[SPOILERS] “Friends forgive. But I don’t forgive you. And I don’t get to have friends”.
Com um cabo de arame, uma confissão e um seco “adios amigo”, Dexter (Michael C. Hall) fez o que tinha a fazer, mas que pouca gente esperaria com um episódio ainda em falta desta terceira temporada: matar Miguel Prado (Jimmy Smits).
Mas, voltemos atrás, até ao início do episódio.
A última imagem que nos restava do episódio anterior colocava Dexter encapuzado e atirado para o interior da bagageira de um veículo automóvel. Isto, no seguimento da cena entre Miguel Prado e o Skinner, levando-nos a crer que Dexter estaria a ser raptado pelo assassino e que estaria em muitos maus lençóis. E foi isso que Dexter também pensou. Ele consegue libertar-se e espera pacientemente pela sua oportunidade para atacar assim que o seu raptor abra a mala do carro. Quando isso acontece, Dexter ataca-o sem piedade. Mas, em vez do Skinner, quem fica com um olho negro é o Masuka (C.S. Lee), que tinha decidido raptar Dexter para a sua festa de despedida de solteiro. Inesperado. Sem dúvida. Divertido. Bastante.
A festa prossegue e no meio do deboche Miguel pede para dizer algumas palavras. “Friends are always honest with each other. They can see past their differences. When they have a conflict, friends are there to forgive. A true friend… knows when to bury the hatchet because friendship is a sacred bond… built on trust. And, dex, I have learned so much from you about, uh… trust.” Honestidade. Confiança. Palavras fortes que voltam a mostrar as suas verdadeiras cores. Ele acabou de lançar o Skinner atrás de Dexter e agora fala-lhe da amizade entre ambos, de perdão e de novas oportunidades. Mas Dexter não se deixa cair no engodo. Ele sabe que Miguel não é mais de confiança e não tem dúvidas sobre o que tem de ser feito.
Tal como seria de esperar, depois do que vimos no episódio anterior, não demorou muito para que LaGuerta (Lauren Vélez) juntasse os pontos e decidisse agir por conta própria numa tentativa de confirmar as suas suspeitas. Ela atrai Miguel a sua casa e consegue recolher as provas que necessita retiradas do porta-bagagem do carro dele. Mas comete um erro: ao tentar não chamar atenções ao fechar a porta da bagageira, acaba por deixá-la mal fechada e agora Miguel está no seu encalço. Dexter, que segue cuidadosamente os passos de Miguel, apercebe-se que LaGuerta será a próxima vítima caso ele não intervenha a tempo. E tudo parece lhe cair de feição quando é a ele que ela procura para analisar os cabelos que encontrou na bagageira. Dexter tem agora uma “aliada moral”, pois se Miguel desaparecer mais alguém saberá a verdade, e imitando o Skinner poderá matar Miguel sem levantar suspeitas para si.
Caiu tudo no sítio onde deveria exactamente cair. Foi fabuloso ver as peças colocarem-se na perfeição à medida que o episódio se desenrolou. E as histórias paralelas não foram descuradas e, mais importante, algumas tiveram papel importante para o cômputo geral das coisas. A Deb (Jennifer Carpenter) e o Quinn (Desmond Harrington) que não conseguiram capturar o Skinner e abriram a porta a Dexter para que ele possa matar Miguel imitando o assassino. A Deb descobre que o pai não era o homem perfeito que ela sempre o considerou ser, levando-a a investigar com quem ele se pode ter envolvido, o que pode implicar que ela venha a descobrir coisas sobre o passado de Dexter que ele tem feito questão de apenas partilhar com quem sabe que não estará cá para as contar. Até o Masuka voltou aos seus tempos áureos como comic relief.
E agora, o que poderemos esperar de um episódio de sobra na temporada e com o jogo do gato e do rato terminado? Será que Ramón (Jason Manuel Olazabal) vai entrar em cena com o desaparecimento de Miguel? Será que o Skinner é a última ponta solta que resta a Dexter eliminar? E Deb, será que ela vai descobrir algo sobre a verdadeira identidade de Dexter a ponto de colocar em causa a ligação entre ambos?

