desenvolvimento. Deb (Jennifer Carpenter) começa a sentir-se atraída por Anton, o seu informante. Batista (David Zayas) começa a perseguir a sua intenção de um relacionamento com a polícia à paisana como prostituta, e Masuka (C.S. Lee), mudado desde que nenhum dos seus amigos foi assistir à sua palestra, volta à sua boa forma.

[starrater]




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Não sei se a relação herói-sidekick acabará bem, especialmente pela constante intromissão de Miguel Prado na vida de Dexter.
Muito melhor do que o ultimo.
Algo me diz que o Miguel vai-se tornar na vítima da season 3 (depois na Lila na 2, e do irmão na 1)
Muito bom mesmo. A vida do Dexter está mesmo a mudar.
E Miguel, não sei mas isto não vai acabar bem.