[SPOILERS] Será de mim? Será que a minha predisposição para ver a série se alterou? Estas e mais algumas perguntas assolaram a minha mente durante a visualização deste episódio. E cheguei à conclusão que ambas terão que ser respondidas negativamente.
Comecemos por uma parte onde exclamei “Então!?Isso tem algum jeito?”. Que a narrativa da série não tem um seguimento cronológico lógico, já todos sabemos e estamos habituados (que remédio!). Mas fará algum sentido continuar uma cena dois episódios depois exactamente no mesmo ponto onde esta tinha sido deixada? Sabendo que o anterior episódio se tinha desenrolado no presente? Ou seja, temos algumas personagens a avançarem no tempo e outras que estão paradas. E isto literalmente! Falo da cena com Catherine (Shirley Manson) e o agente Ellison (Richard T. Jones). O final do décimo episódio é marcado por estas duas personagens à entrada de uma sala, de porta aberta, a contemplarem o “renascido” Cromartie (Garret Dillahunt). Neste episódio (e apesar de outras personagens terem avançado temporalmente no episódio anterior) eles encontram-se no mesmo ponto (é que nem a porta fecharam) e a conversa é retomada no mesmo ponto. Fará isto sentido? Não será narrativa a menos e lentidão a mais (e ainda por cima ilógica)?
E se excluirmos esse “pormenor” o que nos fica do episódio? A contínua obsessão de Sarah (Lena Headey) com os três pontos (chegará ela em algum episódio à verdade?), um John (Thomas Dekker) armado em pintor, uma Riley (Leven Rambin) que demonstra estar cansada da sua missão (o seu passado, dado a conhecer, não adiantou nada à personagem) e um Cameron (Summer Glau) que consegue transformar um diálogo sobre tatuagens num dos melhores momentos do episódio. Mas foi só isso? Não!
Claro que tivemos mais. Tivemos a série a fornecer-nos uma faceta da componente alienígena que estivera até agora ausente (o final do episódio deixar-nos-ia em pulgas para o próximo, não fosse a série ter uma ideia muito própria da palavra cronologia), tivemos Sarah a visitar uma convenção dedicada aos fenómenos dos OVNI e aí conhecer uma mulher em corpo de homem (mas aquela cara enganava alguém?) e tivemos o agente Elisson e o Cromartie em mais um segmento que nada adianta à história.
É um episódio que não me deixa saudades. É, para mim, o pior episódio da temporada. Momentos parados, desinteressantes e desnecessários são uma das suas fortes componentes. Os tais momentos de serrar farelo. O pouco que sobra, torna o episódio satisfatório. Foi assim que o vi e que os fãs da série (nos quais me integro) me perdoem a sinceridade. Esperemos agora pelo seu regresso em Fevereiro.

[starrater]




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Também ainda estou a tentar perceber qual foi o objectivo dos produtores com o rumo seguido nestes três últimos episódios…
Enfim… Venha Fevereiro com os últimos episódios da série (alguém duvida?). Só espero que sejam melhores…
quando acabei de ver o epis. perguntei a mim mesmo “será que foi tempo perdido?” e depois de uma reflexão disse que não, mas quase..
eu mal queria acreditar em coisas que se passaram, como o Maciel disse, e bem, a logica da narrativa e as linhas temporais são uma desgraça,
então o Ellison e a Catherine regressam passado este tempo todo, exactamente no mesmo ponto.. mas isto tem alguma logica, quem escreveu isto teve a fumar alguma coisa :furious: :furious:
e o Derek? só aparece quando alguem se lembra dele??
já para não falar nos OVNIS.. nunca pensei que a serie segui-se esse rumo, mas ate não foi má, o resto do epis. é que foi calmo demais, em tudo o que teve John e a Riley, vai nos salvando a Cameron, mas continua a ter pouco destaque.. :furious:
enfim, ainda estou a pensar se este foi o pior espis, da season
ISto está realmente uma verdadeira banhada… Não gostei para onde levam a história. Aliás, o primeiro episódio (da primeira temp) foi logo arruinado com a viagem no tempo dentro do banco, mas enfim… agora qual é a história principal desta temporada? A Cameron ficar humana? O John e a Loira??? É o quê?
Aquilo no final era uma daquelas aeronaves que vemos a patrulhar nas cenas do futuro.
Quanto ao Elisson, sim eles podiam/deveriam ter retomado a história há mais tempo, mas a referência que ela faz ao “dormir sobre o assunto” implica passagem de tempo. A cena pode ser bastante semelhante à anterior, mas não é a mesma.
A cena com o Ellison deixa-me mesmo a impressão que não houve passagem do tempo. Até porque ele continua com a mesma cara de admiração. Mas se for como dizes, a cena continua a não ter lógica para mim. Especados no mesmo sítio a olharem para o John Henry?
A cena começa (com eles noutra posição e tudo, apesar disto até nem ser o importante) com ele a dizer-lhe: A minha resposta continua a ser não. E ela diz: É uma pena. Eu pensei que uma boa noite de sono lhe fizesse mudar de ideias.
Ok. Então percebi mal a cena. Fiquei com outra ideia da mesma. Sendo assim, daria maus uns pontos ao episódio. Ups. Espero que não seja por este texto que a série vá ser cancelada :yuupii:
eu estava realmente convencido que a cena era a mesma.. devia ja estar no estado de sonolência :wtf:
se aquilo no final era uma das naves iguais à do futuro, então retiro o que disse no post acima..
sendo assim já dou mais algum valor ao episódio..
Vocês não perceberam nada… o tempo é relativo. O Ellison e a Catherine estavam numa bolha temporal onde tudo avança mais devagar do que do lado de fora. Se vissem Stargate SG-1 já percebiam destas coisas… ts ts ts :wink1:
Concordo com a nota “satisfatório”. É mesmo o que eu sinto com a série. Mesmo com aqueles que eu gosto bastante(o que não foi o caso deste), sinto sempre que falta algo.