[SPOILERS] A crise parece ter chegado ao fim, ou muito perto dele. Depois daquele que poderia muito bem ter sido o primeiro episódio desta temporada chegamos aquele que, na mesma lógica, poderia muito bem ter sido o segundo. Número dois, Joy, que se escreve com três letras e com três parágrafos sucintamente digo o seguinte.
Joy. É o nome da criança que Cuddy (Lisa Edelstein) vai adoptar. Rebento este que vai nascer em breve do ventre duma jovem confusa que quer que a filha não percorra o mesmo caminho espinhoso que ela e sua mãe, vendo na directora do hospital o lar perfeito para uma vida feliz.Tudo indicava um parto tranquilo e uma adopção serena. Nem uma coisa nem outra, a grávida e o bebé correm sério risco de vida e depois de um nascimento difícil a recém-mamã volta atrás no compromisso, destroçando o coração de Cuddy. A sua história neste episódio foi muito bem contada, mostrando todo o seu desespero, todas as suas cicatrizes lavradas pela solidão, pela crueldade do tempo, pela exigência ou vontade de ser mãe, será que quer mesmo? Ela pensa que sim, House (Hugh Laurie) acha que não e o confronto é travado até à cena final. Porque tens de negar tudo pergunta Cuddy, a resposta é dada no beijo tardio que tardou a chegar. É caso para dizer até que enfim!A teimosia cedeu, quebrou, e temos finalmente o desenvolvimento que deveria ter aparecido há duas temporadas atrás. A saída brusca avizinha um futuro incerto para esta relação, onde estão disponíveis tantos cenários que prefiro não especular.
Joy. É o que não tem o paciente do dia. Sério e sonâmbulo, oferece-nos o caso mais estranho e bem conseguido até ao momento. O início do episódio ambienta a série noutro lugar, levando-nos a perguntar se não estaremos a ver um Twilight Zone por engano. A montagem é fantástica e a própria imagem deixa-se pintar de um cinzento invulgar, desde o café até à pergunta da filha, o que está errado? Não sei, diz o pai. Não sabe ele nem sabemos nós e o mistério adensa-se num formato que ganha aqui todo o seu significado. É assim que esta série é boa, com esta condução de perguntas e respostas, com surpresas certas no sítio certo. A solução essa é a descoberta casual do costume e ganhamos dois novos sorrisos com a cura. O caso foi mesmo muito bom mas o que gostava realmente de realçar neste sexto episódio é a câmara, especialmente aquela que saiu para fora do Hospital e acompanhou Thirteen (Olivia Wilde) e Taub (Peter Jacobson). Movimentos constantes e grandes planos, mais real, mais incisiva, assente nos olhares e nos cheiros. Não sei se foi só neste episódio, para acompanhar a fotografia do início, mas era uma maravilha que continuassem a filmar assim.
Joy. Alegria. Foi o que senti. Gostei deste episódio. Fico à espera de mais.

[starrater]




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Que grande episódio e aquele final trouxe um aleluia em mim! Não sei é como é que a Cuddy não lhe deu um par de estalos antes de tão insuportável andou…
Realmente, parece ser um bom episódio. Já tenho saudades do doutor House.
O melhor até agora…
Conseguiu ser melhor que o anterior.
E não acharam a câmara diferente de tudo o que já vimos até ao momento?Para melhor claro!
Muito bom, sim sr. Lá está a razão para não desistir desta série: às vezes é bem agradável.