[SPOILERS] O episódio final desta segunda temporada de “Californication” é virado para o futuro. Todas as personagens dão um rumo à sua vida, na esperança que a mudança traga algo de positivo.
Ashby (Callum Keith Rennie) é passado, o livro que Hank (David Duchovny) escreveu sobre ele é presente (e está pronto) e a promoção do livro de Mia (Madeline Zima) será o futuro dela, por enquanto. Assim começa o episódio, tendo por cenário a provocativa campa-escultura de Ashby.
E é virado para o futuro que o episódio continua. Karen (Natascha McElhone) recebe uma proposta de trabalho em Nova Iorque e Charlie (Evan Handler) tem um novo emprego. A sua vida amorosa é que não vai tão bem e se ele pudesse voltar atrás no tempo, certamente que o faria.
Noutras paragens amorosas, de notar que Hank não é o pai do filho de Sonja (Paula Marshall), facto que o deixa radiante. Bem sei que esta não é uma série médica, mas a situação do nascimento da criança foi um tanto ou quanto despachada demais (nem cordão umbilical?). Um pouco mais de realidade não teria feito mal nenhum à cena. Destaque ainda para alguns dos surreais diálogos ocorridos naquela divisão da casa.
E mudando de casa está Karen. O que no início era para ser uma nova vida a três, acaba por ser (por enquanto) uma nova vida solitária. Karen vai para Nova Iorque e Hank fica com Becca (Madeleine Martin), o que será uma nova fase de vida para ele e um regressar ao início da série. Esperemos para ver os desenvolvimentos, embora o final do episódio possa ser já uma pequena introdução.
Destaque final para Becca. De coração dorido por causa do seu amor, em pleno jantar de família, sai-se com esta frase: «I suddenly understand the appeal of cigarettes and alcohol». Mais tarde, as coisas acabam por serem resolvidas e o seu coração sarou, mas este momento ficou gravado na minha memória.

[starrater]




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Por acaso é engraçado que fales em diálogos surreais, porque durante o episódio, ainda antes de ler a tua crítica pensei o mesmo, que esta série tem diálogos completamente surreais. Mas eu não os considero surreais fantásticos. Considero-os surreais porque ninguém fala assim em determinadas ocasiões, como por exemplo a conversa da Marcy para o careca no bar. É verdade que são hilariantes. Mas não deixam de ser completamente absurdos.
Sim. Os melhores diálogos da série (em termos de qualidade) não são os surreais. Mas eu gosto desse contraponto. Gosto de ser surpreendido por um diálogo surreal e absurdo. Como a outra no tanque/banheira a dizer que ia ficar toda “estragada” devido ao nascimento da criança (seguido da conversa do Hank sobre o TOP pussy). Enfim. Faz parte da série.
Parti-me a rir quando apareceu o bebe preto! Acho que os meus vizinhos acharam que eu estava a pirar de vez… A Becca continua a ter as melhores saidas e mesmo os dialogos surreias ja acabam por fazer parte do “pacote” da serie. Agora resta esperar, mas a nova temporada promete!
Grande série esta.
Também me parti a rir com o bebé preto e com toda a cena do nascimento. Sim, foi um pouco surreal, e também estranhei o cordão umbilical, mas por outro lado fico contente por ter adivinhado que o bebé não ia ser do Hank.
Grande memorial ao Lew, e a Mia nem me irritou muito neste episódio.
Mas para mim o melhor continuam a ser os diálogos pai/filha.
Venha mais em 2009.
A Mia irrita-te? Ela dá um sabor muito mais amargo à série. Azia! Por vezes faz falta. Gosto quando ela se arma em sacana e lixa os planos a alguém.
Realmente os diálogos Hank/Becca são demais. E agora que estão sozinhos, pode ser que tenhamos ainda mais cenas dos dois.
A Mia irritou-me esta temporada porque não fazia sentido na história. A que propósito é que o pai da Mia a ia deixar ao cuidado da mulher que o deixou no altar?
LOL. Não faz sentido. E o facto do Hank nunca ter feito nada para tentar provar que o livro era seu também foi um bocado estranho… mas aceitável…