[SPOILERS] Estamos precisamente a meio da última temporada de “Pushing Daisies”. É difícil separar o seu fim anunciado de tudo o resto e cada episódio vem com a responsabilidade acrescida de nos dar tudo o que falta, sem sabermos muito bem o que isso é. O que sabemos é que depois da magia, vem o espectáculo de roubar aos ricos para dar aos pobres.
Um milionário aparece morto na sua mansão. Suspeitos? Os suficientes para nos fazer pensar e interrogar os possíveis motivos, desde a sua jovem esposa, até ao dono de uma organização de caridade intitulada de Bellmen. Como de costume nestas coisas nada é o que parece e rapidamente se descobre a verdade. O culpado cai assim da sua corda e o seu sino toca uma última vez.
Para esta história vou voltar a repetir os dois defeitos, as duas falhas que já se fazem sentir desde o quinto episódio: o universo escolhido foi pobre, com pouco da fantasia e pouco do pouco provável que nós tanto gostamos e a resolução do caso foi mais uma vez previsível, sem uma explicação surpreendente que nos deixasse de boca aberta. Sinto as paredes demasiado fechadas para uma série onde não existem reais limites.
Por outro lado, este sétimo passo foi detentor de momentos absolutamente fabulosos onde destaco a cena com o urso polar, o disfarce de Olive Snook (Kristin Chenoweth) e a personagem oca e completamente idiota da viúva. São estes pedaços do inacreditável que nos fazem rir de saudade, e como se não bastasse, para além de fantasiosa continua a ser uma série que nos toca nos lugares mais humanos, como o diálogo em que Chuck (Anna Friel) explica como os cheiros trazem de forma tão activa as velhas memórias. Não poderia estar mais de acordo.
Disputando mano a mano o tempo de antena com o crime da semana, esteve Dwight Dixon (Stephen Root), actual namorado da tia Vivian (Ellen Greene) e constante dor de cabeça para Ned (Lee Pace), que vê nele o possível fim do seu segredo. Continuamos sem perceber muito bem quais são as suas verdadeiras intenções e porque necessita daqueles dois relógios. É um passado que continua encoberto durante todo o episódio, que serviu apenas para esta velha raposa se chegar mais perto da verdade de Chuck, que confrontada com a situação pede ao seu amado o derradeiro favor: ressuscitar o seu pai! Só ele poderá responder às questões do passado e resolver este pesado mistério. Ao início reticente, o mestre das tartes lá aceita desenterrar o senhor, e depois de trocarem juras de amor o casal abre o caixão, terminando assim no maior cliffhanger da temporada!
As expectativas são agora altíssimas e depois de um episódio de preparação esperemos que com o número oito venha a verdadeira revolução!

















December 1st, 2008 at 20:08
Cada vez gosto mais da Olive, não parava de rir com a cena do disfarce!
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December 7th, 2008 at 20:36
Podiam ter dado mais 5min, matam uma pessoa de ansiedade…
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December 14th, 2008 at 2:25
As tias são sempre demais.
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