[SPOILERS] Porque razão é que os episódios de “Heroes” passados no futuro são sempre os melhores? Porque são os únicos episódios a que os criadores da série se parecem permitir dar tudo o que têm, explorarem todas e mais algumas hipóteses de nos deixarem de queixo caído, mesmo que depois voltem atrás e refaçam tudo de uma forma menos interessante. O que interessa é dizerem que o fizeram a determinada altura…
Mas este futuro, apesar de mostrar bem cativante, é algo estranho. Todas as pessoas com possibilidades podem comprar uma vacina que lhes dá super-poderes. As outras, tal como no mundo real, roubam-na. Isto trouxe grandes consequências, como se poderia prever, pois qualquer Zé-ninguém armado em esperto e com um super-poder à sua disposição pode provocar uma catástrofe. Cabe ao Peter (Milo Ventimiglia) do presente roubar o poder do Sylar (Zachary Quinto) do futuro, que consiste em perceber como funcionam as coisas, e voltar ao presente para salvar o mundo.
Mas este futuro, a cada minuto que passa, é cada vez mais estranho. A Claire (Hayden Panettiere), a Daphne (Brea Grant) e o Knox (Jamie Hector) trabalham em conjunto sob a alçada da Companhia (talvez, pois não é algo específico), e andam à caça de Peter. Claire acaba mesmo por matar o Peter do futuro com um tiro (afinal, parece que basta um tiro na nuca para matar o Peter, o que é estranho, visto a Claire lhe ter dado apenas dois tiros no peito e ele morreu na mesma), e agora abriu caça ao Peter do presente.
Mais estranho ainda, é o facto de Daphne e Matt (Greg Grunberg) serem agora um casal, terem um filho e terem adoptado Molly (Adair Tishler) – que mesmo quatro anos mais velha continua completamente igual. Ou, o facto de Sylar, ou melhor Gabriel, agora ser, aparentemente, um “bom da fita”, estar viver na antiga casa dos Bennet parecendo uma dona de casa desesperada e tem um filho!? Ou que Nathan é o presidente dos EUA e a Tracy a sua primeira-dama (bem, este versão do futuro não é assim tão estranha…). Além disso, e talvez sendo aquilo que se mostra mais consistente com o que se passa actualmente no presente, Suresh (Sendhil Ramamurthy) parece ter-se tornado numa bizarra criatura.
Mas, apesar de estranho, este futuro tem momentos muito interessantes. Foi refrescante que o segredo de Sylar, Peter e Nathan (Adrain Pasdar) serem irmãos não tenha ficado guardado durante muito tempo. Sylar a avisar Peter que o seu poder vem com um lado negativo, com uma fome impossível de saciar, e mais tarde Peter matar o Nathan do futuro para a apaziguar. Sylar a rebentar com parte da Costa Verde após Claire e os outros matarem o seu filho.
Claro que no presente, as coisas não são tão estranhas, mas também não são tão interessantes. A Tracy (Ali Larter) descobre que tinha duas irmãs gémeas (bah!), a Nikki e uma outra que ainda não conhecemos. As três foram separadas à nascença e foram manipuladas geneticamente para terem os seus poderes. É incrível como, mais uma vez, decidiram ir pelo caminho mais cliché que poderia existir. Gémeas. Separadas à nascença… Xiii, eu nunca vi isto em lado nenhum! Até a TVI já arranjou um plot semelhante numa das suas novelas… E depois, o envolvimento mais que esperado dela com Nathan, que a salva do suicídio.
Suresh revela, cada vez mais, piores sintomas da sua transformação e Matt continua a sua viagem espiritual em África, aqui interessante o facto dele estar a ver o mesmo futuro que o Peter do presente viveu.
Por sua vez, o Hiro (Masi Oka) e o Ando (James Kyson Lee), capturados pela Companhia, são responsabilizados por Angela Petrelli (Cristine Rose) por terem perdido a fórmula, que agora sabemos que é a receita da tal vacina que dará poderes a toda a gente no futuro, e partem na tentativa de a recuperar aliando-se, ao que parece, a um improvável cúmplice, Adam (David Anders).

[starrater]




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Eu achei o episódio muito bizarro, ou seja, ou ele foi muito bom , ou vai ser mt mau para a serie. Por isso, fiquei entre 8 e 9, o que igualou a 8,5.
cumpz
Adorei o episódio, vi de uma ponta à outra sem os suspiros habituais! As cenas e as próprias personagens do futuro são de facto muito melhores que as do presente!
Que nojo de episódio.
Estou a um passo de deixar de ver esta *****.
ZB o Peter morreu porque o Haitano estava na cena o que lhe bloqueou os poderes.
Este foi sem dúvida o melhor episódio da temporada até à altura.
Sylar continua a mostrar porque é um dos melhores personagens da série.
E o final foi muito bom sem que o Adam entrou na história foleira do Japão na 2º temporada mas gosto do personagem.
