Friday Night Lights: 3×03 – How the Other Half Live (Direct TV)

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[SPOILERS] Um episódio à antiga. Dos bons. Friday Night Lights mantêm-se com a bitola exibicional bem elevada.

O casal do momento, Lyla (Minka Kelly) e Tim (Taylor Kitsch), continuam a tentar solidificar a relação, procurando rebater a tese de que personalidades antagónicas não vingam no amor. Arrostando com alguma animosidade, o casal de jovens tenta frutificar uma relação que muitos condenam…Ao fracasso.

Vivendo perigosamente na trilha do insucesso, Billy (Derek Phillips), irmão de Tim, é uma verdadeira enciclopédia de como fazer as coisas erradas, a horas erradas, em locais errados. Vivendo enlevado no pedido de casamento à irmã de Tyra, fruto de uma noite alcoolizada numa espelunca de beira da estrada, Billy colecciona o roubo de fios de cobre, para venda, como a derradeira diatribe. Realmente, em Dillon muita coisa parece imutável. Mesmo o carácter, ou a falta dele, nos habitantes locais.

Tami (Connie Britton), acossada pela Mayor e por Buddy (Brad Leland), devido ao destino das verbas doadas, encontra um ombro amigo na recém-chegada Mrs McCoy (Janine Turner), a mãe de JD (Jeremy Sumpter), o novo “wonder boy” da equipa escolar. Mas a amizade não encontra grande aceitação por parte de Eric Taylor (Kyle Chandler). Depois de ter experimentado a pouco subtil abordagem do pai de JD, que pretende as luzes da ribalta para o seu rebento, Eric acredita que a mulher está a ser usada numa estratégia que procura apenas criar empatia, criando elos emocionais que abram brechas no critério de escolha dos titulares, por parte de Eric. E, mais uma vez, a crispação latente entre o casal sobe de tom, quando um amargurado Eric confessa sentir falta da “esposa do treinador”. Tami riposta, afirmando que adoraria encontrar “o marido da Directora”.

Mas nem só de dramas se faz a série. Também de futebol. De placagens. De esforço. De ensaios. Os Dillon Panthers, verdadeira instituição da cidade, encontram pela frente a sua “besta negra”, a equipa que nunca conseguiram bater. Indiferente à pressão sorrateira do clã McCoy, Eric elege novamente Matt Saracen (Zach Gilford) como o farol que guiará a equipa à vitória. E Matt mostra-se à altura da responsabilidade. Lutando. Guiando bravamente os colegas na procura da felicidade. E ela ali. À mão de semear. Tão perto. À irónica distância de uma bola. Um simples gesto, corriqueiro, treinado até à exaustão, estilhaça os sonhos dos adeptos. Matt, estóico durante o encontro, deixa cair a bola oval, na decisão da partida. E o espectro da derrota abate-se em toda a magnitude sobre o jovem. É pungente vê-lo, com a desilusão estampada no rosto, como se toda a sua dura vida lhe passasse à frente dos olhos: a pressão de ser adulto antes de tempo. De cuidar da avó. De relacionamentos magoados. É na companhia de Julie (Aimee Teegarden), mesmo sem palavras, que se percebe que a felicidade é feita destas pequenas coisas. Ser simples. Homem e mulher. Amor.

Dois momentos marcantes:

  • Smash (Gaius Charles), depois da euforia da notícia sobre a entrada na Universidade, regressa ao Planeta Terra. Vendo a mãe (Liz Mikel), sempre protectora dos sonhos do filho, a arranjar um 2º emprego, como forma de conseguir a necessária estabilidade financeira, Smash sente-se dilacerado entre prosseguir a tão ansiada carreira escolar ou a aceitação do emprego como gerente, no restaurante onde trabalhava.
  • Já foi dito que em Dillon o futebol é uma religião. E, como todos os credos devotados a um Deus, o fundamentalismo insinua-se, numa visão totalitária. Eric redescobre isso mesmo, quando após a derrota chega a casa e vê, espalhadas pelo relvado, as placas de “For Sale”. O aviso está dado. Não se vive do passado, nem de glórias efémeras. A tribo do futebol não perdoa o mínimo deslize.

Brilhante a sequência final, numa montagem mostrando os personagens em vinhetas. Criativo e criando empatia com o espectador.

[starrater]

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Ari Gold, talking with Vinnie Chase: I swear by God you comeback stonger than ever Like Lance Armstrong. Only with two balls.

Uma Resposta para “Friday Night Lights: 3×03 – How the Other Half Live (Direct TV)” Subscribe

  1. Ricardo 05/07/2009 às 23:53 #

    Só 88? Eu adorei o episódio. Achei magnífico. FNL conta as histórias tão bem, tão levemente e, ao mesmo tempo, tão intensamente. Adoro.

    Boa review. :wink1:

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