[SPOILERS] Perfil revertido: analisar o suspeito para chegar à sua próxima vítima. Para apanhar um psicopata são necessárias medidas extremas e neste caso tudo parecia pouco para conseguir entender a mentalidade “superior” de um assassino em série que se confessa culpado. No fundo, um jogo de xadrez em que as peças se mexeram lentamente até ao xeque-mate final.
Para além de ter sido um excelente episódio com os seus toques de simbologia – os Números e a Espiral de Fibonacci, juntamente com a Proporção Áurea – este episódio deu a David Rossi (Joe Mantegna) um protagonismo há muito esperado. E embora seja uma personagem que pouco me atrai, confesso que a sua performance na sala de interrogatório transcendeu as expectativas. Para quem estava à espera de um papel mais “bad cop” este revelou um auto-controlo raro, provando a sua importância nesta equipa.
Mesmo rodando o episódio em torno desta figura (e não de Reid [Matthew Gray Gubler], como a principio nos era dado a entender), outros tiveram direito ao seu protagonismo. Como era de esperar, a agente Jordan (Meta Golding) começa a sentir o desafio do seu trabalho, mas não sendo por isso que o desempenha menos bem. Garcia (Kirsten Vangsness) e Kevin (Nicholas Brendon) também tiveram o seu momento, rapidamente interrompido com trabalho.
Quem no entanto se destacou mais foi Jason Alexander no papel de Professor Rotschild. Longe estão os tempos de Seinfeld, pois nesta personagem pouco se encontra de George Constanza. A sua aparente tranquilidade e a forma como tenta manipular todos com quem intervém é divinal, fazendo-nos acreditar que a equipa está mesmo em perigo. O twist final surge assim, aliviando-nos do que parecia uma realidade assustadora. “Criminal Minds” continua a não desiludir, numa altura em que não faltam procedurals na televisão.

[starrater]




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