[SPOILERS] Depois de dois episódios de menor importância para o arco principal de “Supernatural”, eis que surge o episódio de Halloween: “It’s the Great Pumpkin, Sam Winchester”. Para além de voltar a dar ênfase a Sam (Jared Padalecki) e não tanto a Dean (Jensen Ackles), este episódio volta a ter um caso referente aos 66 selos que Lilith pretende criar.
Os manos Winchester dirigem-se a uma cidade para investigar, como já é habitual, mais um caso de mortes estranhas (se bem que o estranho aqui é o dia a dia e o normal dos irmãos), mas assim que chegam descobrem que por trás das mortes misteriosas está uma bruxa (Ashley Benson) muito poderosa e muito antiga, que pretende reerguer Samhain (Don McManus), o demónio que dá origem ao… Halloween.
Quando chegam ao motel, são recebidos por Castiel (Misha Collins) e um novo personagem… um anjo de nome Uriel (Robert Wisdom, o Lechero de “Prison Break”) que é apresentado como um especialista. A cena é interessante, pois é a primeira vez que Sam vê um anjo. Sam é crente, acredita em Deus e nos anjos, Dean é mais… bom será sempre o descrente. Castiel hesitante, após a ânsia evidente que demonstra Sam em ser aprovado pelos anjos, cumprimenta-o com ambas as mãos e felicita-o por ter deixado de usar os seus poderes. Uriel por seu turno, é rude, antipático com Dean e Sam, no entanto é apresentado como um especialista em fazer desaparecer cidades do mapa… Os irmãos são avisados a sair da cidade o quanto antes, pois o objectivo da bruxa ao ressuscitar Samhain é quebrar um dos 66 selos de Lucífer. E isso não pode acontecer, independentemente da morte de centenas de inocentes nessa cidade.
Tanto Sam e Dean opõem-se aos anjos e vão tentar resolver o caso por si próprios, o que leva a uma conversa particular entre os dois anjos sobre as suas verdadeiras ordens, que sugere não ser a sua missão principal impedir que o selo se quebre, também referem o potencial de Dean e é demonstrada a total falta de compaixão de Uriel pelo ser humano e a revolta de Castiel quanto a isso. A desilusão em Sam é notória, os anjos são seres egoístas e mesquinhos, não são o que tinha imaginado. “É para isto que eu tenho rezado?” – diz Sam. Dean faz a analogia a Babe Ruth sendo um palhaço, mas o basebol não deixa de ser lindo, pelo que Sam não deve deixar de acreditar em Deus e nos céus mesmo que existam dois anjos palhaços.
A história do episódio prossegue com o demónio Samhain a ser ressuscitado, apesar dos esforços dos irmãos. Sam tenta mesmo dominar o demónio recorrendo apenas à faca que mata demónios, mas eventual é dominado pelo demónio tendo de recorrer ao seu poder. O olhar entre os dois irmãos quando isto acaba é dos momentos mais intensos do episódio, embora estejam mais francos um com o outro, há uma tempestade ainda por chegar.
O episódio termina, com dois anjos e dois irmãos a falarem entre si, cada um no seu local. Uriel encontra Sam no seu hotel e numa atitude muito semelhante à de Castiel e Dean no segundo episódio desta temporada, diz-lhe que já o tinham avisado que não podia usar os poderes dele, que só não está morto, porque tem sido útil. Sam (que deverá eventualmente ser mais poderoso que um anjo) diz-lhe que Dean tinha razão, os anjos são mesmo palhaços, ele salvou uma cidade inteira com o seu poder, mas a Uriel isso não interessa e para jogar mais achas na fogueira avisa Sam para perguntar ao irmão o que ele realmente se lembra do Inferno. A conversa entre Dean e Castiel é muito mais pacífica. De alguma forma, Castiel explica a Dean que as verdadeiras ordens dos anjos eram seguir as ordens dele… numa espécie de teste. Castiel nem sequer sabe se Dean passou o teste ou não, ele como anjo é apenas um soldado e cumpre ordens. Afirma no entanto que não inveja Dean, nas decisões que irá tomar aqui para a frente.
Este episódio acaba por reafirmar o que tenho vindo a afirmar. Vai haver uma guerra e de um lado vamos ter um guerreiro da luz e de outro, o das forças do mal. No entanto embora os lados estejam definidos, os protagonistas não, os anjos não são assim tão bonzinhos e os demónios também não são assim tão maus (veja-se Ruby). Há uma incerteza enorme no que vai acontecer em “Supernatural” e mesmo a Dean, há muito ainda por dizer da sua “lua de mel” ao inferno…

[starrater]




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Episódio magnifico, mesmo! E acho que ainda vamos ter mais surpresas brevemente…
amei este episodio. um dos meus preferidos. lindo mesmo.
:loveyou3:
Muito bom. Tenho de dizer que as mortes arrepiaram-me um pouco, principalmente as lãminas. Mas gostei do confronto entre Uriel e Sam. Sam tem razão numa coisa: só poderia ter feito o que fez senão todos estariam mortos.
:loveyou: :loveyou: vcs sao lindos
eu acho que sam tem muita razao