[SPOILERS] O Chefe (James Pickens Jr.) quer e decide mudar as regras. Parece-me bem, pois “Grey’s Anatomy” é uma série que precisa de algum tipo de mudança. Mas será que essa decisão teve os resultados pretendidos pelos personagens e os esperados pelos espectadores?
Infelizmente, não. É verdade que a série perdeu parte daquela característica melosa que, a determinada altura, parecia crescer de forma tão desenfreada que já não haveria maneira de a parar, mas a mudança necessária deveria ser feita a fundo (talvez uns personagens partirem ou algo do género) e não apenas passando por meia dúzia de trocas de regras.
Mesmo em termos do desenrolar da história, nunca senti que as alterações tenham sido tão eficazes como o Chefe pretendia que fossem.
Seja como for, é bom ver a série um pouco mais devotada à medicina neste início de temporada e não tanto pendurada nos amores e desamores dos personagens – apesar deles continuarem sempre presentes, já não existe tanto aquele sentimento de que o episódio revolve à volta deles. E mesmo que os casos da semana não sejam, de todo, ou originais ou imunes a falhas, a verdade é que a força do episódio residiu nos próprios.
O “homem azarento, a quem todo o mal do mundo acontece, e para quem de um evento ruim surge algo de bom” não é algo que nunca tenha sido visto, mas a história e o personagem cativaram. A “jovem mulher que vai morrer de cancro e não quer lidar com a realidade” já foi algo contado vezes sem conta, mas continua a despertar compaixão. O “homem que tem uma dor crónica durante sete anos” é insólito. Mais estranho é o facto de nunca ninguém ter feito um teste semelhante ao levado a cabo por Sloan (Eric Dane) e ter descoberto a raiz do problema durante esse longo período da vida do personagem. Mas, mesmo assim, a revelação emocionada do paciente a uma Cristina (Sandra Oh), talvez tocada como poucas vezes a vemos, valeu por todas as falhas do caso e por todos os defeitos do episódio.
“Here Comes the Flood” não é um episódio de outro mundo, não marca a série pela diferença, não é um qualquer ponto de viragem, mas também não desilude como muitos outros já o fizeram.

[starrater]




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Não foi grande coisa.
Ainda não vi nenhum desta temporada. Manifesta falta de tempo, mas gosto de acompanhar as aventuras e desventuras dos médicos do Seattle Grace.
E, quanto a algumas personagens poderem partir, numa esperada renovação, a Meredith Grey não fará parte desse lote. Se nem um afogamento a levou para longe, não nos livramos dela de nenhuma maneira :idiot:
Imaginem agora que o Chefe perdia o cargo e passava a ser, sei lá, a Bailey à frente do departamento de cirurgia. Isso sim dava umas cenas valentes. Mas só se fosse a Bailey nazi do inicio da série.
Estou com esperança que isto comece a mudar com o avançar da temporada, senão vai continuar mais do mesmo…
eu acho que a série está novamente a encontrar o seu caminho!!gostei do episódio e, ainda bem que a psiquiatra se vai manter!!é sem dúvida uma mais valia para a série:)