[SPOILERS] E Smash Williams (Gaius Charles) chegou ao fim da linha. À terceira temporada, o brilhante atacante dos Dillon segue em frente. Ultrapassados os problemas, debelada a lesão, conseguida a bolsa para uma Universidade, esquecidos os dilemas entre a aceitação da árdua tarefa de se empenhar nos estudos ou aceitar um trabalho permanente no “Alamo Freeze”, Smash tem direito ao profetizado por Warhol. Aos seus 15 minutos de fama.
Se existem cenas marcantes numa série, este quarto episódio tem um par delas. Com Smash a ser o cabeça de cartaz, não será difícil adivinhar que intervém em todas. A despedida, com a família dele a celebrar, no campo onde cresceu como homem, agarrando a bola, mais uma vez, com os seus companheiros de sempre, é uma delas. Arrepiante na sua simplicidade, arrebatadora na emoção que transmite.
Mas é na despedida sentida e agradecida a Eric (Kyle Chandler), seu treinador, seu mentor, e provavelmente a figura paternal marcante que nunca teve, que o episódio flui, numa troca de gestos e olhares que espelha bem a relação de empatia entre ambos. É com um nó na garganta que se assiste a esta despedida, sem data de regresso previsível.
Nem só de Smash se fez o episódio. Matt Saracen (Zach Gilford) recebe uma vista inesperada. A mãe. Auto-afastada durante a infância e adolescência do quarterback dos Dillon, regressa agora, procurando colmatar falhas anteriores, claramente tocada pela enorme humanidade que sobressai do íntimo do filho, capaz de lidar com problemas de adulto, amparando a avó, com um pai desfasado da corriqueira vida familiar. E a reconciliação, sentida e professada pela progenitora, será aceite sem ressentimentos.
Eric vive atormentado. Como um bom técnico, sente a necessidade de ser justo. Num dos pratos da balança tem Matt. Vindo do nada, acrescentou potencial à equipa, quando a tragédia de Jason Street (Scott Porter) se abateu sobre ela. Peça basilar no título conseguido, é um jogador esforçado, trabalhador, protótipo da formiguinha incansável. No outro prato da balança, JD McCoy (Jeremy Sumpter). Brilhante, com um enorme futuro abrindo-se esplendorosamente, tem uma imensa máquina mediática a trabalhar para si. Aumentando a pressão sobre Eric. E este, cada vez mais acossado, vê como JD aproveita os parcos minutos em campo para eclipsar totalmente a estrela de Matt. Cada vez mais difícil sustentar a escolha da titularidade de Matt…
Eric tem, na relação com Tami (Connie Britton), algo tensa, uma atitude de remição. Depois de a ter, de forma latente, acusado de “comprar guerras que não pode vencer”, no braço-de-ferro que ela mantém com Buddy (Brad Leland) e os investidores, acerca do destino das verbas anuais, Eric redime-se. Afagando as lágrimas de Tamy, sabendo-se derrotada na sua cruzada contra o ecrã gigante, Eric diz-lhe que ela é a vencedora. Por ter estado lá. De pé, enfrentando as hostilidades abertas, apenas porque acreditava na sua ideia, nos seus ideais nobres.
Num episódio intenso, a já estafada relação entre Landry (Jesse Plemons) e Tyra (Adrianne Palicki) satura quem vê. Pela enésima vez, o namoro-que-não-era-mas-que-depois-passou-a-ser-sério-mas-que-desta-feita-termina-mesmo parece ter chegado a um beco sem saída. O novo interesse romântico dela não foi o suficiente para elevar a situação, presa nos mesmos clichés.






November 3rd, 2008 at 13:45
Sem dúvida umas das melhores séries da actualidade;)
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