Heroes: 3×12 – Our Father (NBC)

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[SPOILERS] Here we go again… Ou seja, como quem diz, lá vamos nós outra vez. E vamos para onde? Para nova viagem no tempo e para mais uma morte.

Questão existencial do dia: será a morte de Arthur Petrelli (Robert Forster) novo bluff? Humm… Como falta um episódio para terminar este volume, acredito que não estejamos perante mais uma possível reviravolta resultante da morte do personagem e sim de uma grande vitória para a equipa Peter/Ângela/Haitiano/Claire/Bennet/Matt/Daphne/Hiro/Ando. Se terei razão ou não, certamente saberemos na próxima semana. Se estiver enganado, é-me indiferente. As reviravoltas desta série, sobretudo aquelas que envolvem mortes de personagens, tornaram-se demasiado caricatas para serem levadas a sério.

Agora, falemos do Hiro (Masi Oka). Devo dizer que há muito que não gostava de uma storyline do Hiro como gostei desta. Nunca pensei que ele revelasse à mãe quem ele era na realidade e as cenas entre os dois foram bastante emotivas (o que às vezes falta um bocadinho a esta série e não faz mal nenhum tê-las), sobretudo quando ele lhe pede para que ela o cure. Só foi pena que, quando o Arthur aparece – mais uma prova de como dá bastante jeito saber o futuro, mesmo quando ele se desenrola no passado (argh… viagens no tempo provocam-me azia), mas, mesmo assim, é preciso ter muita pontaria para aparecer na linha temporal certa e há hora exacta – e o manda para fora da varanda que estivesse ali um varão onde ele se pudesse agarrar.

Agora, falemos da Claire (Hayden Panettiere). Não percebi muito bem as razões que levaram a Claire a querer proteger-se de receber o catalisador. Além de querer salvar a sua própria pele, claro. A reunião com os pais não foi das piores coisas que se têm visto ultimamente e, apesar da história ter um certo aroma a cliché, a forma como se desenrolou acabou por não cair no ridículo como muitas das storylines desta série às vezes tendem a fazê-lo.

Agora, falemos do Sylar (Zachary Quinto). Eu sempre gostei do Sylar diabólico. Ainda não percebi porque razão andaram às voltas com o personagem esta temporada, tornando-o bom e pondo-o em busca de redenção, quando a sua melhor faceta é, e sempre será, a de vilão. E não um vilão como alguns dos que por aqui têm aparecido, mas sim no verdadeiro sentido da palavra, daqueles que vêem três pessoas, olham para elas e dizem “cake” duma forma tão fria e maquiavélica que se torna impossível não nos arrepiarmos apenas com a concepção daquele que será o destino delas.

Agora, falemos do Nathan (Adrian Pasdar). Na crítica ao episódio anterior, não cheguei a mencionar a mudança de Nathan, aquela troca de posições, troca de equipas. A sua estadia no Haiti fê-lo acreditar, mais do que nunca, que o mundo é um lugar podre e cruel para os mais fracos e que se estes tiverem habilidades poderão defender-se, tornando-o num sítio melhor. Não é que as suas motivações não me pareçam, de certa forma, correctas mas, acho que todos sabemos, que aquele que hoje pode demonstrar ser inocente e de coração puro, amanhã, quando no poder, torna-se facilmente num ávido pecador. É óbvio que alguns (possivelmente muitos) daqueles que receberem os poderes se irão corromper e que isto vai dar para o torto. O Nathan, como homem inteligente que demonstrou sempre ser, deveria ver isso com alguma facilidade. Além de que, a mudança de lado pareceu algo repentina.

Agora, falemos do Peter (Milo Ventimiglia) e do Haitiano (Jimmy Jean-Louis). É sobre Peter, com o auxílio dos poderes do Haitiano, que recai a difícil tarefa de matar Arthur. Se Arthur tiver mesmo morrido, qual o futuro de Peter? Não me pareceu que ele tivesse recuperado os seus poderes. Irá injectar-se com o soro?

Agora, falemos do Matt (Greg Grunberg), da Daphne (Brea Grant) e do Ando (James Kyson Lee). Foi sem dúvida a storyline mais fraca do episódio e uma relembrança (para quem estava a apreciar o episódio esquecendo os anteriores) de que “Heroes” consegue ter partes mesmo muito fraquinhas.

E assim, ficamos a um episódio do final do terceiro volume. Pelo menos, há uma simples coisa que espero para o “Fugitives”: que seja melhor.

[starrater]

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10 Respostas para “Heroes: 3×12 – Our Father (NBC)” Subscribe

  1. Anita 09/12/2008 às 22:50 #

    Eu gostei genuinamente do episódio!!! Finalmente tivemos o Hiro a um bom nível. se bem que temos que concordar que o pai dele tinha uma certa razão, afinal ele perdeu a fórmula e, agora o catalisador ehehehe:) mas, sim a cena dele com a mãe rendeu o momento mais tocante do episódio!!

