[SPOILERS] Se há assunto que me fascina são viagens no tempo. Fico siderado com as infinitas possibilidades que podemos fazer num guião acerca de viagens do tempo. In The Beginning é um episódio diferente em Supernatural. Eu gostei bastante deste episódio, pois fiquei a saber muito mais de uma das minhas personagens favoritas, mas é diferente porque joga num campo que à excepção de “Back to The Future” ou de “Donnie Darko“, raramente resulta…
Embora Sam (Jared Padalecki) apareça brevemente neste episódio a escapulir-se do quarto indo ter com Ruby (Genevieve Cortese) para brincar aos “caça… fantasmas”, o episódio é totalmente de Dean. (Jensen Ackles) Castiel (Misha Collins), envia-o ao passado sem que este saiba a razão. Dean acaba por conhecer o seu pai, John (Matt Cohen), convence-o a comprar o Chevrolet Impala (quando for grande também quero um destes) ao invés de uma Volkswagen Combi (já tive… é porreira, mas o outro é melhor) e conhece a sua… mãe! Para sua surpresa a mãe, Mary (Amy Gumenick, uma hottie) e toda a sua família são caçadores, como ele e Sam são. John Winchester, pai e tutor de ambos, não era mais que um… tipo afável e simples, totalmente o contrário de um caçador.
É após ser apresentado à família materna, que Dean fica a saber que um velho conhecido seu, estava por perto: o demónio dos olhos amarelos, Azazel (neste episódio apresenta-se como Christopher B. MacCabe). A sua visita ao passado passa a fazer sentido. Se Dean conseguir matar Azazel (e vai atrás da colt para esse fim) nesta linha temporal, a sua mãe nunca irá morrer; o seu pai, ele e Sam, nunca serão caçadores e todas as pessoas que eles salvaram ao longo da sua vida, estarão mortas como Castiel chega a apontar-lhe. Dean sabe o peso que a sua decisão acarreta, mas são os pais dele e o irmão dele, ele tem que fazer essa escolha dificil…
Esta visita ao passado serve para reabrir o dossier Azazel. Aparentemente toda a saga ocorrida durante a primeira e segunda temporadas onde o objectivo de Azazel era ter um líder para o seu exercito das trevas, não é bem verdade… a verdade está… no segredo dos Deuses, não vai ser aqui que a sabemos, mas foi com objectivo de conhecer essa verdade que Dean é enviado ao passado. É por culpa dele que a sua mãe fica no radar de Azazel. É por culpa de Dean, que o seu avô (Samuel, o grande Mitch Pileggi) e a avó (Deanna/ Allison Hossack) morrem. E também é por sua culpa que o seu pai morre às mãos do demónio, quando este lhe parte o pescoço.
Para ficar com o amor da sua vida, Mary faz um acordo com o demónio, que agora habitava o seu pai Samuel, para devolver a vida a John. É com a confirmação desse acordo que Dean é trazido de volta ao “presente”. A intenção do anjo, nunca foi que Dean modificasse o passado, mas sim aprender mais sobre o real objectivo de Azazel. A verdade é que a linha temporal e o efeito “Dean” no passado, altera por completo os acontecimentos deste. Se Dean não tem ido ao passado, a sua mãe não ficaria na retina de Azazel, este nunca mataria a sua família, nem John e o pacto entre os dois nunca aconteceria. Portanto… tendo os anjos o poder de dobrar o tempo e estando às ordens do “ser omnisciente”, porque raios é que o enviam ao passado? Mas e isso é importante no panorama geral da história? Não… pelo menos eu acho que não. O que interessa é que tínhamos de arranjar maneira de ressuscitar Azazel, sem o “ressuscitar”.
O episódio acaba com Castiel a avisar Dean, para fazer com o irmão pare de usar os seus poderes em termos muito simples e finais: Pára-o ou nós paramo-lo. Como já disse, Abel e Caim? “Anyone”?

[starrater]




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Acredito que quiseram jogar um pouco com a componente destino. Por mais que Dean tentasse alterar o passado, o resultado final seria sempre o mesmo. É o tal Deus escreve direito por linhas tortas. A morte da mãe e do pai, o tornarem-se caçadores estava destinado a acontecer.
Não creio que Deus saiba tudo… com veremos mais à frente! Mas lá está não é por isso que estraga o episódio ou a série lol!
deixa-me dizer que adorei esta review. está divinal. e este episódio foi o resolver de muitas questões que já vinham para ser abordadas desde a temporada 2. adorei o episódio (apesar de se ter notado a diferença na falta de uma personagem, o que prova que supernatural depende do sam e dean e não só de uma personagem), e ao longo do episódio fui chegando a conclusões que se manifestaram serem verdadeiras. agora sem dúvida que a mary ter sido uma caçadora no passado foi a grande surpresa e isso nunca me tinha passado pela cabeça. smp pensei que ela pudesse ter sido uma das crianças especiais tal como o sam mas adorei muito mais o facto de ela ter sido caçadora.
parabéns pela review ricardo.
Obrigado Rute!
Finalmente, cheguei aqui (neste momento, só me faltam mesmo os 3 últimos episódios que há) e, realmente, este início de temporada, os três primeiros episódios, foram dos melhores que a série fez até hoje.
Quanto a este episódio em concreto, foi sem dúvida o meu favorito e, ao contrário da Rute, não me fez falta nenhuma ter lá o Sam.
A única coisa que me faz um pouco de “comichão” é a conversa entre o Castiel e o Dean. Ora, se o Sam está a exorcizar demónios sem matar as pessoas que eles possuem, o que até aqui eles raramente conseguiam, porque raio é que Deus iria exigir que ele parasse!? Há aqui qualquer coisa que ainda não bate lá muito certo em relação a este novo “poder” do Sam… o porquê da Ruby o estar a ensinar… o porquê das forças do Bem (supostamente) quererem-no impedir… vamos ver como isto será resolvido no futuro.
E, já agora, quem é que acaba um episódio com o anúncio “To be continued…” e no seguinte apenas dedica dois ou três minutos ao assunto pendente e o resto do episódio continua sem ter nada a ver com o anterior?? :furious:
se calhar o episódio não ficou por ali e vamos ter mais kk coisa. poderá ser isso que o criador da série ker fazer.
e eu acho que a ruby não tem boas intenções. e se calhar aqueles poderes do sam não são assim tão “angelicais” quanto isso. não podemos esquecer que ele tem sangue de demónio e que é imune a kk arma demoníaca.
mas como já disse quando falo com os fans da série esta temporada é a única que cada episódio surge mais uma duvida. é por isso que estou a gostar tanto dela.
Ahhh! Eu exploro isso da Ruby, mais à frente!!! obrigado Rute e Zb.
Uma boa crítica, Ricardo Fernandes. E concordo com a tua pontuação. Eu gostei bastante deste episódio, nunca pensei que a Mary fosse caçadora e o John afinal era… normal. Agora já sei porque Mary pede desculpa a Sam em “Home”(primeira temporada) e reconhece o Demónio no flashback de “All Hell Breaks Loose, pt 1″(segunda temporada).
Mas esta família gosta mesmo de se sacrificar uns pelos outros, parece já tradição!