Dirty Sexy Money: 2×06 – The Injured Party (ABC)

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[SPOILERS] A separação de Nick (Peter Krause) e Lisa (Zoe McLellan) durou pouco tempo. Apenas aquele que decorre entre o final do episódio passado e este. A paixão, aparentemente, fala mais alto. Mas será assim mesmo? Ambivalência. É esse o termo que melhor define a caracterização da maior parte das personagens de “Dirty Sexy Money”.

A reconciliação de Nick é feita depois de um telefonema para Karen (Natalie Zea), a sua eterna apaixonada. Qual o assunto potencialmente discutido? Não se sabe, pois a chamada foi atendida por Simon (Blair Underwood), o arqui-rival dos Darlings, que contra-ataca, numa visita à galeria de arte de Lisa. Uma visita cheia de segundas intenções, procurando arranjar uma aliada na luta pela melhor das posses: a dos cônjuges.

Se sempre existiu uma personagem que nunca foi ambivalente, essa personagem é o ex-reverendo Brian Darling (Glenn Fitzgerald). Dono e senhor de uma personalidade peculiar, onde a agressividade esmaga por KO todas as outras qualidades/defeitos. Brian é terrivelmente espontâneo. Uma personagem torturada. Carente. Vive com o coração bem ao pé da boca, deixando que a emotividade leve sempre a melhor sobre a racionalidade. Mas é genuíno. Sente amor. Ou raiva. E reage ao sabor dos sentimentos. A luta pela guarda do filho é colocada, momentaneamente, em segundo plano, quando se descore que Andrea (Sheryl Lee), a ex-companheira, padece de cancro. E ele fará tudo – literalmente tudo – para a ajudar. Chantagem, ameaças ou coacções. A panóplia toda reunida, num esforço desesperado para não perder que nunca deixou de amar.

Nola (Lucy Liu), já se sabia, era um mero peão de Simon, estrategicamente colocada na órbita dos Darlings para angariar informação. Informação é poder. Transformando-se no braço direito de Patrick (William Baldwin), o recém-empossado senador, Nola tem como missão contrabalançar as investidas de Tripp na política. Será uma espécie de contra-poder, um “cardeal Richelieu” que fará o trabalho de sapa de Simon, guiando Patrick nos meandros políticos, para que o bio-combustível, a “next big thing” de Simon, ganhe os apoios estatais necessários. O episódio, finalmente, mostra-nos o porquê de Nola ser uma obediente serva de Simon. O irmão desta é, pretensamente, cativo em parte incerta, subjugando-a à vontade do vilão-mor desta história.

E temos também o estranho caso da hóspede. Letitia (Jill Clayburgh), ansiando por uns momentos de liberdade, sai de carro. Embriagada. O resultado, é bom de ver, não foi famoso. Atropelamento com alguns danos físicos. E uma nova inquilina na mansão, furtando-a aos contactos dos media, potencialmente devastadores. Mas o que aconteceu foi um simples e aleatório acidente, ou uma armação? É que Wrenn, através da nobre arte da insinuação, consegue cativar a atenção de Tripp (Donald Sutherland). Um anjo louro, adorável, de sorriso desarmante. Com um poder de sedução tremendo, aproveita-se do estado de carência de Nick, beijando-o. Provocando uma crise de ciúmes em Tripp.

Finalmente, a reunião familiar. Sempre um momento aguardado com ansiedade por qualquer clã. Mesmo um disfuncional como o dos Darlings. Excitação é o que não falta. Lisa finalmente apercebe-se do jogo duplo do marido, mantendo sempre em aberto a possibilidade Karen. O confronto acontece, com um belo soco à mistura. E com um rompimento (again) amoroso. Quebrado o laço afectivo com Nick, sai a sorte grande a Jeremy (Seth Gabel). A noite de paixão (e traição) entre ele e Lisa comprovam. Seria emocionante, se não soasse tão “déjà vu”. Tão sensaborão. Boring.

“Dirty Sexy Money” enredou-se na sua própria teia. Perdeu-se no labirinto de possibilidades que, no final da primeira temporada, se abriu. Tinha que se assumir. Não o fez. E assim, paulatinamente, transfigurou-se numa novela mexicana. Das dobradas…

[starrater]

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Ari Gold, talking with Vinnie Chase: I swear by God you comeback stonger than ever Like Lance Armstrong. Only with two balls.

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