Abraço
Pois é Loot, nem me lembrei que o Haitiano estava na cena…
hman:
carolinafs, faço das tuas palavras as minhas!!!
eu nos ultimos episodios chegava a uma parte e via o tempo, e dizia para mim: “ainda só vai nos 20min?”… enquanto que este episodio chegou ao fim e tive que ir ver se eram os habituais 40min. pois passou tao rapido e de forma tao agradavel que nem dei pelo tempo passar!!!
dos melhores episodios de toda a serie, ate me atrevo a dizer que foi o melhor!!!
uma vez o sylar disse ao pete: parece que eu sou o Heroi e tu o Vilao. parece que ele nao mentiu hehe
Sem dúvida estes episódios no futuro são uma lufada de ar fresco. Até já apreciava um verdadeiro salto no futuro, e vermos os personagens a sobreviverem num mundo caótico.
Pergunto-me é se nos vai ser mostrado o que leva a algumas das coisas que vimos neste episódio, ou se são só para o efeito boca aberta.
De facto um dos melhores até agora, ainda assim sinto que a série não tem a qualidade que teve 1º temporada.
Eu gostei do episódio em si, mas “Heroes” continua a fazer os mesmos erros de sempre. Arranjam estes futuros alternativos que nunca virão a acontecer só para potenciar a acção. E se virem bem, porque é que os episódios passados no futuro são sempre melhores? Porque há acção, há ritmo, há lutas no verdadeiro sentido da palavra entre o bem e o mal e não apenas jogo psicológico como no resto dos episódios. A pergunta que se impõe é: mas porque raio é que eles guardam isto sempre para um hipotético futuro? Porque não seguem a linha temporal presente da mesma forma? Criem conflitos entre os personagens no presente. Já estou como o Luís: acho que a melhor forma de salvar esta série da teia de engonhanço em que se envolveu seria mesmo dar um salto temporal definitivo.
O melhor episódio da temporada até ao momento!!!
E, também concordo com a maioria: as personagens no futuro ficam muito mais interessantes…principalmente a claire:)
Exacto, a Claire do futuro já não tem aquele ar de cheerleader loira!
Adorei o episódio. Pena aquele ‘bug’: o Peter do presente no futuro não curar as feridas que a Claire do futuro lhe fez quando o Haitiano do futuro se foi embora.
Eu acho que faz sentido. Se o Haitiano lhe anulou os poderes e ele morreu, fica morto. Afinal é um ser-vivo. Tem de ter vida para se curar.
nao percebeste a ideia do ricardo!!!
ele ta a dizer que quando o peter ficou sozinho na sala com o nathan, nao curou as feridas mas mesmo assim foi capaz de voltar ao presente
Mas no “Heroes” o que não faltam são “bugs” desse género. :rayban:
Sem dúvida o melhor até agora.
Mais uma coisa:
O ZB a dar 90 a Heroes??? Estou chocado!
Eu tenho uma enorme dificuldade em levar esta série a sério desde o acidente mortal que foi a segunda temporada. Embrulharam tanto, estragaram tanta coisa e apostaram em tantos cavalos errados que agora é muito complicado desatar este novelo. Concordo com vocês na solução de um salto temporal valente e acho também que uma renovação abrupta de elenco e de personagens poderia também resultar, outros Heróis, começar do zero com outra gente que não esta. Estes protagonistas já passaram por tanto disparate, que todas as suas acções levam-nos e questões inevitáveis e ao inevitável revirar de olhos. Eu cada vez que vejo o Peter a viajar no tempo lembro-me da jovem irlandesa que ele levou para o futuro e lá deixou, sem nunca mais se falar disso. Mas esqueceram-se dela?Sou só eu ou isto mostra a grande confusão que vai naqueles guiões?
Falando do episódio (e tirando a parte muito, mas mesmo muito idiota da tentativa de suicídio), foi o melhor até ao momento sem dúvida, porque existiu a liberdade criativa do futuro, com bons momentos de acção e adrenalina,a liberdade de não ter de explicar o como e de nos demonstrar apenas uma realidade que não deve nada a ninguém. De resto a ideia da vacina não é nova (o 4400 já a tinha explorado, com bastante eficácia a meu ver) mas é sempre interessante pensar na possibilidade de cada um de nós adquirir um poder.
Vamos ver o que nos reserva esta terceira temporada, mas muito sinceramente a fé está lá mesmo em baixo.
Abraço
Como previa, esta história da Nikki/não sei das quantas (já perdi a conta aos nomes que ela já teve) é completamente desnecessária. Podíamos aqui eliminar um herói, já se tornava mais fácil lidar com o elenco. E levem a Maya (era Maya, não era? Aquela dos olhos pretos) já agora.
O primeiro episódio do futuro, o da primeira temporada, foi um dos melhores de sempre da série, não só pelas homenagem que fez à BD (X-Men, Days of Future Past), mas também porque conseguiu levar a história para um percurso totalmente diferente. Infelizmente, tudo o que é demais enjoa, e se este episódio não foi mau, longe disso, sinceramente não me conseguiu prender.
Ver o Sylar com o avental a preparar waffles foi… surreal. De quem era filho o puto?
Como é que Knox e a Daphne sobreviveram à destruição de Costa Verde? A Caire é fácil perceber, o Peter também, mas esses dois, que não são indestrutíveis… não explicaram.
Heee, o Sark está de volta. :electric: Pena ter sido tão mau usado na segunda temporada, pois o David Anders é um excelente actor.
Já agora, estou a gostar de ler as tuas críticas, ZB. Parecem-me bem pensadas – não estás aqui só a dizer mal, pelo contrário, fundamentas as tuas críticas. Isso sim, prova que se consegue ser mais ou menos imparcial, mesmo com os nossos ódios de estimação.