[SPOILERS] Cada tiro cada melro. Acho que é a expressão que mais se adequa a esta série que semana após semana não engana e dá-nos com sinceridade um bom espectáculo de televisão. Para além disso tem uma coisa que admiro imenso, sempre que escorrega ligeiramente com um pé assenta imediatamente o outro com estrondo e eficácia, numa balança que até hoje não falhou.
Por vezes ao olhar para estas histórias questiono: mas como é que eu não me lembrei disto antes? Num mundo escasso de ideias, conseguem sempre trazer mais uma, fresca e recém-nascida, desta feita uma empresa que vende amizades tem na morte de um funcionário seu os dissabores do mistério. A investigação, essa, fica a cargo da equipa do costume que ganha agora mais um parceiro, a mãe de Emerson (Chi McBride), Calista Cod (Debra Mooney). É ela que inicia o episódio e é através desta nova personagem que ficamos a conhecer mais um pouco das origens deste detective durão. Toda a linha de argumento desta dupla foi muito interessante e parece estar cada vez mais perto o reencontro entre Emerson e a sua filha. Senti porém que Calista poderia ter tido um pouco mais de tempo de antena, bem como Randy Mann (David Arquette) companheiro de casa da vítima com uma estranho hobby de embalsamar animais. Há muito que não via Arquette e gostava que tivessem levado o seu delírio um pouco mais longe.
Onde há problema há solução, e a resposta para o mistério foi a mais surpreendente até ao momento num “os factos são estes” de ficar de boca aberta. Muito bem pensado o facto de a suposta estrela de futebol ser na realidade o tótó frustrado que apenas queria ter um amigo. Estava sozinho, e a solidão é espelhada também brilhantemente no nosso protagonista, Ned (Lee Pace), que consegue o melhor diálogo do episódio quando diz a Randy que o que o torna único trouxe até ele todas as pessoas que ama.
Chuck (Anna Friel) por sua vez tenta voltar para casa do mestre das tartes pois o clima com Olive (Kristin Chenoweth) começa a azedar. Se tal acontecesse seria um passo para trás, mas como isso não acontece por estas bandas Ned convence-a do contrário e mostra-lhe que este é o caminho certo a seguir, para a vida e para a relação que eles levam. Acabamos com um literal cair do “pano” e um desabafo de saudade.
Esta quarta tarte, sem conseguir a emoção da anterior, mantém toda a sinceridade e cor habituais, oferecendo-nos um excelente conto que consegue a proeza de nos fazer sonhar e pensar em simultâneo. Queremos mais.

[starrater]




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Magnifico é uma palavra que se pode aplicar a toda a série, sendo este mais um exemplo da sua excelência. As participações da mãe de Emerson e de Randy foram igualmente boas.
Já precisa de um Emmy.
Adorei a mãe do Emerson Cod, espero que ela regresse até ao final. Os diálogos, como sempre, são geniais.