[SPOILERS] Depois de uma semana no Pause lá voltamos ao Play e antes de rebobinar o episódio pergunto: o que mudou? A resposta divide-se nas inevitáveis boas e más notícias. Se por um lado não contámos com a presença do inenarrável detective (bar aberto pago eu!!!) a sonolência e monotonia começam a ser imagens demasiado presentes e preocupantes nesta série.
Este foi um episódio de família, sobre a família e para a família. Pais, filhos, amigos, traições e revelações. Girou tudo à volta disto num episódio em que House (Hugh Laurie) é obrigado, literalmente, a ir ao funeral do seu pai. Quem o leva é Wilson (Robert Sean Leonard) que ainda magoado não consegue dizer que não à mãe do médico quando esta vem em seu auxílio. Embarcam os dois numa curta road trip, preenchida por alguns incidentes, provocados por um filho contrariado, mas que termina no local certo, num discurso emocionado. Emocionado?! O House?! Não, era só a fingir, ele queria apenas tirar um pouco da orelha do pai, pois desde pequeno que suspeita que este não é seu pai. E, no final, a suspeita mostra-se certa, Wilson faz as pazes com House e regressa à série. Ficou tudo bem.
Não, não ficou. A ideia de revelar o passado de House e de nos dar a conhecer os seus ancestrais é francamente boa, faltou apenas tacto para explorar o tema. Queríamos saber mais sobre os seus pais, queríamos talvez procurar justificações para um feitio inalterável, mas o que tivemos foi apenas meia dúzia de falas de uma mãe e um discurso falso para o pai. Que afinal não é o seu pai biológico, facto que soubemos desde o primeiro instante que House o refere porque, como bem aprendemos, ele nunca se engana. Foi um reencontro forçado, um pretexto criado apenas para uma reconciliação com Wilson, que volta atrás na sua decisão, afinal não definitiva, e ata de novo os laços quebrados. A viagem proporcionou alguns bons momentos entre os dois mas sente-se uma enorme escassez de humor, de sarcasmo, ingredientes que antigamente nunca estavam em falta. A conclusão foi também precipitada e os motivos de Wilson voltar para o hospital, e para o House, não me convenceram.
Então e o caso? Qual caso? Ah, é verdade, este episódio teve um caso. Uma rapariga chinesa, que procurava os pais biológicos, adoece e vai parar à cama do nosso hospital. As analogias com House são desde o início bastante evidentes e sobrepõem-se no momento exacto em que House diz que o seu pai afectivo não é o seu pai biológico. Todo o mistério é resolvido à distância de diversos telefonemas que acabam por levar House à China e à origem do problema. Se a equipa teve pouco ou nenhum destaque neste episódio, o mesmo poderemos dizer do caso em geral, que por momentos desaparece completamente do episódio voltando numa altura em que já ninguém se lembrava que existia uma senhora doente.
Ao início afastar Wilson da série e desta amizade pareceu-me o ideal para agitar um pouco as águas. Depois veio o Lucas (Michael Weston), que faz deste regresso de Wilson um mal menor (pelos piores motivos). Voltámos à estaca zero. Será que que é agora que podemos começar como deve ser?

[starrater]




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Pois… quem é que acreditou que o Wilson tinha feito as malas a sério? Alguém? Só poderia resultar numa reconciliação a curto prazo, mas tão curto também é um exagero. É a season 3 novamente…
Seca!
Concordo absolutamente, estava-se mesmo a ver que ele ia voltar… Foi um episódio que tive de interromper várias vezes de tão aborrecida estava. Mas ao menos já não há detective!
Esta season até agora tem sido a mais fraca de todas! Mas fiquei aos pulos quando soube que o detective se tinha ido embora.
Ainda assim dos 4 foi o que mais gostei..Embora este regresso, tão rápido do wilson, me tenha ficado aqui atravessado.
Em parte concordo com vocês sobre o regresso do Wilson, mas olhem que aquilo sem ele também tinha muita menos piada. Estava mesmo a pensar que lhe iam fazer o mesmo que fizeram à Cameron e ao Chase.
