[SPOILERS] Os Dillon Phanters estão de volta. E a cidade de Dillon, estado do Texas, agradece o regresso. Os semi-deuses estaduais, epicamente campeões, continuam o árduo caminho até ao topo. Comandados por Eric Taylor (Kyle Chandler). E nunca, como agora, as palavras “sonho”, “crescimento” , “esperança” e “justiça” foram tão bem aplicada à série. São elas o verdadeiro guião da história…
Uma quantidade enorme de “como” e porquê” foram produzidos pelo meu cérebro, durante o visionamento do episódio. Muitas coisas mudaram em Dillon. Poucas se mantiveram imutáveis. Desde logo, o salto temporal dado entre o abrupto final da segunda temporada e o início desta terceira. Nove meses se passaram. Se bem se lembram, a equipa lutava estoicamente pela revalidação do título? Será que conseguiram?
É um ano crucial para muitos. O ano sénior, verdadeira antecâmara para a entrada na Universidade e, com ela, o passaporte para longe de Dillon, cidade depauperada, sem perspectivas, vivendo num limbo onde só o futebol parece importar. Esperança. É isso que move Tyra (Adrianne Palicki). “This year is all about doing well, so I can get out of Dillon forever.” A relação, desenvolvida durante a segunda temporada, com Landry (Jesse Plemons) conhece o seu epílogo durante o início do episódio.
Sucessora numa linhagem de mulheres de família que se conformam com relações estagnadas, Tyra almeja mais. Mais do que o buraco fétido onde vive com uma mãe desempregada, uma irmã que subsiste despindo-se num bar, coleccionando namorados - o último, agora em vias de se tornar seu marido, é o irmão de Tim Riggins (Taylor Kitsch) -, Tyra viu a semente da ambição crescer nela, regada pelos conselhos sábios de Tami (Connie Britton). Esta é agora a Directora do Liceu de Dillon, cumprindo mais uma etapa no sonho da educação. Mas o sonho pode, de um momento para o outro, transformar-se em pesadelo. Debatendo-se com reclamações de colegas, vivendo sem um orçamento sustentável (o calor e a falta de ar condicionado não ajudam), Tami inveja o novo-riquismo de Eric Kyle Chandler, seu marido e treinador dos Dillon. Novos computadores, ajudando na metodologia e planificação do treino dos atletas e a nova “menina dos olhos”: uma bela carrinha de gelados, refrescando os sequiosos rapazes, depois dos árduos treinos.
Lyla (Minka Kelly) continua o seu purgatório pessoal. Procurando afastar-se de uma vida fútil, agarrou desesperadamente o apelo da religião, forma encontrada de purificação dos pecados e da alma. Vive na corda bamba, qual trapezista trôpego. Procura resistir ao constante assédio de Tim Riggins, cada vez mais obcecado por ela, mantendo a chama imensa da fé como entrave único a uma relação. Um casal atípico, que não resiste à química sexual que teima em uni-los.
Tim, um dos elementos mais importantes da equipa, verdadeiro sustentáculo de determinação dentro do campo, vê a chegada de um novo elemento. E do seu séquito. O novo QB [quarterback] promete incendiar os ânimos em Dillon. Jovem estrela, repleto de potencialidades, JD McCoy é a ameaça ao status quo de Matt Saracen (Zach Gilford). O novo “wonder boy”, com um pai super-protector, promete fazer furor. A titularidade deve ser uma realidade, se não for pelo talento, pela pressão extra junto do treinador. Nada que uns charutos cubanos não ajudem…
No meio do turbilhão de acontecimentos, é na relação entre Eric Taylor e o seu antigo pupilo, “Smash” Williams (Gaius Charles), que o episódio tem alguns dos seus grandes momentos. O anterior fanfarrão e arrogante jogador dos Dillon vive amedrontado. Pelo seu joelho. Afastado do seu sonho de frequentar o futebol universitário, “Smash” trabalha a tempo inteiro na loja de gelados. E, apesar da devoção da sua mãe, é neste criar de laços com Eric, uma espécie de pai adoptivo, que o episódio tem alguns dos seus grandes momentos.
Ah, e claro que Buddy Garrity (Brad Leland) continua a sua procura de redenção, depois dos escabrosos casos de adultério que o fizeram perder a família e o respeito dos filhos. Agarrado a essa epidérmica devoção ao futebol americano, Buddy vai mostrando que, por detrás daquela aparência de implacável vendedor de automóveis, existe um coração que pulsa. Carente de afecto. E a máxima do truculento e volumoso pai de Lyla é que “pode não haver orçamento para novos manuais de história, ou para a manutenção de professores, mas para um placard electrónico para o Estádio, a história já é outra…”
A cultura do futebol impõe-se. Minando todas as alternativas.
Mas tudo se esquece. Tudo muda. Quando chega a sexta à noite (brilhante a ideia de sequenciar a acção do episódio pelos dias da semana, recuperando uma ideia presente no episódio inaugural da primeira temporada). Porque, já se sabe, quando os holofotes se acendem, “Hope comes alive, on Friday Nights”.







October 5th, 2008 at 17:16
Desculpa, mas tou ansiosa para ver este episódio, mas nao encontro o torrent!
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October 5th, 2008 at 18:26
Isto é assim tão bom.
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October 5th, 2008 at 19:22
Eu acho que vi uma vez um bocado de um episódio, mas o estilo de filmar era um bocado “à la Blair Witch” e não me agradou… É possível ou estou a fazer confusão?
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October 5th, 2008 at 19:48
Sim, FNL é assim tão boa série e sim, é filmada ao estilo de câmara de mão, mas não chega ao ponto de Blair Witch.
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October 6th, 2008 at 1:30
que grande regresso! é um crime caso se confirme que esta 3ª temporada é mesmo a última! já estou com saudades!
o único ponto mais exagerado e por explicar, é como a Tami chegou a directora do colégio! mas como já tinha dito, pela importância que teve no episódio e que terá ao longo da temporada, perdoa-se!
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October 6th, 2008 at 14:53
Maravilhosa série, sim é msm boa. Vale a pena ver.
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October 7th, 2008 at 1:14
q saudades q tinha desta série! tem uma magia inexplicavel.. e adoro a forma como é filmada
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