    E, o “good old Sylar” está de volta…mesmo estando com vontade de o encher de porrada pelo que ele fez com a elle (asniff) é impossível não gostar dele!!!volta a provar o porque de ser uma das personagens mais emblemáticas da série!! :excitingb:

    Foi um episódio muito bom, que deixa muitas questões em aberto para o final deste voume.

    ah e, espero que o sylar também faça uma visitinha à mamã petrelli :)

  2. Ricardo 09/12/2008 às 22:53 #

    O episódio foi uma seca. E o caricato foi que a melhor parte foi a do passado. Irónico.

    Mas o Arthur que era o baddie desta temporada e parecia o senhor todo poderoso morre de repente numa cena mesmo fraca? E a guerra? E os bons vs maus? Heroes promete muito, mas raramente cumpre. Desilusão. Se querem copiar os X-Men, ao menos podiam copiar direito!

  3. carolinafs 09/12/2008 às 23:33 #

    O episódio não me motivou muito, nem com as cenas do passado… De qualquer maneira teve os seus momentos e ainda me estou a rir com o Sylar a dizer “cake!”.

  4. Unreal 09/12/2008 às 23:37 #

    ZB, quase que concretizavam o teu desejo de matar o Hiro!

    Ehehe

  5. Ricardo Fernandes 10/12/2008 às 13:22 #

    O giro é que tu não dás más pontuações, mas a maneira como começaste o texto… jesus!

    Eu gostei mt do episódio. Só tive pena de ser o Sylar a matar o Arthur e não o Peter. Mas achei o episódio extremamente interessante. Agora que futuro para Peter?

    • ZB 10/12/2008 às 14:14 #

      O início foi só para meter medo. :evil:

  6. John Anacall 10/12/2008 às 15:31 #

    gostei muito do episodio!!! e o so espero que o Pete nao recupere os poderes porque agora é que ele esta a mostrar ser um heroi!!! tambem gostei das cenas entre a Claire e o Hiro achei engraçado realmente!
    E claro ja me tinha esquecido do significado de Sylar :D

  7. musicslave 11/12/2008 às 11:59 #

    já não gostava assim de um epis. de heroes à algum tempo..

    foi muito bom.. gostei de quase tudo..

    gostei de tudo o que envolveu a Claire e o Hiro, então a parte do Hiro foi muito bom..
    gostei do facto de ele ter ficado com o catalisador e não a Claire

    finalmente tivemos a decisão sobre o Sylar, é vilão e é nesse papel que ele está bem, a cena do escritório foi muito boa. :yeahhh1:

    tal como o ZB tambem não gostei muito do trio atras dos desenhos..

    e quanto ao Nathan, o poder subiu-lhe à cabeça e não pensar em condições

    quanto ao Arthur, acho que ele morreu mesmo, já que ficou com a bala alojada e assim não regenera

    com tudo isto as minhas expectativas para o proximo epis. subiram bastante.. espero que mantenham o ritmo

  8. VeXaL 11/12/2008 às 23:25 #

    Para ser sincero gostei ate gostei bastante do episodio e, como o ZB disse na critica, já faltavam algumas cenas mais emotivas como a do Hiro com a mãe.

    Apesar disso houve ali sequências que começam a atingir um certo nível de saturação na série. Continuo sem perceber porque sempre que querem dar um novo rumo ou desenvolvimento à historia têm de fazer viagens no tempo e andar para trás e para a frente. Será que que não conseguem encontrar criatividade suficiente para criar uma historia com linha temporal continua? E…quem teve a brilhante ideia de matar a personagem da Kristen Bell??! :furious: (vi os dois últimos episódios de seguida lol)

    Enfim…apesar daqueles dois pequenos (ou grandes) pormenores, acabei por gostar do episodio e espero que se o final do capitulo não for (ainda) melhor então pelo menos que esteja ao nível deste.

  9. syrin 17/05/2009 às 14:00 #

    “Entropic Cascade Failure”. Se pegássemos neste conceito de Stargate SG-1 acabava-se com os problemas das viagens no tempo. ;)

    Já não via o Super Soldier Program desde os tempos do Captain America. Boa referência Ah, e sem esquecer o Hulk Smash. :D

    Gostei imenso das cenas do Hiro com a mãe, realmente há muito que ele não tinha uma história decente. Pena é que na sequência puseram o Arthur a aparecer e a roubar o poder ao Hiro. O gajo é mesmo trengo, já perdeu a fórmula e agora o catalisador. Cada vez mais acho que o pai dele tinha razão, o catalisador estava melhor com a Claire.

    E falando no Arthur, uma morte muito muito fraquinha. Concordo cada vez mais que, se querem comparar isto a X-Men, têm muito que andar. Cada vez que há possibilidade de uma luta, fogem dela a sete pés. Até parece que não têm orçamento para gastar em efeitos especiais. Sigh.

    Será que é desta que decidem que o Sylar é vilão? Já estou farta destas trocas todas… nhac

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