[SPOILERS] Não é de todo um mau hábito, nem é hábito que faça o monge, pois aqui só temos freiras. Freiras e ideias, toneladas delas, e se a criatividade fosse ao quilo bem podem esquecer o leve circo da passada semana, pois agora chegámos ao pesado convento.
Quando me apercebi que o episódio se iria desenrolar num espaço já nosso conhecido fiquei com algum receio de não desfrutar em pleno da novidade de um ambiente. Mas nem tudo é o que parece, e a construção era só mesmo a superfície de mais um denso e genial mistério: uma das freiras cai da torre do sino e Olive (Kristin Chenoweth), ainda no seu exílio, decide pedir ajuda a Emerson (Chi McBride) que rapidamente, e surpreendentemente, aceita a missão, inventando disfarces para o resto da equipa, ele e Ned (Lee Pace) padres e Chuck (Anna Friel) freira. A investigação desenrola-se com um ritmo excelente, salpicada com cenas de acção e mistério em dose certas. A cereja é o improvável autor do crime, o porco! Por esta é que eu não estava à espera!
Nem por esta, nem por um confortável standby no romance dos protagonistas, deixando espaço para respirarmos e mostrando Chuck à procura dos seus ancestrais. Busca que não a leva a lugar algum sendo o seu apaixonado que lhe revela por fim quem é a sua mãe. É óptimo ver como linhas de argumento que noutros sítios poderiam demorar anos, aqui demoram dias, aqui arrisca-se e joga-se com uma confiança fora do comum e isso deixa-me maravilhado. E ficarei ainda mais satisfeito se no próximo episódio voltarem ao pai do Ned, vamos ver!
Vimos então um episódio não tão rico a nível visual como os anteriores mas cheio na temática abordada, completo naquilo que foi o casamento perfeito do nosso universo favorito com a religião. Com cenas inesquecíveis, como a da Torre quando Emerson e Ned se apresentam como a polícia do Vaticano ou a aventura de Ned no confessionário, apresenta-se como um todo que roça a perfeição. E se gostar desta série fosse pecado eu estava bem tramado!

[starrater]




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Também foi o meu episódio favorito até agora da temporada. A Kristin Chenoweth é realmente um verdadeiro talento. Só espero que não passe pela cabeça da ABC cancelar aquela que será a sua melhor série neste momento. :bytenails:
ZB, sabias que a Kristin Chenoweth apareceu no West Wing?
Acho que está na capa da última temporada, não é? Pelo menos, foi o que me pareceu.
Aparece na 6a e na 7a temporada. Por acaso gostei da personagem dela, integrou-se bem no elenco.
Ah, e já agora… quando o John Spencer morreu, ela cantou no funeral dele. Tem uma belíssima voz para uma mulher tão pequenina.
Um episódio inteiro no convento com Olive e o resto do grupo não podia ser melhor! Depois de já terem provado que conseguem escrever guiões fantásticos, seria uma pena que a série fosse cancelada!
Melhor episódio desta temporada. Mas, na minha opinião, ainda não chega aos calcanhares do que foi feito na temporada passada.
Melhor episódio até agora sem dúvida. E o diálogo final entre a Olive e o Ned foi qualquer coisa.