E, uma das coisas que mais me chateia na série (mas isso desde o seu início) é como é que 4 ou 5 médicos de qualidade (porque se não o fossem não estavam ali) nunca conseguem desvendar o caso por si próprios. Os gajos são, simplesmente, burros! Nunca acertam nada à primeira e precisam que o House lhe diga sempre o que fazer! Até o Foreman continua a parecer um aprendiz! Tem de ser sempre o House a ter uma ideia luminosa… E isto em todos os episódios! Mas quem é que ainda tem paciência pra ver sempre o mesmo!?
O pior é que isto nunca vai mudar e a série ainda por cá vai continuar por muito tempo.
E, já agora, até o próprio House já me começa a fazer alguma espécie, como se diz aqui na minha região.
Se não fosse por pensar que a qualquer momento sai um Three Stories ou um House’s Head já tinha de certeza levado uma bela duma machadada.
Exacto, se fosse a descrever House, diria que era uma série mediana que ocasionalmente faz excelentes episódios.
desesti de house ao 2º episodio desta temporada, o final da ultima temporada prometeu e muito, mas o inicio desta foi muito mau, pensei que o o wilson fosse ficar longe ate ao final da temporada e o House para o trazer de volta tinha que mudar, era isto que eu queria ver, uma temporada com o house “bonziho” xDxD
Bem resolvi vir aqui defender uma das minhas séries favoritas :yuupii: .. Primeiro de tudo, concordo que esta temporada baixou de nível. E concordo plenamente com a desastrada incompetência da equipa não conseguir fazer nada sem o House, é bastante penalizante para a série, podiam criar outra dinâmica.
Li algumas opniões, e parece-me que estão a afunilar muito a série, esquecendo-se em parte da sua essência, que são os casos médicos. Isso juntando-se há personalidade atípica do House ( muito bem reprensentada pelo Hugh Laurie) é que torna a série viciante. Há séries ” continuas ” e “descontinuas”, esta tal como Csi e outras do género são do tipo descontinuo em que não existe uma história interessante por de trás dela. Passando para cada caso a responsabilidade e a imaginação de criar uma nova situaçao de apuro e que esta seja resolvida de forma a tornar o episódio apelativo. Daí que não percebo muito bem a vossa ideia, de querer que a série seja constituida por episódios com personagens cheias de história.
Mas pronto, esta minha opnião de não achar aborrecido o facto de a série, em grande percentagem, viver de casos clinicos, advém um pouco de ter tido uma passagem académica sempre com Biologias e Quimicas pela frente.
Abraços a todos
O que eu acho é que mesmo nos seus piores momentos House tinha sempre algum ritmo e conseguia cativar pelo caso em sim, valia pelo entretenimento. Agora nem isso, chega mesmo a acontecer o que a carolinafs diz, temos de interromper várias vezes o episódio porque aborrece e chateia. Perdeu-se o sentido ritmico e caiu-se num mar monótono sem qualquer tipo de indicação. Os casos clínicos estão cada vez menos relevantes e a história pessoal de House cada vez mais do mesmo, andamos em círculo. E o que mais me revolta é que entrou sangue novo, estão ali três excelentes novas personagens!Será que eles já repararam nisso?
Abraços e beijos a todos!
Não concordo nada. Foi um excelente episódio q nos mostrou um House no seu melhor. A parte do discurso no funeral então foi fantástica.
Concordo com o q o ZB diz sobre a participação dos outros médicos na resolução dos casos médicos mas isso é assim desde o primeiro ep. Ao contrário de muitos eu acho q os casos médicos são meros acessórios aos episódios, a relação de House com tudo o q o rodeia é q é importante. Aceito q os primeiros eps não foram nada do outro mundo, acho q há demasiados médicos intervinientes, o detective foi um erro total mas House continua a ser House, e este episódio foi muito bom.
Pela única promo que vi do próximo episódio, parece-me que a Thirteen vai ganhar alguma…vida.