[SPOILERS] Aparentemente, Nova Iorque foi atacada. Mas não se assustem os incautos. Não foi o monstro de “Cloverfield”, nem os habituais marcianos. Não. Nada disso. Foi mesmo pelo Cupido.
Uma das suas setas acertou, em cheio, em Tripp Darling (Donald Sutherland), enfeitiçado pela jovem que a sua esposa tinha atropelado no episódio anterior. Para encher de ternura os corações mais melosos, o casamento (neste ponto deveriam entrar os violinos e a sua música celestial) de Simon (Blair Underwood) e Karen (Natalie Zea) está prestes a realizar-se.
Como se vê, o início auspicioso do episódio tem as letras da palavra A-M-O-R escritas de forma garrafal.
Mas (agora os violinos desafinam) em tudo que envolva relações humanas, o amor vem sempre acompanhado por uma panóplia de outros sentimentos: ciúme, raiva, desconfiança, inveja. Senão vejamos:
- Ciúme. Tripp está encantado com a jovem loira, sorridente e tremendamente sensual. E sente o aguilhão da rivalidade a atormentá-lo quando vê Wrenn (Sarah Carter) a beijar Nick (Peter Krause).
- Ciúme e raiva. Lisa George (Zoe McLellan), mesmo depois de uma noite de luxúria com Jeremy Darling (Seth Gabel), sente a cólera invadi-la ao ver Nick, no café, com Wrenn.
- Desconfiança. Letitia (Jill Clayburgh) acha que Wrenn é uma caça-fortunas, alguém que tem como único objectivo a ânsia de caçar os dólares da família Darling. A esse estado de espírito não será alheio o notório fascínio que o seu marido devota à jovem.
É também por amor que o poderoso Tripp Darling se humilha, frente ao seu arqui-inimigo, para que este desista do casamento com a sua filha. O cheque em branco, em cima da mesa, como se negociasse um produto, não foi aceite. Mas Simon, desde sempre, mostrou o que pretende. A empresa de Tripp. Karen por ela. Um preço bem alto, pago quase sem pestanejar pelo patriarca da família. Karen é abandonada praticamente no altar.
Lá está. O A-M-O-R acaba quase sempre por prevalecer. Com a festa pronta, existiu um casamento. E de um Darling. Brian (Glenn Fitzgerald), o ex-pregador de fé, visceral, genuíno, num arrebatamento ditado pela paixão, declara o seu afecto pela mãe do pequeno Brian Jr (Will Shadley). Uma pausa de felicidade, quando o espectro do cancro ameaça estilhaçar os momentos felizes do casal.
Mesmo em Nova Iorque existe uma moral da história, com os bons a serem recompensados e os maus a caminharem para o Inferno. Simon teve o que queria. Mas deve-se ter em atenção aquilo que desejamos. Quando a notícia se espalha, da aquisição do novo Império, as acções sofrem uma brutal queda, com quebras de contratos massivos.
Tripp, velha raposa, recupera a filha em troca de uma holding… praticamente falida. E tem um novo e surpreendente passo. Uma aliança, selada pela sociedade, com Simon. Confuso? Bem, só se for para Nick. Fica sem esposa, rejeita Wrenn e passa a ter dois chefes, antes de ser esbofeteado por Karen. “Dirty Sexy Money” cada vez mais parecida com uma novela venezuelana. Só faltam as dobragens…

[starrater]




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este episodio tecnicamente nao é o 2.07 mas sim o 2.08,o 2.07 era um episodio do dia de acçao de graças que nao deu nos estados unidos mas que curiosamente deu na ultima segunda feira no mov.
Desde o momento em que a ABC cancelou a série que pouco se importa com a mesma. Não deu esse episódio porque tinha emissão especial e, provavelmente, nem sequer dará os últimos.
Já o MOV, quando comprou a segunda temporada, comprou todos os episódios produzidos. Não se rege pela estupidez da ABC. Por isso não é de admirar que tenham dado o episódio e que, quem goste da série, até deva de ter de ver o seu final pelo canal PT. Ou esperar pelo DVD…
- Ciúme. Tripp está encantado com a jovem loira, sorridente e tremendamente sensual Esta Sarah Carter é realmente algo de extraordinário. Eu estou a pensar em começar a ver o Shark só por causa dela. Espalha charme e encanto por onde passa.
- Ciúme e raiva. Lisa George (Zoe McLellan), mesmo depois de uma noite de luxúria com Jeremy Darling (Seth Gabel), sente a cólera invadi-la ao ver Nick, no café, com Wrenn. A Zoe também. A primeira vez que a vi, foi num episódio de Sliders onde ela fazia o papel do actor principal num mundo alternativo (confuso?)
Realmente concordo contigo. A série tornou-se banal, sem nada que apegue, nem sequer falam no arco principal… É que eu nem sequer nunca mais me lembrei do Dutch!
Ricardo,
Bom gosto não te falta :verycool:
Também confesso que fiquei encantado pela Wrenn. E pela Lisa (Zoe McLellan) nem se fala. Caramba, a mulher é belíssima, juntando ainda uma dose extra de sensualidade que a torna arrasadora. E é por isso que DSM se torna, ainda, suportável :loveyou: