[SPOILERS] Em Dillon chegou a hora. Tão ansiada ao longo do ano. Playoffs. Palavras mágicas para os fãs dos Dillon Phanters. A diversão vai começar. Agora, é a sério…
Para aumentar exponencialmente a tensão de Eric (Kyle Chandler), o jogo da semana contra os grandes rivais de Arnett Mead irá ser transmitido a nível nacional, numa notícia que coloca em polvorosa o liceu local.
Deixando de lado, momentaneamente, o jogo que centraliza as atenções do episódio, vamos aos pequenos dramas em que é fértil a vida em Dillon:
- Mindy Collette (Stacey Oristano) desiste do casamento com o irmão mais velho de Tim (Taylor Kitsch), Billy (Derek Phillips). E, como é apanágio na família Riggins, os desgostos amorosos são curados… com álcool. Em quantidades industriais. Mas no final, lá vem a reconciliação, juntando os pombinhos novamente debaixo do mesmo tecto.
- Tyra (Adrianne Palicki), a outra Collette, continua a saga da fuga, acompanhando o seu namorado, o cowboy de rodeos Cash (Zach Roerig), no circuito nacional. Para trás, a possibilidade de entrada numa Universidade e as obrigações inerentes ao cargo de Presidente do Conselho Estudantil. Tudo em nome do amor. Mas o tempo de “amor e uma cabana” já passou. Cash é um gastador inveterado. Do que tem e do que não tem. E esse segundo ponto atrai os agiotas a quem ele pede/deve dinheiro, criando o primeiro atrito com Tyra. A verdadeira personalidade de Cash começa a vir ao de cima, sob pressão. Violento, irascível. O refúgio de Tyra, como sempre, é com Landry (Jesse Plemons). Um telefonema. Uma voz conhecida. O apaziguamento do espírito. Apetece gritar para o estereótipo de loira: “Caramba, miúda, ainda não viste com quem é que és feliz?”
- A personalidade de Tim Riggins balanceia entre o auto-destrutivo e o conformado. Devido aos seus atributos desportivos, o convite para uma Universidade surge, de forma surpreendente. E, mesmo com o empenho de Lyla (Minka Kelly), aquele medo irracional do desconhecido leva a melhor. Uns copos com o irmão, um arrufo com a namorada e o futuro comprometido. Mas, ei, já não sabíamos todos que isto acabaria assim? Pois, se responderam “sim”, enganaram-se. Tim redime-se. Consegue a bolsa de estudos e, mais importante, o respeito da namorada.
- O fardo que Matt Saracen (Zach Gilford) carrega às costas parece não ter fim, apenas uma interrupção, quando ele coloca o capacete e pisa o relvado. Com o aproximar do final do ano lectivo e a probabilidade de entrar no degrau seguinte do ensino, o problema que existia latente, aparece numa discussão familiar: quem fica a tomar conta de Lorraine (Louanne Stephens), sua avó? A mãe, a quem ela apelida de “o diabo”? Ou o sentido de obrigação fará com que o jovem, mais uma vez, prescinda de algo importante, continuando a zelar pela anciã?
- O momento altruísta do episódio. Eric prepara a festa de aniversário perfeita para Tami (Connie Britton). A sós. Num belo hotel. Com champanhe. E uma potencial noite de jogos eróticos pela frente. Mas um telefonema altera tudo. Tyra pressente o erro que cometeu. E quer fugir, para bem longe de um namorado com temperamento truculento.
De volta ao jogo. E que jogo. Se o futebol americano tem o sentido do espectáculo, quase como se fosse um bailado coreografado, o futebol americano ficcionado brilha ainda mais. Com o necessário suspense, claro. Primeira parte miserável dos homens da casa, mostrando que o mediatismo da TV trouxe efeitos perniciosos. E depois, o momento habitual de redenção. Saracen, causticado episódios atrás, quando falha no lance crucial, é agora elevado à categoria de herói, naquele panteão só destinado aos que se sacrificam em prol do grupo.

[starrater]




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Realmente, toda a história da Tyra foi uma espécie de abre olhos. Mas apesar de estereotipada, no meu ver esta storyline ganha pontos por estar algo perto da realidade. Com o aproximar do fim da temporada, e como se sabe da saída dela da série, certamente, os dois (ela e o Landry) terão alguma espécie de final feliz.
E a Lyla e a Mindy? Ganda dupla!
Quanto à temporada em geral, tem sido bastante consistente em termos qualitativos, apresentando-nos sempre episódios ao estilo daquilo que me fez ficar a gostar da série durante a primeira temporada, ou seja, este conjunto de personagens têm aspectos das suas vidas com que nos facilmente identificamos. E, apesar de praticamente todos os episódios passarem a correr e de no final me deixarem sempre a querer mais, só acho que ainda não houve um que me arrebatasse por completo.
ZB, há novidades sobre o futuro de FNL? também já li que a Aimee Teegarden foi contratada para 90210, são sinais preocupantes…
Ela foi contratada como convidada, para fazer alguns episódios, não quer dizer que tenha abandona FNL. Eu acho que só se poderá ter uma ideia do futuro da série quando ela passar na NBC. Mas, também digo-vos uma coisa: com a razia que andam a prometer para o final da temporada, também não sei se não será melhor terminar a mesma.
ZB, por acaso o prémio para a dupla mais improvável da série vai mesmo para a Lyla e a Mindy. O que o amor pelos irmãos Riggins não faz, logo a elas que tinham andado às turras em episódios anteriores.
Sinceramente, gostava que o Landry ficasse com a Tyra. O que querem? Sou um sentimentalão, pois sou:)
Infelizmente, e apesar de não me apoiar em factos concretos, acho que não haverá 4ª temporada. Chamem-lhe premonição, mas que vou sentir falta do liceu de Dillon e dos personagens que por ele passam.
Cada vez gosto mais da série. Todos os episódios são excelentes e deixam-me a querer mais.
A cena entre a Tyra e o Cash via-se a quilómetros, mas foi tão bem feita que não tive outro remédio senão gostar.
Espero que o Matt vá para a faculdade. Depois de tudo o que ele passou, o rapaz merece.