[starrater]




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Não li o artigo, confesso. Mas estou em pulgas. Acabei hoje de ver o 10º episódio, fantástico no confronto moral que se estabelece entre…dois assassinos. Um, Dexter, detentor de princípios que justificam e legitimam, de alguma forma, a carnificina que enceta nas ruas de Miami. O outro, uma espécie de aprendiz inicial, totalmente amoral, dando luta ao seu mentor.
E aquele final, com Dexter a cair nas mãos do “Esfolador”, é um twist genial, colocando o herói (ou será anti-herói?) indefeso nas mãos de um torturador sádico.
Um embate de titãs, que aguardo ansiosamente por ver.
Este episódio foi excelente mesmo. Teve tudo de bom o que Dexter tem. Grande grande Michael C. Hall. Agora quero saber como pode ele imitar o Skinner. É que Miguel já está morto e não se viu feridas nenhumas nele.
Lindo, que episódio! E o inicio do “rapto” estava genial !
Fui bem levado:)
Acabei de o ver agora e, sinceramente, depois de muito matutar durante a semana como é que o Dexter se safaria do rapto do Esfolador, saí-me…uma despedida de solteiro.LOL.
Um episódio em crescendo, numa série que prima pela manutenção da qualidade. Magnífico o jogo do gato e do rato, sempre com aquele suspense que nos faz ficar com um nó no estômago, deixando em aberto um “season finale” em glória.
O que acontecerá? Sinceramente, estou sem pistas. Que pontas soltas faltam unir? Skinner? Isso bastará para agarrar a audiência, ou haverá uma surpresa de última hora?
Pois, pois… Será que a Deb vai descobrir alguma coisa que não deveria? Será que acontecerá alguma coisa para que o casamento não aconteça? Já li opiniões de que, por causa daquela promo à terceira temporada, com o sangue a aparecer nos sítios mais estranhos, que achavam que alguém iria morrer…
Adíos amigo…
Episodio brutal!muito fixe mesmo….
n sei, mas ja pensaram naquele fim a preto e branco??
n será mais um sonho do dexter…daqueles que ele depois acorda quietinho e foi tudo na cabeça dele…vamos la ver!
já agora?season finale? o dexter só tem 12 episodios tb neste 3ª serie?
e já se sabe se vai haver 4ª?
Sim, só tem 12 episódios, mas já tem mais duas temporadas garantidas: http://tvdependente.net/2008/10/dexter-renovada-por-mais-duas-temporadas/
Bem, com esta história do rapto enganaram-nos à força toda. LOL. Acho que ninguém pensou noutra coisa que não fosse o Dexter estar a ser levado pelo Skinner. Belo trabalho este, conseguirem-nos surpreender ainda passadas três temporadas.
Mais uma vez, deixem-me salientar a interpretação do Jimmy Smitts, que dá vida a um excelente Miguel. As caras que faz, a forma como conseguiu dar um segundo (e terceiro) significado ao discurso na despedida de solteiro, os seus momentos finais… grande interpretação.
A LaGuerta, quando quer, não é nada burra. Mas se não fosse a ajuda do Dexter, já teria tido o mesmo destino da advogada.
Uma coisa que estranhei – como raio é que o Anton, a quem o Skinner retirou algumas faixas de pele nas costas, consegue estar encostado confortavelmente a uma cadeira pouco tempo depois de ter sido atacado. Não se passaram muitos dias desde que foi salvo, pelo menos foi o que deu a entender. Ou é algum superhomem, ou esqueceram-se completamente deste facto. E eu sei que não é de extrema importância, mas ficou-me aqui na ponta da língua.
A Deb é uma grande detective, de certeza que vai descobrir algo mais sobre o passado do pai e do Dexter. A ver vamos é o que vai fazer com essa informação. Ah, e regressaram em grande as suas citações.
Fiquei pasmadíssimo com a história do rapto! Adorei as técnicas que usaram. Quando Dexter estava na mala do carro, o Harry aparecia em tons vermelhos e quando o Dexter matou o Miguel a imagem mudou lentamente para preto e branco. Muito bom.
Adorei. Excelente episódio e a parte inicial do “rapto” foi hilariante.
E concordo, o Jimmy Smiths é espectacular como Miguel.