[SPOILERS] “Dirty Sexy Money” transformou-se num gigantesco tabuleiro de xadrez. De um dos lados, qual Maquivel, encontra-se Tripp Darling (Donald Sutherland), movendo peças e influências sobre quase todos os que gravitam na sua órbita. No outro, o agora recém-sócio, mas inimigo figadal declarado, Simon (Blair Underwood).
Tripp, de uma assentada, consegue:
- que Nick (Peter Krause), o seu homem de mão, vá até a uma das suas indústrias, coagir/silenciar o irmão da esposa falecida de Patrick (William Baldwin), Chase Alexander (Scott Holroyd).
- movimenta, a seu bel-prazer, o boneco articulado que é o novo senador americano, seu filho,
Patrick, conseguindo que ele tome posse num lugar mítico [o mesmo em que George Washington foi empossado], contrariando os conselhos de Nola (Lucy Liu).
Simon, por sua vez, continua a perseguir uma quimera. A criação de uma fonte alternativa, não tóxica, ao vulgar combustível. Para isso, colocou uma aliada de peso na administração do senado, Nola Lyons.
Esta continua a sofrer o assédio de Jeremy (Seth Gabel), com os contínuos avanços amorosos a esbarrarem na aparente frieza dela. Mas Jeremy, incentivado pela mãe, vai à luta. Consegue descobrir que Nola se encontra, furtivamente, com Simon. E, quando a confronta com esta informação, fica a saber da chantagem que Simon exerce sobre a sua amada.
Mas a série não vive apenas dos joguinhos de intrigas políticas. Também vivência dramas humanos. É apenas com Andrea (Sheryl Lee) numa cama de hospital, definhando na luta contra a doença, que Brian (Glenn Fitzgerald) se solta, finalmente, dos seus espartilhos sentimentais. É verdadeiro, na adopção de uma máscara de dor e sofrimento, por amor. Por ela e pela cria, Brian Jr. (Will Shadley) E mostra o sentimento de revolta que o tolhe, a ver a luta desfavorável travada por Andrea, num monólogo intenso, truculento, fervoroso, com Deus, desnudando a alma, na cena mais intensa do episódio. Aparentemente, com sucesso, pois Andrea começa misteriosamente a melhorar. Ciência ou religião?
Nick encontra óbvias dificuldades na compra de novo silêncio a Chase Alexander. Abandonado pela esposa, tornou-se um ser diferente. Incontrolável. E que não pode ser comprado com o bem mais poderoso que os Darlings possuem: dinheiro. Quer justiça. E procura uma aliada de peso. Carmelita (Candis Cayne), por quem bate o coração de Patrick. O amor, no entanto, tem laços profundos. E Carmelita, ao avisar Patrick sobre o estado paranóico de Chase, reentra na vida do senador. Novamente. Mas Chase, ainda não conhecedor da totalidade do poder dos Darlings, vê-se alvo de uma cilada, sendo internado numa instituição psiquiátrica. Um homem desesperado tende, quase sempre, a agir de acordo com a falta de racionalidade. E Chase foge, obcecado com a ideia de vingança.
E é também com uma sensação de dejá vù que se assiste a nova e vigorosa declaração de Patrick: cantar ao Mundo o seu amor incondicional por Carmelita. Onde é que já vimos isto?
Não sabemos se o novel senador será bem sucedido, nesta sua segunda intenção de proclamação da paixão que sente. Chase, vestido de guarda, irrompe na cerimónia de tomada de posse. O episódio finaliza com o necessário suspense. Ouvem-se disparos. Um. Dois. Três. Quem foi o alvo?

[starrater]




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