[SPOILERS] Costuma-se dizer que a vida é um ciclo. Onde acaba uma existência, outra está prestes a começar. Da mesma forma, num episódio com confrontações e algumas revelações, a vida de Reid (Matthew Gray Gubler) acaba por descrever um círculo, através de uma espécie de reconciliação com o seu pai ausente.
Continuando o episódio anterior, Spencer, acompanhado por Morgan (Shemar Moore) e Rossi (Joe Mantegna), dedica-se a investigar a morte de um rapaz da sua infância. O que não passava de pesadelos começa agora a formar uma história que não se revela muito boa para o pai deste. E vai ser com a junção das peças deste puzzle, quer reveladas por hipnose, quer com a ajuda da mãe esquizofrénica que se chega ao verdadeiro assassino.
Ao ser resolvido um caso que atormentava a personagem desde pequena, fecha-se assim uma porta a sentimentos que ainda influenciavam a sua maneira de ser. Assim, a revolta sentida por o pai os ter abandonado, começa agora a dissipar-se ao saber que este tentou lutar por manter a família unida. No entanto, esta alteração pareceu-me demasiado rápida, quanto mais não seja por se descobrir que o pai sempre viveu perto da família, nunca os tentando contactar.
Por outro lado, no episódio em que J.J. (A.J. Cook) deu finalmente à luz, pudemos observar a importância que esta tem para a equipa, esperando-se grandes dificuldades para a sua substituta. Interessante foi também a escolha de padrinhos do pequeno Henry: Penelope (Kirsten Vangsness) e Reid que cada vez parece adoptar mais a postura de protector para com os outros. Será que está mesmo reconciliado com o seu passado?

[starrater]




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Gostei bastante deste episódio, mas houve ali uma coisa que para mim não funcionou muito bem… O pai do Reid afastou-se da família porque manter o segredo acabou por pesado de mais entre ele e a mulher. Mas isso não explica (pelo menos, a mim não me faz assim tanto sentido) a razão porque ele não continuou a, pelo menos, visitar o filho. Quer dizer, manter aquilo em segredo é uma boa justificação para separar a família, mas não para abandonar o próprio filho, ainda para mais quando fica a viver sempre ali perto. Podia muito bem visitá-lo frequentemente, ou mesmo ter ficado com ele quando a mãe começou a passar-se.
Exacto, estar ali mesmo ao lado e não fazer um mínimo de esforço, sabendo que o filho está ao cuidado de uma mãe com sérios problemas mentais…