[SPOILERS] Ao sexto episódio da sua primeira temporada, “Fringe” começa a aprofundar verdadeiramente as suas personagens. Neste caso, ficamos a conhecer melhor Olivia (Anna Torv), o seu passado e o que a motiva. Mas será que o descoberto foi interessante o suficiente para nos deixar ansiosos pelo desenvolvimento da história?
Muito ao jeito de mil e um outros filmes e episódios de séries que abordaram o assunto ao longo dos anos, “The Cure” transporta-nos para mais uma teoria da conspiração envolvendo alguém que desenvolve vários esforços para criar a perfeita arma biológica: humanos infectados com uma doença que, com a mistura certa no sangue, se transformam num poderoso meio para eliminar alvos indesejados.
Se retirarmos a emoção de uma cabeça a explodir, resta-nos do plot principal deste episódio um sentimento de dejá vú, ou seja, um “tive de mamar com 50 minutos de algo que eu já tinha visto semelhante tantas outras vezes.”
Mas este episódio acabou por ser um atípico num aspecto, e aqui já fora comparações exteriores e apenas em função dos restantes episódios da série: pela primeira vez – se exceptuarmos o Walter, cujo passado nos vem sendo revelado desde o início, pois necessitávamos dessa informação para melhor entender a extravagância do personagem –, temos um episódio com maior desenvolvimento de personagens, neste caso da principal figura da série, a Agente Olívia Dunham, em que a sua história não se conjuga com o plot principal. Existe uma ténue ligação com o desenrolar do caso – a frustração de Olívia não conseguir encontrar a mulher desaparecida –, mas não existe um cruzamento de histórias concreto. E esse foi o seu principal problema. O facto deste subplot ter como que caído do céu e não fazer qualquer sentido em conjugação com o resto.
Olivia faz anos e anda com cara de poucos amigos. Responde mal, anda frustrada… e nós não sabemos porquê. Até que ela decide contar a Peter (Joshua Jackson) que, quando tinha nove anos, deu dois tiros no padrasto que bebia e batia na mãe dela. Ele não morreu e, a determinada altura, fugiu do hospital e desapareceu. Desde então, no dia de aniversário de Olívia, ele manda-lhe um cartão de felicidades só para lhe relembrar que ele não se esqueceu do que ela lhe fez. E claro que, no final do episódio, lá estava o tal cartão de felicitações. Além de haver algo nesta história que não bate lá muito certo – se ele é assim uma ameaça tão grande e ela uma agente do FBI de categoria, como é que nunca o tentou/conseguiu apanhar (?) –, alguém ainda tinha dúvidas que o desfecho do episódio seria aquele!?

[starrater]




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Se fossemos a utilizar esse argumento de que “isto já foi feito” muitas séries, que na generalidade achamos boas, a esta hora já teriam saido do mercado. E não me parece que fringe sofra dessa “doença” a toda a hora, mas percebo seja dificl ocultar semelhanças com outras grandes séries, que foram baseadas no mesmo tema.
Quanto ao episódio em si concordo que não foi nada de especial.
Adoro o Walter ao chamar Asterisco à Astrid. Fora ficar a conhecer um pouco mais do background de Olivia o episódio foi meio morno… se bem que estava à espera que a cabeça da segunda mulher também rebentasse…