[SPOILERS] O título do episódio já deixava mais do que meras indicações. Tyra (Adrianne Palicki)seria o centro das atenções neste segundo episódio. O ano sénior, essa antecâmara antes da entrada na Universidade, será um ano crucial. E, para Tyra, ainda mais.
“I do anything to go to the college”, tinha ela dito no episódio anterior. Disposta a fugir, para bem longe e Dillon, terá na frequência de uma longínqua universidade o seu pretexto para empacotar os parcos pertences e desaparecer. Mas, com uma média de 2.6 nas disciplinas, esse sonho parece longínquo. Landry (Jesse Plemons), agora transformado em melhor amigo, numa transição esperada pós-final do namoro, já tinha deixado a solução. Estudo. Estudo a sério. Intenso. Mangas arregaçadas e eis Tyra disposta a lutar. E, nessa mudança no rumo da vida, a presidência do conselho estudantil para a ser um objectivo. Se bem que as armas postas na campanha sejam, no mínimo, pouco convencionais para a moral rígida da escola, como comprovam as roupas diminutas e exageradamente apelativas, as promessas de permissão de sexo no espaço escolar e a participação de algumas “amigas” especiais.
Tami (Connie Britton), agora empossada como directora do liceu, toma a sua primeira decisão. E que decisão. Polémica, claro. Aproveitando a benesse pouco altruísta de Buddy (Brad Leland), que deu um chorudo cheque para a aquisição de um ecrã gigante para o estádio, Tamy opta por utilizar o dinheiro…noutra via. Com o orçamento escolar depauperado, com 4 professores a menos e manuais escolares do tempo da pré-história, a utilização racional do dinheiro traz-lhe óbvios problemas. Com um Buddy irado. Com a Mayor possessa. E com ameaças latentes, que a obrigam a procurar o porto de abrigo seguro em casa Ao lado de Eric, vigente treinador da equipa de Dillon e seu marido, nas horas vagas. E a tensão entre o casal, ultimamente ausente, volta em força, quando Eric se mostra relutante na aceitação dos argumentos de Tamy. Por momentos, deixam de ser um casal enamorado, para serem dois egos competitivos e dispostos a tudo, pelos seus empregos.
A relação, assumida, entre Tim Riggins (Taylor Kitsch) e Lyla Garrity (Minka Kelly) também é focada. Atípica, parece ser o termo próprio para a caracterizar. Se a química sexual entre os dois sempre foi notória, nas banais tarefas do quotidiano vê-se dois mundos a colidirem. Tim, confortável apenas num campo de futebol, bebendo cervejas com os seus amigos ou relaxando num qualquer jacuzzi com uma beldade nos braços, vive uma experiência aterradora. Um jantar. Com a sua namorada, Buddy, o mecenas da equipa e pai da bela moça, e com a família McCoy, a nova habitante da terreola. Fora do seu habitat natural, Riggins coloca o rótulo de “bronco”, estereotipo do jogador saloio de Dillon. É aqui, neste ponto, que se torna demasiado gritante a diferença de classe e de estatuto social entre o par que Cupido juntou.
Matt Saracen (Zach Gilford) anda com problemas. Se na equipa a presença do novo recruta McCoy (Jeremy Sumpter) lhe coloca uma pressão adicional sobre os ombros, em casa a doença da avó (Louanne Stephens) não lhe dá tréguas. Aflorada em vários episódios anteriores, a relação entre neto e avó assume um papel fundamental, para perceber que Matt não é o típico adolescente normal. Ciente das suas responsabilidades, é ele que gere a modesta habitação, tomando conta da avó. Se no campo amoroso as coisas não lhe têm corrido de feição, primeiro com o afastamento de Julie, depois com o caso tórrido mantido com a enfermeira da avó, Carlotta (Daniella Alonso), com um fim prematuro, após o regresso desta ao seu País Natal, parece existir a possibilidade de um reatamento com a paixão inicial: Julie (Aimee Teegarden),a filha de Eric.
O episódio termina com um a grande nova: Smash Williams (Gaius Charles) já formado, mas com uma lesão grave no joelho, tem a notícia que almejava: o ingresso numa universidade, a de Texas A&M. A alegria é partilhada, em doses iguais, com a família eufórica e com o treinador que sempre o apoiou. Eric vê assim recompensado o árduo trabalho na recuperação do jovem.
Mesmo travestida de série teen, “Friday Night Lights” continua a surpreender, positivamente, pela qualidade dramática. Não tem, é certo, um código postal famoso como 90210, mas apresenta muito mais: um argumento sólido, interpretações notáveis e alguns momentos marcantes.

[starrater]




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E um esquecimento brutal da minha parte, não fazendo referência a uma situação relativa a Matt Saracen: o fugaz aparecimento da mãe do “7″ dos Dillon. Com uma família algo discuncional, o pai ausente m serviço militar, aparecendo brevemente em alguns episódios da 2ª temporada, a mãe de Matt poderá ter um papel de alguma relevância neste período algo tumultuoso para a vida do quarterback principal.
Fica o reparo e o mea culpa pelo esquecimento :crying1:
Connie Britton e Kyle Chandler são dois actores magníficos!
apesar de gostar mais de um episódio construído como o anterior, FNL tem uma “magia” inexplicável!
a cena do Tim pedir pombo mal passado com a maior naturalidade do mundo, foi um “comic relief” magistral! ri-me às gargalhadas!
Esqueceste-te do g em Lights
Opsssss…Gonça, Thanks. Falta mesmo o G.
gRACIAS PELA ATENÇÃO. Vou pedir ao ZB para efectuar a alteração…
Eagle,
Kyle Chandler tam claramente aqui, nesta série, o papel de uma vida. Brilhante a composição do treinador Eric. Duro, mas leal, estratega brilhante e obcecado pelo detalhe, numa espécie de “Special One” do futebol americano, implacável com as injustiças, denotando um enorme coração para os seus “boys”.
Connie Briton também é excelente!
basta aquele olhar quase no final do episódio, quando sai de casa do Smash e o ouve a celebrar com a mãe a notícia que tinha acabado de dar, não foi preciso mais nada, nenhuma exclamação, nenhuma frase… os grandes actores são assim! é também por momentos como esse que todos adoramos FNL!
Adorei o episódio e achei ainda melhor que o primeiro. Gosto muito quando eles focam a atenção no Matt. Ele é um excelente personagem. Se fosse eu, dava uma nota severamente superior ao episódio.