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Friday Night Lights: 3×06 - It Ain’t Easy Being J.D. McCoy (Direct TV)

Mon, Nov 17, 2008

Artigos, Críticas, Friday Night Lights

Friday Night Lights: 3×06 - It Ain’t Easy Being J.D. McCoy (Direct TV)

[SPOILERS] “Friday Night Lights” é assim. Ainda capaz de nos surpreender, pela positiva, três temporadas depois. Não é uma série com cenas de humor escatológico. Ou trepidantes cenas de acção. Se a tivesse que caracterizar, diria que é sobre momentos. Relações. Drama. Pode não ter os habituais e cada vez menos inéditos “twists”, mas continua com uma cadência agradável de cenas memoráveis.

JD McCoy (Jeremy Sumpter). O novo menino lindo dos Dillon. Quarterbarck nº 1. Mas quem é JD McCoy? Apesar do seu evidente protagonismo no argumento, o que sabemos nós sobre JD? Bem, a resposta é uma mão cheia de…nada. Apenas que ele vive futebol. Respira futebol. E, quando não o está a jogar fisicamente, joga-o…na consola. Tudo aparentemente gira em torno da bola oval, na sua vida. Pressente-se, no entanto, que por detrás daquela fachada de imperturbável, a pressão na sua vida é enorme. Um pai que determina, ponto a ponto, a sua vida. Treinador particular, para exponenciar o talento. Vida regrada, nada típica de um adolescente. Proibição subliminar de namoros, mesmo que inócuos. Nada que o faça perder a concentração. O pai já lhe determinou os passos, até à ascensão ao estrelato.

Eric Taylor (Kyle Chandler), sagaz, apercebe-se da “bomba relógio” que tem entre mãos. Pressionado em casa, gozado nos treinos (é o que dá entrar na rábula das praxes, correndo nu pelo campo, para gáudio dos veteranos), McCoy parece prestes a explodir de frustração. Até que Eric lhe arranja um anjo da guarda. Tim Riggins (Taylor Kitsch). Protector dentro dos relvados, cicerone fora deles, servindo de guia turístico numa Dillon desconhecida dos roteiros. Salões de strip, bares e “spots” para encontros amorosos, num tirocínio de McCoy tão depressa não esquecerá. “Divirta-se”, é o lema de Tim.

Jason Street (Scott Porter) continua a sua saga. A de amealhar dinheiro para ajudar a custear as despesas com o filho recém-nascido. O método, já se sabia, poderia não ser o melhor. Comprar a casa de Buddy (Brad Leland) para posterior reforma e venda, num mercado em recessão, e tendo como companhia Herc (Kevin Rankin) e os dois Riggins parece um cenário digno de um pesadelo. E, quando Jason ameaça soçobrar, encontra um apoio inesperado: o do seu ex-treinador, Eric Taylor, num momento sublime em que este lhe serve de tutor, guia espiritual e conselheiro, tudo no mesmo pacote.

Tinha dito no início que a série é feita de relações. E emoções. A forma como termina pode ser, para alguns, melodramática. Para outros, exemplo de sensibilidade. Fico-me no grupo dos segundos. Jason ao telefone, cantarolando para a sua cria, é um momento pungente. E capaz de colocar uma lágrima no canto do olho, mesmo ao mais empedernido dos espectadores.

Tyra (Adianne Palicki) continua a sua saga de relações falhadas. Apaixonada por Cash (, o cowboy que retirou Landry (Jesse Plemons) da afeição da loura, recebe mais uma punhalada do Cupido. A visita, em sua casa, da anterior relação de Cash. Acompanhada pelo rebento daí resultante, e com as dividas pendentes da pensão por pagar. Um golpe demasiado rude, numa altura de sonhos com o ingresso na faculdade. É no ombro amigo de Julie (Aimee Teegarden) que Tyra procura algum conforto. Mas a realidade pode ter versões diferentes, consoante o ângulo que se veja. E, afinal, parece que a relação tem pernas para andar. Isto se acreditarmos na versão de Cash, vitima inocente de uma fã. Será? Estará Tyra disposta a embarcar no conto de fadas?

E por falar em Julie, se existe cena marcante neste episódio, é com ela. E com Matt (Zach Gilford). A relação, aflorada timidamente nesta 3ª temporada, passou para outro patamar. Uma noite, junto ao lago, numa conversa amena e feita de sorrisos francos, que se transforma em algo mais. Paixão. O sexo chegou, finalmente, aos dois adolescentes. A troca de olhares, entre ambos, como despedida é divinal. Sentimentos à flor da pele, numa comunhão de interesses que não necessita de diálogos para ser intensa.

Finalmente Landry. O eterno sonhador. O perene apaixonado de Tyra. Mas a pretexto da banda de música, e da escolha de mais um elemento, a possibilidade de um novo rumo na vida do amigo de Matt Saracen ganha contornos óbvios. Uma caloira. Bonita, por sinal. Talentosa, como extra. E interessante, num óbvio piscar de olho a um desenlace romântico. Devon. Não rima com Landry, mas têm química. E potencial.

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Rating: 9.5/10 (2 votos)

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Paulo Pereira - who has written 20 posts on TV Dependente.

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3 Comentários Para Este Post

  1. Pedro Diz:

    Excelente crônica. Excelente. Muitos parabens.

    O q é feito da Lyla? De quem é o filho do Jason?

    [Responder]

  2. Filipa Diz:

    Lyla neste momento esta com o Tim Riggins. A mãe do filho do Jason se n me engano foi uma empregada que ele conheceu num bar.

    [Responder]

  3. José Heleno Diz:

    Sim a mãe do filho do Jason é uma rapariga que ele conheceu num bar.
    Grande série, com uma regularidade em termos de qualidade fantastica. Pena as poucas audiencias e ser quase certo que esta é a ultima temporada.

    [Responder]

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