[SPOILERS] Já dizia o nosso amigo Dexter (Michael C. Hall): existem portas que devem continuar fechadas. E perguntam vocês porque raio estou eu a falar de um senhor que tira vidas se aqui se passa exactamente o oposto? Primeiro porque me lembrei, segundo porque são as duas melhores séries da televisão actual e em terceiro porque esta frase retrata a sucessão de acontecimentos que tiveram lugar neste oitavo episódio.
Na semana passada tivemos direito ao final mais aberto de toda a temporada e assim que se abriu o caixão do pai de Chuck (Anna Friel) a nossa ansiedade ficou suspensa, sem respirar, até altura em que os malmequeres voltaram e nos deixaram respirar com força! As dúvidas eram tantas que conseguíamos caminhar apenas com a certeza de que Ned (Lee Pace) abriu a dita porta e que a partir daqui tudo será diferente.
Por muitos cenários que eu tivesse sonhado, o que realmente aconteceu apanhou-me completamente de surpresa! Ned toca no falecido e tem direito a uns 30 segundos pouco esclarecedores sobre Dwight Dixon (Stephen Root). Sobram 30 para Chuck e aqui a câmara afasta-se. Estranhei como é óbvio, talvez fosse um segredo, talvez uma confissão a apresentar no fim do episódio. Mas não, Chuck calça uma luva ao pai, engana Ned e esconde o seu progenitor com 20 anos de morte em cima na sua antiga casa! Repete lá isso? Sim isso mesmo, a bela apaixonada do protagonista não consegue despedir-se pela segunda vez e levada pelo coração comete o crime que em tempos a salvou. Fantástica a forma como os momentos vão sendo revelados, fantástica a contradição de sentimentos travada por Chuck, fantástico o final, fantástico o apoio dado por Emerson Cod (Chi McBride)!
Sim, porque as regras são simples e dizem que sempre que o minuto é ultrapassado morre alguém para restabelecer o equilíbrio. Esse alguém é Dwight Dixon que se encontrava escondido no cemitério, preparado para alvejar o casal protagonista. A vida tens destas coisas e o pecado de uns é a salvação de outros, ou deles mesmos. Não morreu um inocente e apesar desta morte ser a única escolha lógica apanhou-me novamente desprevenido!
O único senão no meio disto tudo é este perigo constante ter chegado ao fim. Estava a gostar do mistério de Dixon, dos relógios e do passado obscuro. Pode ser que ainda venha uma explicação esclarecedora das reais intenções deste bandido!
O caso em si foi uma variação do molde habitual, pois a equipa de investigação ficou reduzida a duas unidades, Ned e Olive (Kristin Chenoweth), concorrentes num concurso de culinária. Esta doce festa fica bem amarga quando um dos concorrentes aparece morto no seu próprio tacho! Para salvar o nome do Pie Hole esta dupla vê-se obrigada a resolver o mistério, passando por um sem número de peripécias e situações que tornam Olive cada vez mais irresistível à vista. Juntos apanham o criminoso e conquistam a medalha, voltando à cena o amor que ainda habita no coração da jovem. Pensei que já tinham encerrado de vez com este interesse amoroso mas vê-la a cantar Eternal Flame fez-me voltar a atrás, deliciado e perdido no momento. Uma cena mítica e uma constatação certa de que este amor é realmente eterno.
Cheio de ritmo, com surpresas e avanços impressionantes na história este é sem dúvida o melhor episódio da temporada!
Já dizia o nosso amigo Dexter: existem portas que nunca devem ser abertas. “Pushing Daisies” não é uma delas.

[starrater]




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Ainda estou a sorrir a imaginar a Olive a cantar! Cada vez custa é mais saber que o amargo futuro da série se aproxima e momentos tão bons quanto este não vão ser repetidos tão cedo…
Repararam que Chuck vestiu-se de preto e vermelho? É raro. E combina muito bem com as suas acções neste episódio! Gosto muito deste tipo de combinação. Cheira-me que o Ned vai acabar com a Chuck.
Não tinha reparado nesse pormenor. O Ned não vai ficar nada satisfeito mas não sei mesmo o que esperar dali, depois da arrojada surpresa que foi este episódio já não faço previsões!
Miguel, calculo que não tenhas visto “Wonderfalls“?
Se não viste, primeiro que tudo, vê! Infelizmente, são apenas 13 episódios, mas acho que não vais ficar desiludido. E, agora que me lembro, até chegou a passar na SIC Radical…
E falo em “Wonderfalls” porque este episódio teve um crossover com essa série: a Marianne Marie Beetle é uma personagem de “Wonderfalls”.
Quanto ao episódio em si, depois do cliffhanger, fiquei algo desiludido com a conversa entre a Chuck e o pai… Claro que só até me ter apercebido do que ela tinha feito.
ZB já tinha ouvido falar mas ainda não consegui ver!Vou ver se a consigo tirar!No youtube está o piloto e pelo que vi parece-me ser um devaneio irresistível!
Essa do crossover desconhecia de todo!
É uma pena o que fazem a estes poços de criatividade…O que vale é que ainda temos 5 episódios de Pushing para nos consolar e o filme do Dead Like Me…