[SPOILERS] Com um começo auspicioso, numa espécie de homenagem a Ingmar Bergman e ao seu “O Sétimo Selo”, o segundo episódio de “Um Mundo Catita” mostra-nos finalmente as razões para as autoproclamadas comparações a séries norte-americanas ao estilo de “Curb Your Enthusiasm” ou “Seinfeld”.
Vieira é despedido pela editora após ter faltado ao concerto no S. Luíz. É então que decide ir ao hospital visitar Gimba, que foi operado aos ouvidos. Ao chegar lá, encontra uma antiga conhecida que lhe apresenta uma amiga. Mostrando-se interessado na amiga da sua amiga, Vieira combina ir com elas a uma retrospectiva de Bergman que está a passar na Cinemateca. Apesar de não fazer a mínima ideia de quem é esse tal de “Bernard”, Vieira acaba por fingir que conhece perfeitamente a obra do realizador sueco de modo a impressionar a rapariga. Isto, ao mesmo tempo em que é chantageado pelo director do hospital para participar numa edição do Natal dos Hospitais…
Os autores desta minissérie nunca esconderam as suas fontes de inspiração – “Seinfeld”, “Oz”, “Os Sopranos”, “Sete Palmos”, “Deadwood” e “Curb Your Enthusiasm” são algumas das mais faladas – e este segundo episódio mostra-nos o porquê de terem ido beber ao sítio certo. Ao longo do episódio, foi fácil imaginar um Larry David ou um George Costanza, por exemplo, a caber na perfeição nos sapatos de Vieira. A cena partilhada com o miúdo que tem leucemia então é típica do protagonista de “Curb Your Enthusiasm”.
Mas se o humor foi mais acutilante, a falta de um actor mais dotado, ao contrário do que aconteceu no episódio anterior, expôs com maior facilidade as carências a nível de interpretações que a série tem. Mesmo assim, e mais uma vez, acredito que os prós continuam a ser em maior quantidade que os contras, e só pela audácia da cena inicial já este episódio merece algum destaque.

[starrater]




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Se o primeiro episódio não tinha excedido as expectativas criadas para este série (que eram muitas e enormes), este segundo episódio vem reforçar a ideia de que esta é sem dúvida uma BRUTAL série, muito bem escrita e realizada.
As intrepertações, apesar de não serem perfeitas, estão satisfatórias e não derrubam a qualidade que esta série está a demonstrar ter!
Enfim, é para acompanhar e altamente aconselhável! :bow: :cool2:
EDIT:
Já agora, momentos altos:
AGENTE: “Olha o batman e o robin, versão montes de merda!” LOL!!
E toda a sequência do miúdo leucémico até à parte “Pelo menos não tenho leucemia!”
Não se deve gozar com coisas sérias, mas este momento foi sem dúvida nenhuma um dos pontos altos do episódio.
Os episódios, em:
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=24251&e_id=&c_id=1&dif=tv
Perdi o primeiro mas, alertado pelo hype que se vai estendendo por essa blogosfera, marquei lugar em frente da TV, no Domingo. E que dizer?
Bem, depois de ter ficado com o queixo caído, durante largos minutos, e de ter passado a maior parte do episódio a beliscar-me, com medo de que aquilo fosse um sonho, fiquei fã. Cativante. Demolidora. Cáustica. E com chancela tuga. Porque cá, quando se quer, fazem-se coisas assim. Brilhantes.