[SPOILERS] Indo directo ao assunto, foi muito bom ver a Lynette (Felicity Huffman) colocar as cartas na mesa logo no primeiro instante, não deixando o episódio (ou episódios) preenchido com momentos soturnos originados pela sua ideia de que Tom a estaria a trair. Em vez disso, colocou-se tudo em pratos limpos logo no início do episódio e partiu-se para aquilo que verdadeiramente era importante abordar: a relação proibida entre Porter (Charles Carver) e Anne Schilling (Gail O’Grady).
Daqui, da revelação atabalhoada mas precisa de que Porter mantinha um caso com a mãe do seu melhor amigo, desenrolam-se vários acontecimentos que tão bem exploram a aptidão dramática que “Desperate Housewives” sempre demonstrou ser capaz nos momentos certos, fardo esse entregue sempre de forma mais substancial, desde o início da série, à família Scavo.
O confronto entre as duas mulheres era inevitável. Ao abrirem a porta da história a Lynette, era algo que tinha mesmo de acontecer. E o frente-a-frente entre ambas foi tudo o que devia ser: algo cru, mas legítimo. Mais à frente, nova surpresa. O que dizer daquele inesperado anúncio de gravidez? Será o verdadeiro destino do jovem Porter tornar-se pai ainda na sua adolescência? Ou será que, após ameaçada por Lynette, talvez por desespero, caso ame mesmo Porter, Anne recorreu ao mais antigo método de engano, o da gravidez falsa? Eu aposto na segunda.
Outra das mulheres de Wisteria Lane a mãos com uma nova “predadora” é Gaby (Eva Longoria Parker). Todas as bênçãos têm um custo. E para Gaby e Carlos (Ricardo Chavira), as suas pequenas “férias” à custa da relação com Virginia Hildebrand (Frances Conroy), todos os comodismos dessa relação, trazem uma etiqueta de preço agarrada. Neste episódio, dão-se os primeiros passos nesse sentido, no de que Gaby irá de ter de colher de alguma forma aquilo que plantou.
Já Susan (Teri Hatcher), pouco tem feito que não seja reavivar a sua paixão por Jackson (Gale Harold). Mas algo me diz que o drama irá tomar conta da sua vida, agora que se começa a saber do envolvimento entre Katherine (Dana Delany) e Mike (James Denton). Não é por acaso que Bree (Marcia Cross) avisa a amiga das consequências que podem vir a ter os seus actos.
E por falar nisso, foi esta a storyline que mais gargalhadas proporcionou esta semana. Protagonistas: Bree, Hodges (Kyle MacLachlan) e Andrew (Shawn Pyfrom). Um empregado amigo do alheio. Uma mesa de cozinha. E uma cassete de videovigilância. Resultado: Várias cenas bem divertidas com um desfecho imprevisível (pelo menos, para o trio acima mencionado).
Já o outro mistério do bairro, aquele que envolve Dave (Neal McDonough) – cujo papel, esta semana, não foi tão relevante como no passado –, teve novo desenvolvimento. Quando a Mrs. McCluskey (Kathryn Joosten) e a sua irmã, Roberta (Lily Tomlin), decidiram ligar ao psiquiatra de Dave à procura de informações sobre o mesmo, acabam por instigar a vinda do médico para Fairview. Veremos que implicações terá esta visita inesperada.






November 11th, 2008 at 14:50
Foi um episodio morninho.
Mas continuo a achar que Katherine / Mike é um bocadinho forçado.
Ah!e espero que Frances Conroy continue… (o que eu acho que nao vai acontecer, mas pronto…)
Abraço,
PR
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November 12th, 2008 at 15:06
Aquela relação de Mike e Katherine também não me agrada muito… No entanto acabou por trazer alguns momentos engraçados, quanto mais não seja pela surpresa de serem eles os “apanhados”.
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