[SPOILERS] Adverse: adverso, contrário; prejudicial, desfavorável; do lado oposto. Simpatizo com esta última definição e encaixo todos os outros adjectivos na situação actual desta série. O fogo de artifício da semana passada foi divertido, mas como eu suspeitava, não passou disso mesmo e agora as canas caíram.
Este terceiro episódio começa com uma serena pintura, que rapidamente se torna numa agressão, fruto duma mente distorcida, dum pintor doente que já não entende a realidade. O conceito inicial é muito bom e podia sair daqui o casamento entre a arte e a medicina, o cruzar das tintas e das seringas num híbrido original e dinâmico. A peça porém acabou por ser frouxa e pouco inspirada: o doente não tem espaço para contar a sua história, acabando por ser apenas mais um corpo anónimo que tem de ser curado. Ser Breckin Meyer (com quem simpatizo) ou qualquer outro actor resultaria no mesmo, pois o talento aqui não foi de todo necessário, com muita pena nossa. A própria ponte entre o paciente e o médico foi mal aproveitada e traçada de forma algo confusa. Não encontrei as linhas necessárias para uma ligação coerente entre as histórias e tanto a conclusão do doente como do médico foram insatisfatórias.
O médico aqui em questão é para mim, dos novos elementos, o mais interessante e mais bem interpretado. Falo de Dr. Chris Taub (Peter Jacobson) que tem finalmente os seus 15 minutos de fama onde expõe os seus problemas e questões. Dúvidas essas que se prendem com o seu casamento e com as desconfianças que House (Hugh Laurie) levanta em relação a este, levando-o a duvidar da sua cara metade. Toda a personagem é bastante sólida e os momentos onde ela aparece são realmente cativantes, mas o tempo que lhe deram no episódio pareceu-me bastante curto para uma plena leitura deste médico.
E porque é que Dr. Taub não teve o seu tempo? Porque existe um detective chamado Lucas Douglas (Michael Weston) que quer uma série só para ele. Então temos de continuar a assistir a uma linha de argumento que simplesmente não resulta nem nunca irá resultar. É certo que eles lançaram o isco e agora deixaram-no ainda mais tempo na água para ver se realmente pica, mas penso que é grande o consenso em relação à ineficácia e falta de química entre Weston e o resto do elenco: com House é um braço direito sem piada, introduzido sem necessidade e à martelada na sua vida (desde quando é que o House precisou de um detective para bisbilhotar a casa dos doentes?); com Cuddy (Lisa Edelstein) inicia uma sedução estranha e caída do céu; com o resto do elenco não consegue sequer ter qualquer tipo de ligação. Se pretendem fazer o spinoff tudo bem, boa sorte, tirem é Lucas Douglas daqui, pois está num mundo que não é de todo o dele.
Numa série que já estava frágil, custa-me realmente a perceber como se pode apostar tanto numa personagem que simplesmente não resulta e que teve neste terceiro episódio grande parte da atenção. O cenário não se pinta muito risonho e vejo-me obrigado a dar a pior nota até ao momento.

[starrater]




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O mais engraçado é que até achei interessante a forma como o House usou um detective privado para mostrar que a sua nova equipa é bastante fraca a recolher informação. Mostrou alguma dinâmica de início, mas de resto é uma personagem perfeitamente dispensável. Preferia mil vezes que o House continuasse a “entrevistar” outros médicos para o cargo de melhor amigo. Bah.
Exactamente a minha opinião. Estava à espera que postasses isso. Esse detective já mete nojo! Tirem-no daí!!!!!
Já não se aguenta mesmo, espero que tenham o bom senso de não fazer um spin-off com ele!
Cá para mim a história do spinoff é treta. E serviu só para promover a nova temporada. Se ainda fosse o outro policia que prendeu o House…
Continuo a dizer q não se safam com este spinoff…muito fraco este detective e completamente anti-natura a relação fácil q House mantêm com ele…
Um dos eps mais fracos de sempre de House…
SECA!!!!!!!!!!!!BORING!!
E toca piano como o House e tudo… coincidências a mais, não acham?
Xooo, detective privado. Volta para baixo da rocha de onde saíste!
Acho que tirando tudo, que ao detective diz respeito, foi um episódio muito bom. Bastante interessante, a forma como o caso foi resolvido, sem ter que recorrer a flashs esquesitos do house. Quanto ao Taub, foi outro ponto ganho neste episódio. Contudo, acho que estão a misturar a má prestação do detectivo com o episódio em si que foi mais que satisfatório, na minha opinião, claro.. :rolleyes1:
Este detective é uma completa nulidade e penso que rapidamente irão perceber isso. É uma personagem que não resulta nesta série, quanto mais num spinoff só dele!
Luís concordo contigo em relação ao polícia,personagem 100 vezes mais interessante com um actor 100 vezes melhor.
Syrin mas a equipa dele continua a investigar a casa dos pacientes e até foi o Taub que na sua incursão à cave dos quadros descobriu a causa do problema, por isso continuo a achar que foi um pouco à martelada=P Em relação à cena final nem vou comentar, parecia uma dimensão paralela ou um daqueles sonhos esquisitos e sem sentido que à vezes uma pessoa tem..Enfim…
O próximo, que é dia 14, vai apresentar a mamã House. Pode ser que venha daí algo diferente e interessante.
Beijos e abraços
Sérgio o que eu achei foi que a prestação do detective e o tempo dado à sua personagem retiraram todo o sentido ritmico ao episódio. Deixou de haver suspense ou interesse pelo problema, e o arco entre o doente e o Taub, que é um boneco fantástico, foi quase nulo.
Um abraço
Sim, partilho contigo que o detective foi uma anulidade para série e só prejudica os episódios, porque para além da personagem ser fraca, retira tempo de antena a personagens mais interessantes, como já referiste. Mas, quanto ao caso em si, cientificamente achei interessante, porém a análise tem de ser feita a todas as vertentes do episódio. Abraço e :goodjob: