[SPOILERS] Numa série que se constrói sempre dentro dos mesmos moldes, sair deles de vez em quando sabe muito bem e torna-se vital para manter a estrutura a funcionar. Foi o recurso, talvez não tenha sido o último, que encontraram para agitar as águas e mostrar que “House” está bem, recomenda-se e tem ideias para dar e vender.
A receita aqui foi transformar a doença do episódio numa situação de reféns. O doente, pálido e desesperado, grita que quer um diagnóstico e enquanto isso não acontece, ficamos enclausurados na tensão de um gatilho nervoso.
Pondo em prática o meu prático plano de exposição, divido o caso e começo por falar dos momentos bons:
- O início, com a câmara a abrandar e a voltar ao seu ritmo normal, saltando de umas personagens para as outras até encostar de vez no doente. Como este existiram outros planos absolutamente fantásticos, como o do elevador ou o momento, depois de House (Hugh Laurie) pedir a arma, em que vemos os grandes corredores e espaços vazios;
- A dinâmica “ela tem de tomar tudo o que eu tomo”, levando Thirteen (Olivia Wilde), que é cada vez mais protagonista, a uma espiral destrutiva que quase acaba com a sua própria vida. A mudança de vontade desta médica foi muito interessante, funcionando o medo como um teste à sua vontade de viver, que é expressa a Foreman (Omar Epps) já no final (possível romance aqui?);
- Alguém ter levado um tiro. Nestas situações surgem bocejos inevitáveis porque sabemos que isto é horário nobre e ninguém se vai aleijar, por isso. assim que o jovem levou um balázio na perna eu disse: eh lá!;
- House. Numa série com o seu nome é bom ver que o seu humor continua apurado;
- A relação Cuddy/House. Foi divertido ouvir o chefe das forças especiais chamar namorado de Cuddy (Lisa Edelstein) a House e a cena final entre os dois continua a deixar a porta entreaberta para futuros desenvolvimentos.
- Acção. A que houve foi boa e imprimiu um ritmo acelerado ao episódio tornando-o num invulgar caso de polícia que passou num ápice.
Invertendo a moeda, temos os aspectos maus:
- A justificação e o desespero do doente não me convenceram de todo. Pensei que haveria alguma motivação para além das apresentadas, mas nada;
- Previsibilidade. Apesar do tiro e apesar da Thirteen quase cadáver, tudo o resto foi aquilo que já sabíamos. Quem não viu desde o início da cena que House lhe ia devolver a arma?
- Algumas transições entre momentos foram demasiado bruscas. Senti falta de certos elementos para uma maior solidez da história;
- O final. Queria algo mais dramático, com baixas e lágrimas. Mas pronto a série tem de continuar.
O balanço é bastante positivo. Foram quarenta minutos diferentes, estimulantes e com um bom ritmo. As expectativas estão altas e a vontade de continuar a ver esta equipa é agora mais que muita!

[starrater]




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Adorei o episódio! A Thirteen mesmo no fim estava com um ar de morta viva coitada… Mas foi bom ver uma coisa diferente para variar.
Este episódio foi uma enorme desilusão. Se até mais ou menos a meio ainda parecia fazer algum sentido, quando o House lhe entrega a arma estraga tudo e acaba por se tornar simplesmente ridículo.
E qual a razão de overdose de Thirteen? Eu até simpatizo com a personagem mas já parece que ela se tornou principal ao lado do House. É só Thirteen, Thirteen, Thirteen… Então e os outros? O Kutner, por exemplo. Anda lá também só para enfeitar?
Tenho de dizer que concordo com o ZB. O episódio foi uma desilusão.
Odeio o paciente. Enervou-me imenso. E o House esteve totalmente estúpido hoje. Eu sei que ele é curioso, suicida até, mas nunca pensei que arriscasse a vida da 13 daquela maneira. Dar a arma ao tipo foi mesmo ridículo. E o paciente irritou-me. Muito.
Enfim, não gostei do paciente, não gostei do House, não gostei do episódio. Achei-o uma seca, previsível.
Eu gostei bastante do episódio. O House esteve House. Como sempre é! A querer saber se tem razão ou não. A querer ficar sempre por cima. Nada de anormal!
A overdose dos “doces olhos”, tem a ver com a própria condição dela. Ela sempre se borrifou para a sua vida. Sabia que a tinha a prazo curto. E foi indo. Só no final, é que ela percebe que afinal não quer morrer e dá valor à sua vida.
PS: este episódio foi maior que o normal. Teve 49 minutos
ZB também não percebo o excesso de Thirteen e, embora isso não me chateie muito, tira de facto muito protagonismo ao resto da equipa que não tem real hipótese de contar a sua história, como o Kutner que está ali mesmo só em corpo presente e qualquer dia desaparece de vez.
O facto do House lhe entregar a arma não achei ridículo, apenas prevísivel e entediante como quase todos os movimentos do médico nas últimas temporadas.
Abraços e beijos
Adorei!!!
Ah, e não foram 40 minutos..desta vez foram 50!!!! xD
Este episodio teve tanto de original como de estupido.
Nunca vi tanta parvoice pegada em 50 minutos, excepto quando falamos de “Heroes”, e claro.