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Friday Night Lights: 3×05 - Every Rose Has It’s Thorn (Direct TV)

Fri, Nov 14, 2008

Artigos, Críticas, Friday Night Lights

Friday Night Lights: 3×05 - Every Rose Has It’s Thorn (Direct TV)

[SPOILERS] Não é fácil ser-se treinador. Seja de badminton, tiro com arco ou, para o caso, de futebol americano. Eric Taylor (Kyle Chandler) sente isso na pele. Dois quarterbacks. Os pensadores, os pêndulos, aqueles que movimentam todo o jogo ofensivo da equipa. Eric tem dois. E dos bons.

Matt Saracen (Zach Gilford) é um deles. Subindo a pulso, desde os tempos de Jason Street (Scott Porter), saindo do obscuro anonimato do banco, até se tornar a principal referência da equipa, capaz de guiá-la ao título, como na primeira temporada. No seu último ano, o mais importante, almeja como qualquer outro uma campanha vitoriosa, capaz de lhe conferir uma bolsa numa prestigiada faculdade no final. Eric sabe isso. Como bom condutor de homens, tenta protegê-lo. Porque o outro quarterback é JD McCoy (Jeremy Sumpter). A “next big thing” do futebol da bola oval. Talentoso até à medula, perfeccionista no passe, o anseio de qualquer treinador encartado. Eric engendra um plano. Chama-se rotatividade. “Ora jogas tu, ora jogo ele”, uma espécie de versão salomónica. Primeiro, estranha-se. A equipa ressente-se, nos minutos iniciais. Depois, entranha-se. Jogadas de génio do “young gun”, como carinhosamente apelidam McCoy, permitindo-lhe a ascensão sem reservas ao panteão dos ídolos. Mesmo que seja Saracen a decidir a contenda, pressente-se que uma nova era está prestes a começar nos Dillon Panthers.

“Friday Night Ligths” tem momentos marcantes. E a comemoração efusiva, pós final do jogo, com a invasão da turba delirante, num amontoado de alegria, enquanto Saracen se distancia, perdido em pensamentos negros, é simplesmente brilhante.

E o pior pesadelo de Matt toma forma rapidamente. Comunicado pessoalmente por Eric, como forma de atenuar a frustração crescente, Matt sabe que perdeu, para já, a corrida pela titularidade. Venceu outra, ao aceitar, sem reservas, o regresso da sua mãe, cada vez mais empenhada em limar as arestas deixadas por anos de ausência.

Depois da saída de cena de Smash Williams (Gaius Charles), os holofotes viram-se temporariamente para a entrada de um repetente: Jason Street. Na última vez que o vimos, ele trabalhava no concessionário de Buddy Garrity (Brad Leland) e estava prestes a descobrir o prazer/terror (riscar o que não interessa) da paternidade. Se a nível profissional tudo continua imutável, Jason Street é agora o pai de um rebento. E um pai presente e orgulhoso. Participativo. Vivendo com Herk (Kevin Rankin), procurando um modo de vencer na vida, tendo como únicos objectivos a educação esmerado do bebé e a criação de um lar, com a mãe da criança. Nem que seja vendendo especulativamente casas (neste caso a de Buddy Garrity), num mercado em recessão, numa alusão da série à crise do sub-prime. Para isso, a união aos irmãos Riggins, como forma de aumentar o capital da sociedade, parece ser a menos indicada. Com alguma confusão pelo meio, envolvendo negócios ilegais de venda de fio de cobre, personagens pouco recomendáveis e tiros, o dinheiro necessário acaba por aparecer. Vencendo obstáculo atrás de obstáculo, Jason sente o sonho a ganhar forma. Derrota a intransigência de Buddy, ultima resistência até ao fecho do negócio. E depois…

Sonhos estilhaçados. Cair. Bater no fundo. E começar tudo de novo. Lentamente. É assim que Jason recebe a notícia da ida do filho e Erin (Tamara Jolaine) para Leste. Para longe.

Tyra (Adrianne Palicki) é um caso digno de estudo. Por momentos, sentimo-nos ligados empaticamente à esbelta loura. Solidarizamo-nos na sua luta denodada para fugir à maldição familiar, procurando um futuro melhor, longe do lugarejo fétido onde vive. E ela, nuns breves instantes, fez-nos crer que era possível. Com empenho. Arduamente. Mas esta Tyra entrou num ciclo de auto-destruição. Acabado o namoro com Landry (Jesse Plemons), Tyra vive numa nova paixão. E voltou aos vícios antigos. Péssimas notas, absentismo escolar, má influência, num efeito dominó que pode provocar danos colaterais em Julie (Aimee Teegarden)…

Julie sempre se mostrou uma adolescente problemática, ansiando por uma liberdade que a fizesse fugir do paternalismo e proteccionismo dos pais. E se uma tatuagem poderia significar, apenas e só, um acto de rebeldia, para os Taylors foi o início de um novo drama, quais progenitores defendendo a sua cria. E também a oportunidade para um regresso a um passado. Já enterrado. Mas nunca esquecido. Tami (Connie Britton) regride uns anos, para a sua própria adolescência, com momentos pouco recomendáveis, ao que se percebe, mas encontrando ai um ponto de união na relação com a sua filha. Finalmente. E a rosa e o coração, perpetuados na pele de Julie, permanecem como símbolo de um crescimento até à maturação final, num caminho espinhoso…

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Paulo Pereira - who has written 20 posts on TV Dependente.

Ari Gold, talking with Vinnie Chase: I swear by God you comeback stonger than ever Like Lance Armstrong. Only with two balls.

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