[SPOILERS] Um homem é encontrado morto no interior do segundo maior centro comercial do país a poucas horas da abertura de portas do dia de compras mais movimentado do ano (o dia que sucede o Dia de Acção de Graças). No meio de tanta agitação, Crews (Damian Lewis) e Reese (Sarah Shahi) terão de procurar muito mais do que apenas o assassino, especialmente porque o corpo, no meio de tanta azáfama, desapareceu…
Recheado de humor, este episódio foi superior aos anteriores. Desde as reacções de Crews ao fruitcake, passando pela pequena sátira ao consumismo quando este mostra a Reese o que adquiriu, todo este episódio é um mimo. Apesar de, novamente, estar demasiado centrado no “crime do dia”, a realidade é que Life continua a ser sobre as fantásticas personagens que compõem a série e não sobre o motivo profissional que as reúne.
A componente espacial foi também bastante importante nestes 45 minutos: todo o episódio decorre ou na esquadra ou no centro comercial (especialmente neste último), repleto de movimento e curiosas personagens que lá trabalham, como se de uma realidade distinta se tratasse.
Menos interessantes continuam a ser as relações amorosas da série; se, por um lado, parece existir um esforço em mostrar que isso também faz parte, a verdade é que é quase impossível acreditar que a relação entre Crews e a ex-mulher vá parar a algum lado, bem como o recente flirt Tidwell(Donal Logue)/Reese que só tem servido para colocar Sarah Shahi a rolar os olhos de 5 em 5 minutos… neste episódio, assistimos ao desastroso primeiro encontro destes dois colegas de profissão, naquele que foi um raro momento de vida pessoal (o outro foi uma curta conversa entre Crews e um membro do FBI que o desencoraja a continuar a sua investigação).
Já o tema principal foi muito bem conseguido; complexo, mostra diversos conflitos e gere-os como sempre com grande inteligência; o final, pouco esperado e com uma decisão controversa por parte de Crews, apenas serve para demonstrar o grande tacto humano que esta personagem possui. Curiosamente, a escolha para representar o adolescente foi Kyle Gallner (The Shield, Veronica Mars), alguém que não é estranho ao papel homicida que desempenhou.
Não sendo um episódio perfeitamente representativo daquilo que para mim “Life” é, não deixa de ser uma fantástica dose de humor, intriga e entretenimento que recomendo vivamente!

[starrater]






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Que episódio! As cenas no centro comercial foram geniais!
Muito bom. Life é Life e Life é bom.