[SPOILERS] Se há coisa que esta temporada de “Dexter” tem sido prodigiosa é na forma como tem assentado e estabelecido a sua história ao longo da mesma, de episódio para episódio, sem coisas feitas à pressa ou remendos colocados à pressão, permitindo uma evolução natural dos acontecimentos.
Se bem que a reviravolta na relação entre Dexter (Michael C. Hall) e Miguel Prado (Jimmy Smits) já se previa há bastante tempo, a verdade é que ver o desenrolar da acção de forma tão natural deixa-nos aquele sentimento de que, realmente, estamos perante uma história bem construída, bem contada. Quase que me faz ter inveja de quem está a guardar os episódios para ver de seguida, modo de visualização que, neste caso, irá com certeza elevar a experiência.
Quando Syl (Valerie Cruz) aparece desesperada à procura de Miguel, que não passou a noite em casa, e, mais tarde, LaGuerta (Lauren Vélez) não consegue contactar Ellen Wolf (Anne Ramsay), Dexter apercebe-se que o monstro que ele criou se encontra à solta. Decide então que é altura certa para o seu aprendiz receber uma valiosa lição: lembrando-se daquilo que ensinou a Miguel, Dexter descobre a localização do corpo de Ellen e revela-a ao mundo, mas limpa as pistas que possam conduzir a polícia a Miguel pois não o quer incriminar. O problema é que Dexter ainda pensa que tem algum controlo sobre a situação, e sobre Miguel, mas este há muito que redigiu as suas próprias regras e não tem qualquer intenção de continuar a seguir o código de Dexter, ou melhor, o código de Harry (James Remar).
“I didn’t create a monster, I was used by one”. Apercebe-se Dexter no final do episódio ao descobrir que a camisa com o sangue de Freebo, aquela que Miguel vestia na noite em que Dexter matou o traficante e que o adjunto da procuradoria geral lhe deu como prova de boa-fé, não passa de uma outra camisa suja com sangue de bovino… não passa de mais uma trapaça de Miguel.
E, agora, com o nosso “Dark Defender” furioso, o que se avizinha só se pode perspectivar como algo assombroso.
Mas nem de apenas o desmoronar da relação entre Dexter e Miguel se fez o episódio. Anton (David Ramsey), caído nas mãos do Skinner, que afinal é um dos aparadores de palmeiras que conhecemos no episódio anterior, George King, e não o Quinn (Desmond Harrington) como eu pensava que seria, ainda está vivo mas por pouco tempo. Deb (Jennifer Carpenter) e Quinn, numa luta contra o tempo, conseguem involuntariamente adiar o destino de Anton ao levarem King para o questionar. Foi fácil de perceber que Deb sente realmente algo forte por Anton. Ela passou o episódio com as emoções à flor da pele e acabou mesmo por ser a sua irreverência e insistência que conduziram à salvação de Anton. Mas o Skinner fugiu. Será uma ponta solta para Dexter resolver?
Para o fim, e ao contrário de outra vezes em que aparece no início, deixo uma citação que, sem dúvida, será o primeiro sinal da tempestade que aí vem: “Today I keep up the pretence. But soon, maybe tomorrow, Miguel will know exactly how I feel. Because finally there’s an emotion I don’t have to fake. Today, I feel something real”.

[starrater]




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Este episódio foi mesmo muito muito bom. E toda esta história do Miguel e do Dexter (tal como tu escreveste) está muito bem construída e desenvolvida.
Que episódio! Eu tinha o Miguel Prado um bocado atravessado, mas agora com este desenvolvimento estou a gostar imenso da história. E a jogada de Deb para assustar o outro aparador de palmeiras foi genial.
Que MEGA episódio!
Esta season estava mesmo a precisar deste twist!
Agora sim, vamos ver o verdadeiro Dexter…
Sempre achei estranho o Miguel entregar a camisola com sangue assim tão cedo. Se ele queria criar uma relação de confiança teria entregue numa outra altura, em que eles estivessem mais proximos um do outro.
Assim se fazem as grandes séries, consistentes e pensadas desde o inicio.
O descontrolo do Dexter foi brutal, pensei que era mesmo real.
Grande reviravolta nesta história do Miguel! Bem que me enganei no outro episódio, quando vi a Ellen a deixá-lo entrar em casa dela assim tão facilmente. Parece que há pessoas que confiam demais nos outros.
Realmente ver isto de ver os episódios todos de seguida é impressionante – se sempre soube que havia algo de estranho na relação entre o Dexter e o Miguel, que a história não poderia acabar bem, nunca pensei que o Miguel pudesse estar a enganar o Dexter há tanto tempo.
Pobre LaGuerta – na temporada anterior perde um amigo, agora outra… algo me diz que ela se vai ressentir.
Parece que os meus instintos de início estavam correctos. Foi mesmo o jardineiro o culpado. Bem que tinha ficado com a sensação de que haveria algo mais nesta história. Quanto ao Quinn, sempre achei que não era ele, pela simples razão de que era demasiado óbvio – era um recém chegado a este universo, não sabíamos nada dele, era misterioso, tem a tal história com a IA que ainda não foi explicado… não, era demasiado fácil. Prefiro assim, saber que o assassino era menos óbvio.
De qualquer maneira, será que fui só eu que não achou o assassino desta temporada particularmente assustador? Sim, o que ele faz é terrível, mas não sei, a personagem não me conseguiu convencer. Mesmo sabendo que é um caso secundário, ao contrário do caso do Ice Truck Killer e do Bay Harbor Butcher, esperava mais do assassino em série desta terceira temporada.
Sim, concordo contigo. O Skinner passou sempre muito despercebido e mesmo quando é revelado, nunca acaba por ser muito assustador.
Por outro lado, talvez tenha sido a melhor opção. Esta série é sobre o Dexter, não sobre o “assassino em série da semana”. Com mais 2 (?) temporadas já planeadas, a série corre o risco de cair numa rotina como tantas outras, e esta acabou por ser uma forma de não o fazer.
“Quase que me faz ter inveja de quem está a guardar os episódios para ver de seguida, modo de visualização que, neste caso, irá com certeza elevar a experiência.”
Tipo eu, que os estou a ver agora.
Esqueci-me: as partes com o cadáver da Ellen Wolf foram absolutamente demais. Adorei! A forma como eles prepararam o “cadáver” enterrado na terra, realizaram a cena e tudo mais foi fabulosa.
E o fim do episódio foi simplesmente demais! O Dexter a fazer aquele alarido todo! Cheguei a pensar que foi verdade.
Realmente, esse episódio foi demais, só que uam coisa
me deixou confusa.
Eu olhei ele novamente agora, e demanha, após Miguel ter
ido a casa da Ellen, ela esta na delegacia
ajudando a encontrar o Anton..
Até mesmona cena em que Batista fica sabendo do corpo encontrado,
atras da cena aparecem o Masuka e a própria Ellen!
Duvido que tenha visto coisas, mas quem sabe não é.
p.s.: mesmo assim, não aguentava mais ela e muito menos o Miguel
todo amiguinho do Dexter.
Muito bom episódio e tens razão, a história flui de uma maneira natural e acertada.
Agora só quero que o Dexter limpe o sebo ao Miguel.